Amém. Obrigado, meu irmão. >> Pode se assentar. Meus irmãos. Que prazer estar aqui, viu? Muito obrigado pelo convite. É sempre uma alegria. Eu tô de férias, mas eu falei com o Michael assim, mas vou marcar um uns pit stop ali na família de Jesuscop e é uma alegria estar aqui. Trago saudações da capital intergaláctica do pão de queijo. Quando vocês esverem por BH, nos visitem lá. Vai ser um prazer enorme recebê-los. na igreja esperança ali em BH. Wudson, muito obrigado pela partilha da palavra. Que bção, meu irmão, que eu fui muito edificado e esses dias eu tenho vivido assim realmente um momento assim de muita convocação do espírito pra gente sincronizar os nossos corações com os planos misteriosos de Deus. Deus tem chamado a sua igreja a viver caminhos eh de apreciação do mistério de Deus. Deus ele é um insondável, né? E a gente ansiar pela visão de Deus e a gente descobrir que a oração nasce de um desejo autêntico de conhecer quem Deus é de sondar quem ele é e descobrir que a oração nasce do amor a Deus. Ele não nasce da obrigação, não nasce do medo, não nasce da cobrança religiosa, nasce nasce desse desejo autêntico da gente entrar nos domínios dele, saber que esse é o melhor lugar para se estar. E o domínio de Deus é todo o domínio que existe, é tudo que existe, essa extensão, né? E a gente sempre fala sobre isso. Ontem a gente conversava numa conversa muito boa ontem ali, né, com Jonatas e o Aender. A gente falava sobre isso, assim, que pro cristão não é suficiente saber que Deus existe. A gente não tá numa missão de convencimento da existência de Deus, porque a existência de Deus é um dado, né? A existência de Deus é um fato. A gente tá numa jornada para dizer para as pessoas que Deus está aqui, >> que ele está presente. E viver a partir da realidade da presença de Deus é muito mais do que viver a partir de um conceito de que Deus existe, né? Viver nos domínios dele, é viver perante ele, corandel, né? Perante a face dele. Isso é maravilhoso. Abra a sua Bíblia, Filipenses, capítulo 2, verso 5. Eh, vamos ler aqui até o verso 11. Filipenses 2:5, nós vamos falar sobre o evangelho, nós vamos falar sobre o drama do resgate divino. Vamos falar sobre o como é importante ter a vida cristã alinhada com com isso, com o fato. Qual é o fato? O fato de que Deus fez algo sem precedentes. Sem precedentes. O movimento do evangelho é um movimento sem precedente. Sem precedentes na história, sem precedentes nos mitos pagãos, sem precedentes nas tradições religiosas, sem precedentes nos diferentes modelos de religiosidade que são ofertados à nossa cultura moderna ou na cultura antiga. É sem precedentes. O evangelho é um drama sem precedentes. Filipenses 2:5. Leio aqui na Nova Almeida atualizada. Você pode me acompanhar com a Bíblia, a versão que você tem em mãos, sem nenhum problema. Filipenses 2:5 diz assim: "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que mesmo existindo na forma de Deus, não considerou ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumiu a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e reconhecido em figura humana. Ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelhos nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai. Irmãos, nós sabemos pela palavra de Deus e pelo padrão dos textos apostólicos, os textos de Paulo, que em todas as suas epístolas, Paulo respeita um padrão. Paulo divide suas cartas geralmente em dois blocos. O primeiro bloco nós chamamos o bloco descritivo, em que Paulo se ocupa em descrever a obra de Cristo e toda operação do Evangelho, em que Paulo se ocupa em descrever as grandiosidades de Deus e todo movimento divino para que Deus faça e fez e realize o que ele realiza na história, no tempo e na igreja. Esse é o bloco descritivo, onde Paulo se ocupa em descrever o evangelho e descrever quem Deus é. Deus é. O segundo bloco das suas epístolas, geralmente Paulo assume um tom pastoral, geralmente um tom que nós chamamos prescritivo, onde Paulo se ocupa em dizer: "OK, agora que vocês entenderam quem Deus é, o que o evangelho é e o que ele fez, o que Deus realizou". A partir daí, Paulo então começa a admoestar, exortar, disciplinar, encorajar, orientar de forma muito prática, de forma prescritiva os desdobramentos do evangelho. E em geral, o que a gente percebe na igreja são tendências ou para um lado mais descritivo ou para um lado mais prescritivo. Geralmente uma igreja que se inclina e se ocupa da descrição do evangelho e se se esquece da prescrição que nasce do evangelho, tendem se tornar igrejas excessivamente ocupadas com o rigor da teologia e da doutrina. são igrejas ocupadas com as minúcias daquilo que está escrito na palavra de Deus e daquilo que está sendo descrito como a palavra dele, a vontade dele. E é claro que existe espaço e a igreja precisa ser descritiva. Ela precisa encontrar na descrição do evangelho o fundamento pelo qual ela vive o que ela vive e ela faz o que ela faz. É dali da doutrina, é dali dos grandes atos de Deus, dos grandes feitos de Deus que nós derivamos e somos disciplinados como igreja. É importante. A igreja precisa ser mais descritiva em algumas ocasiões. Contudo, existem outras igrejas que ignoram a descrição e se ocupam da prescrição numa ansiedade em ver a igreja funcionando do jeito que ela deveria funcionar. Mas não é incomum igrejas que se ocupam excessivamente com a prescrição, a custa ou as custas da descrição, se tornarem igrejas moralistas, excessivamente ocupadas com comportamento, excessivamente disciplinadoras em termos da moralidade e de como as pessoas deveriam se comportar. É uma igreja que tá ocupada em ver os cristãos se comportando de acordo com a cartilha moral do cristianismo, mas se esquecem. do fundamento do comportamento moral da igreja. O fundamento do comportamento moral da igreja e da transformação moral da igreja nasce daquilo que o evangelho é e daquilo que o evangelho faz. Não é possível reproduzir a Cristo sem colocarmos o fundamento dessa reprodução de Cristo. Eu gosto muito de uma discussão teológica que teve na década de 90, porque as igrejas ditas progressistas, mais liberais lá na Europa e nos Estados Unidos começaram a dizer que Jesus Cristo era apenas um modelo moral. E para muitos liberais, Jesus é só isso, alguém que teve um comportamento exemplar e que a gente só precisa reproduzir o comportamento exemplar de Jesus. Alister McGreth, importante teólogo de origem britânica, inglês, professor de Oxford, muito respeitado, tem vários livros de teologia escritos em português. Alice McGreth escreve um artigo em 1996 em que ele fala sobre a imitação de Cristo, imitat o crist, que é o termo latino que a gente usa para descrever o mandato divino de imitar a Cristo. Porque o mandato divino imitar a Cristo? Contudo, a imitação de Cristo, ela não nasce meramente de uma reprodução moral. Não basta apenas olhar para Jesus e dizer Jesus fazer isso, vou fazer também. Isso não é suficiente, porque a gente às vezes não tem o recurso para fazer. E Alice McGreth então visita Martinho Lutero e ele resgata dos escritos de Lutero um princípio fundamental que é o princípio da conformidade com Cristo. E a conformidade com Cristo pressupõe o fato de que para imitar a Cristo, eu preciso que o próprio Cristo opere de forma ativa em mim. a disposição para imitá-lo. É necessário que haja um encontro de unidade mística, misteriosa, gloriosa, mediante a fé, no poder do Espírito com o próprio Jesus. É necessário que Deus produza em mim aquilo que nós chamamos da união mística com Cristo. >> A união mística com Cristo pressupõe o fato de que eu, ao me unir a Jesus pela fé, recebo o quinhão do espírito que me é me dado na medida da fé, no metron da fé. E assim eu me unir com Cristo, eu partilho com Cristo. E Cristo partilha comigo o que Lutero chamava de uma troca santa. santa. Ele usava a metáfora do casamento. Ao me unir com Cristo, tudo que de mim procede é depositado em Cristo. Eu nago em Cristo toda a minha precariedade, os meus pecados, a minha rebeldia, a minha alienação de Deus, a minha pobreza. Eu entrego tudo para Cristo. E quando Cristo é golpeado na cruz, quando Cristo é ferido na cruz, toda justiça de Cristo, todo toda glória de Cristo, toda santidade de Cristo, toda retidão de Cristo me é atribuída. Glória. Glória. >> É um é um mistério. E Lutero, no livro dele A liberdade do cristão, a liberdade cristã que foi escrita em 1527, o prefácio do comentário dele aos romanos, ele chama isso do santo casamento. casamento. E ele usa a seguinte metáfora. Imagine Jesus como um rei nobre, um cavaleiro nobre entrando numa cidade e ele nas suas vestes reais olha para uma prostituta barata, com suas roupas rasgadas, maltrapilha. Nenhum homem nobre se curvaria a desfrutar dos seus serviços sexuais, uma vez que ela era uma mulher pobre que vendia o seu corpo por migalhas. E esse príncipe nobre, olhando para essa mulher aos farrapos, diz para ela: "Mulher, eu preciso que você vá ao meu palácio hoje". E ela diz, diz assim que mal não conseguindo olhar pro príncipe, né? para um príncipe nobre, honrado, mal conseguindo olhar paraos seus olhos, envergonhada. O que esse homem vai querer comigo? Ele não tem como oferecer nenhum serviço a ele. Olha quem eu sou. Olha a dignidade dele. E ele diz assim: "Eu não quero que você vá pro meu palácio hoje. Eu vou me casar com você hoje. >> Ela: hã, como assim me casar comigo? Eu vou me casar com você hoje. Só que a partir de hoje a sua história é apenas uma história, é apenas o passado. A partir de hoje você vai ter todas as vestes de uma de uma princesa. Toda a sua honra, toda a sua dignidade, toda a sua pureza, toda sua retidão, toda a sua reputação será a minha reputação. Eu vou te atribuir toda a minha riqueza. Vou te atribuir toda a minha pureza. Vou te atribuir toda a tua minha honradez, os domínios do meu palácio. Tudo agora vai ser teu. Mas com que eu entro só com suas vestes em trapo. Você vai entregar todas as suas vestes em trapo e eu vou te devolver as vestes de uma princesa. A justificação e a retidão que Jesus operou em nós é essa santa troca, como dizia Lutero. Mas veja como que Paulo se ocupa aqui em Filipenses em uma mentalidade. Para começar a carta de Paulo aos Filipes, aos Filipenses, à igreja de Filipos, Paulo dirige essa carta a primeira cidade evangelizada nas suas missões em território europeu. Paulo agora está levando o evangelho ao território do poder, [roncando] ao território do jogo político, da disputa por status social, do páter família, dos líderes encarregados pelo império, de representar o poder do império dentro da província. E a igreja, como em todas as eras, ela não está isenta das pressões culturais do seu tempo. Ela não está isenta das exigências culturais. Muitas das dinâmicas culturais acabam entrando nos territórios da igreja e a igreja precisa ser disciplinada pela verdade. Para que o comportamento da igreja mude, para que a prescrição seja feita, é necessário a descrição. E Paulo sabe disso. Paulo sabe que no ambiente da igreja de Filipos, muita das dinâmicas sociais e culturais do entorno do império eram reproduzidas ali. Pratificação social, elite querendo ser elite na igreja, elite querendo controlar a próle na dinâmica da igreja. E Paulo sabia que essa igreja precisava ser educada na mentalidade de Cristo. Tenham entre vós o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus. A palavra em grego aqui, froneses, é uma palavra que remete a ideia de uma mentalidade, de uma imaginação. Muita gente acha que ser cristão e falar de doutrina cristã é falar de uma série de informações sobre Deus. Mas a doutrina é uma maneira de imaginar a realidade. A doutrina está a serviço da imaginação cristã. Porque a imaginação cristã forma afeições cristãs. Não é simplesmente fazer uma série de proposições sobre Deus que a gente vai ter as nossas afeições educadas. Afeições para serem educadas, elas precisam ser capturadas por um tipo de imaginação. E Paulo está dizendo que nós precisamos ter uma imaginação povoada, colonizada, treinada por um movimento divino. O que Cristo fez precisa forjar a minha imaginação. >> Uma vez que a minha imaginação é conformada aquilo que Cristo fez, as minhas afeições são recrutadas a fazer aquilo que eu preciso fazer. Não é simplesmente uma questão de convencimento lógico. Muita gente acha que doutrina cristã diz respeito a convencimento lógico. João Calvino, reformador da igreja, dizia que a boa doutrina não pode ser uma doutrina só de lábios. Ela deve penetrar no coração e chegar até os afetos. Ela deve afetar a realidade, a disposição moral do crente. Então não é simplesmente dizer: "Olha a igreja de Filipos, olha a igreja da Europa, escute, é simplesmente mudar o conceito, é só mais uma filosofia. Não, é necessário ter a imaginação povoada por uma narrativa, por uma história. O coração tem que ser capturado por uma história. Uma narrativa que você pode dizer: "Ela é minha, essa história é minha". Nós fizemos uma série de pregações na igreja há algum tempo sobre os patriarcas de Israel e a gente insistia nisso. Você precisa parar de ler a Bíblia como espectador. Você tem que ler a Bíblia como a grande história que é a nossa história. É a grande história do movimento divino de Deus convocando povos, línguas, gentes, nações para redamatizar tudo aquilo que ele é e tudo aquilo que ele faz. É parada a gente olhar para essa história, eu sou um espectador da história divina. Não, Deus nos chamou para sermos coadjuvantes daquele que é o protagonista. Ele é o grande dramaturgo, ele é o grande ator, o grande diretor e ele nos chamou para encarar esse drama divino na história. E é a partir dessa reimaginação do mundo. É como a gente olha pra realidade com essa nova história, essa nova narrativa. E observe, a nossa cultura secular já entendeu isso. A oferta de histórias e narrativas. Basta você olhar pros influencers de internet que te oferecem o desejo que você está procurando. Vocês já viram que o nosso mercado de internet é um mercado de desejos. Como a gente não sabe o que desejar, a nossa cultura tá o tempo inteiro ofertando desejos. Quem sabe o que eu estou procurando não é um corpo malhado. Quem sabe o que eu estou procurando não é ser uma mãe homeschooler exemplar com 16 filhos. Quem sabe o que eu estou procurando? É, ué. Quem sabe o que eu não estou procurando procurando não é ser um cientista. Quem sabe o que eu estou procurando é ser um teólogo, influencer da internet. Quem sabe o que eu não estou procurando é ser uma pessoa performática no instrumento musical de alta eficiência. Quem sabe o que eu não estou procurando? E você fica ali caçando um desejo para chamar de seu, porque a nossa cultura já entendeu o poder de captura que existe uma história. A história tem esse poder, mas isso não é uma uma novidade nenhum a pro cristão. Eu sempre me nenhuma pro cristão. Eu sempre me perguntei, Asaf, por que que a Bíblia não é um livro de teologia sistemática? Sempre me perguntei, porque quando Deus decidiu falar a verdade, ele não falou a verdade por capítulos. Capítulo um, Deus. Capítulo dois, o pecado. Capítulo três, a salvação. Capítulo 4ro, por que que nunca fez a verdade sendo organizada em tópicos? Porque a verdade é uma história. A verdade é uma história. Não sei se você sabe, a palavra hebraica paraa verdade, a palavra hebraica paraa verdade é a palavra em. Emet. Emet. Pode repetir >> aí já prendeu uma palavra hebraica, já pode no vocabulário. Em. Em língua hebraica, as palavras elas são construídas a partir do que a gente chama de raízes. São raízes tricilábicas. Elas são sempre formadas por três ou duas sílabas, nunca mais do que isso. Se você domina a raiz de uma palavra hebraica, você domina as derivações dela, porque as palavras são derivadas dessas raízes. E a palavra emit é uma raiz hebraica formada por três consoantes hebraicas, três letras hebraicas, a letra alef, a letra mem e a letra tav. Para quem conhece o alfabeto hebraico, as suas 22 letras, já identificou que aqui estou me referindo à primeira letra do alfabeto hebraico, a letra que está no meio do alfabeto hebraico e a última letra do alfabeto hebraico. Isso é claro, é uma pista de que quando falamos de verdade, em termos do que a Bíblia ensina sobre verdade, estamos falando de uma verdade que não é uma informação sobre Deus que é verdadeira, é uma história que é verdadeira. É um Deus que é início, meio e fim. Verdade que tem início, processo e destino. Quando eu quero conhecer a verdade, eu não me coloco diante de uma informação, me coloco diante de uma história. Eu me coloco diante daquilo que Deus dá de si mesmo ao longo do tempo. Eu não me conformo em simplesmente ter um dado sobre Deus. Eu preciso ter a minha mentalidade povoada por uma história, por uma história. E uma história que recruta disposições para servir a Deus a partir dessa verdade, que não é uma verdade, repito, proposicional, não é uma uma verdade que é um dado, é uma história. Então, ler a Bíblia, se expor a história da verdade na Bíblia, não é um capricho cristão, não é uma chatice de pastor, é uma necessidade. É uma necessidade conhecer a verdade como uma verdade com início, meio e fim. E Paulo tá dizendo, tenham a sua imaginação povoada pela mesma história de Cristo. Que Cristo é esse? Aí ele começa a contar a história de Cristo. Filipenses é uma descrição de quem Cristo é e do que ele fez. E o verso se começa dizendo: "Cristo permanece divino". É verdade. Ele não considerou ser igual a Deus, que era um fato. Ele era igual a Deus. Mas ele não trapaceou. Ele não trapaceou. Ele não lançou mão da sua divindade para cumprir a missão. Ao contrário, apesar da divindade está lá íntegra, consistente, intacta, ele os escolheu voluntariamente se esvaziar. A palavra que no grego é linda, a palavra quenosis, a gente fala do da obra quenótica de Cristo. Cristo se esvaziou. esvaziou. Ele se esvaziou, ele fez um movimento descendente, ele fez um mergulho na criaturidade, um mergulho na humanidade. Ele fez esse movimento de Ele era o herdeiro de todas as coisas, continuava sendo o herdeiro de todas as coisas. No batismo, ele foi anunciado como filho amado em quem Deus tinha prazer. Mas ele escolheu fazer um mergulho e fez um mergulho na vulnerabilidade. Ele fez um mergulho no tempo, no espaço, na história, no corpo humano, na humanidade rebelde. Ele fez. E por que ele fez? Me lembro de uma conversa de David Plat, importante missiólogo americano, David Plat, contando uma história que ele estava na Índia e ele tava vendo um hindu conversando com o muçulmano e ele tava prestando atenção na conversa dos dois e ele disse que de repente o hindu e o muçulmano chegaram à mesma conclusão de que a religião deles, apesar de terem nuances, diferenças, as duas ensinavam basicamente a mesma coisa. E aí o David Plet interrompe a conversa gentilmente e ele diz assim: "Vem cá, me diga uma coisa. Pera aí, deixa eu ver se eu entendi. O hinduísmo e o islamismo são iguais em qual sentido?" Vejam se é nesse que eu estou falando. Vocês dois estão dizendo basicamente que existe o sagrado e o sagrado está lá em cima da montanha. montanha. O sagrado tá lá em cima, no pico da montanha. e que no fim o hinduísmo oferece um caminho, o islã oferece outro caminho. Alguns escolhem galgar essa montanha por um teleférico, outros alpinismo, outros por uma rampa, outros podem até com helicóptero tentar chegar no auge, no pico do sagrado, lá onde Deus e a divindade estão. É isso que vocês estão dizendo que no fim a religião de vocês é uma religião de caminhos que levam ao sagrado. Ele falou exatamente isso pois é, isso não é o cristianismo. Se tem uma coisa que é radical no cristianismo, que é sem precedentes, é que o cristianismo não é uma religião de procedimentos religiosos, não é uma religião de sete passos para alcançar o sagrado, oito degraus para chegar na divindade, 30 princípios para você chegar no santo dos santos. Não tem nada disso no cristianismo. O cristianismo é um escândalo. >> Ele é um escândalo porque ele não diz respeito ao movimento que fazemos para galgar a sacralidade de Deus. Mas fala de um Deus que sujou as mãos, de um Deus que desceu da eternidade, vem em direção aos homens, porque os homens não podiam chegar até ele. É um Deus que se movimenta em direção a suas criaturas, porque suas criaturas não tinham como chegar ao sagrado. >> Já sabemos que o homem tentou fazer isso, uma cidade cujo centro tinha uma torre para chegar lá, tentar ter controle sobre a divindade. Mas isso é paganismo. Isso é paganismo. Cristianismo não é controle sobre a divindade. É uma divindade que se esvazia e assume a forma de servo, se tornando semelhante aos homens, igual à gente. E esse é o outro escândalo do movimento divino, do drama divino, é que ele assume, escute isso, verso 7, o verso 5 diz que ele subsistindo na forma de Deus, mas o verso sete diz que ele assume a forma de servo. >> Ele tinha morfetu em grego, mas agora ele assume o morfedulo. Ele assume a forma de um escravo. Deus. E esse é o escândalo do movimento do evangelho. O escândalo do movimento do evangelho é que se ele era semelhante a Deus, agora ele se torna semelhante aos homens. Mas a ironia é que Deus nos chamou para sermos semelhantes a Deus quando fomos criados. Vocês estão entendendo? Deus quando nos criou, nos criou para ser imagem e semelhança dele. >> Mas ao se alienar de Deus pelo pecado, o homem agora sofre do que a gente brincava ontem lá na no nosso podcast ontem, né, Jonatas? A gente falava que o homem sofre do síndrome de privação da imagem de Deus. O homem sofre da privação da imagem de Deus e pro privado da imagem de Deus, ele fica procurando imagens. procurando ídolos, ídolos, procurando projetos de realização, caçando falsas divindades. E o problema da idolatria é muito simples, é que a idolatria sempre vai te fazer menor do que você deveria ser. >> Concorda? Porque você foi feito para ser imagem de Deus. >> E a gente fica tentando se satisfazer com coisas são menor do que ele e a gente sofre de uma síndrome de privação da imagem de Deus. Então, o que que Deus faz para devolver a imagem dele em nós? Imagine, se a gente foi chamado para ser semelhante a ele, ele se torna semelhante a nós. Ele se torna na semelhança dos homens. Ele se humilhou e não foi uma humilhação qualquer. Ele foi obediente até a morte e morte de cruz. Hebreus capítulo 5 verso 8 diz que embora sendo filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Ele teve que fazer o caminho que Adão não fez. Mas não é irônico que Adão cai por desejar ser uma coisa que ele não tinha direito. E Jesus vence por abrir mão de um direito e daquilo que lhe era por natureza. natureza. Ao renunciar à glória que tinha junto do Pai, ao abrir mão da sua própria divindade, Jesus pavimenta o caminho surpreendente, mas ele faz um caminho descendente junto aos homens. Adivinha por quê? para que ao ser erguido em glória junto do Pai, ele levasse consigo essa humanidade redimida, unida a ele, com imagem de Deus estampada no rosto, glorificada com ele, erguida com ele. Mas isso é irônico porque são criaturas alienadas dele, rebeldes, dignas de todo juízo, dignas de toda punição divina. Irmãos, escute, a justificação não é simplesmente Deus ir lá e pagar a conta, pagar o débito, ok? Não é isso. Isso não é justificação. Justificação é Deus chegar para um pecador que tem uma dívida de R$ 10.000, fal: "Tá bom, vou pagar os seus R$ 10.000, pronto, a sua conta tá zerada. Agora trabalha, dá uma suadinha para manter a conta positiva." OK? Não, isso não é a justificação. A justificação é onde abundou o pecado. >> Ele paga a dívida, mas ele deixa um crédito na conta. >> Ele deixa um crédito na conta. Ele não simplesmente te perdoou, ele te deu os recursos. >> Ele te deu a dádiva. Ele te deu as riquezas. Ele te deu as capacidades, ele te deu os meios, ele te deu o caminho, ele te deu os meios de graça, ele te deu o evangelho, te deu sacramentos, te deu pão partido, te deu a comunidade, te deu a igreja, ele te deu a comunhão dos santos. Ele não simplesmente te perdoou, te largou no mundo de mãos vazias. Isso não é o evangelho. O evangelho é riqueza. E olhe o que o texto vai dizer, que ele sendo filho, Hebreus 5:8, ele aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Ele fez o caminho da obediência. E por que ele fez o caminho da obediência? Porque ele está fazendo o caminho que Adão não fez. Muita gente se pergunta, e eu acho esse texto de Hebreus 12 maravilhoso, porque Hebreus capítulo 12 verso 2, que é a conclusão de Hebreus capítulo 11, em que o autor de Hebreus narra ali os heróis da fé, homens e mulheres que se sacrificaram, abriram mão, renunciaram por um bem invisível, por uma esperança invisível. E o autor de Hebreus, no capítulo 12, no verso 1, diz: "Olha, diante de tão grande nuvem de testemunhas, vamos correr. Vamos correr, vamos partir em direção, vamos perseverar." Mas existe uma estratégia. Como? Como ser cristão todos os dias? Como que você acorda crente todos os dias? dias? Como que você consegue viver tudo aquilo que o evangelho é e tudo aquilo que Deus planejou para nós todos os dias? O autor de Hebreus vai dizer: "Você vai olhar firmemente." Hebreus 12:2, olhar firmemente. Olha como a imaginação tem que ser povoada pela realidade de Cristo, olhando firmemente para o autor e consumador da fé. Eu eu amo essa expressão porque o texto não está dizendo que Jesus é simplesmente alguém que depositou a fé. Ele também preanunciou, garantiu a consumação da fé, o destino da fé. Ele não é só o alfa, ele é o ômega, ele é o início, ele é o fim, ele é o começo, é o é a finalidade da história. Ele é o Deus que é o autor da história, mas ele também consuma a história. Jesus, o que ele fez? Ele trocou a alegria que lhe estava proposta. Irmãos, nós temos que dimensionar a renúncia de Cristo, a humilhação de Cristo. Porque se Cristo fosse um rei que tivesse virado morador de rua, já seria uma grande humilhação. Se ele fosse, sei lá, um descendente físico de Davi, que ele também era meramente isso, que abrisse mão dessa glória real para se tornar o homem pobre da Judeia, já seria um movimento interessante. Mas não foi esse o movimento que ele fez. fez. Ele habitava em luz inacessível. Ele residia em territórios insondáveis. Ele vivia junto ao Pai como objeto eterno do seu amor. E voluntariamente, por obediência ao Pai, ele decide descer dos lugares mais altos, mais gloriosos, mais indescritíveis para assumir a nossa condição. Esse sempre será o escândalo do evangelho. E o homem moderno não dá conta. Porque o orgulho do homem moderno, o orgulho do homem moderno é: "Eu quero o mérito, eu quero a conquista, eu quero o reconhecimento." E de repente o filho de Deus faz um mergulho da glória dele aos lugares mais baixos da terra para levar cativa ao cativeiro e dar dons aos homens. O homem moderno vai ter que lidar com o fato de que o todoeroso de verdade se esvaziou e assumiu a forma de servo. Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz sem se importar com a vergonha. E agora, onde que ele está? Ele está sentado à direita do trono de Deus. Deus. Irmãos, o evangelho é por isso boa nova. E para ser boa nova, é o que significa a palavra em grego, para se para ser boa nova, primeiro é uma boa notícia. E notícia é a comunicação pública de um evento e um evento bom, por isso é boa nova. Então, a gente não pode confundir o evangelho com bom conselho, com bom comportamento, com bons procedimentos, com bom critério, com boa orientação, com boa estratégia. Isso não é o evangelho. O evangelho é uma boa nova. Para começar, não diz respeito ao que fazemos, fazemos, mas diz respeito a tudo que ele fez e tudo que ele é. Por ser boa nova, não pode ser confundido com religião, porque religião é procedimento. Religião é o caminho que você faz para chegar no sagrado. Religião vai te dizer quais são os passos, os jejuns, os sacrifícios, as normas religiosas, os procedimentos morais para você alcançar o inalcançável. É a torre de Babel. É a escada que você cria para chegar no sagrado. É um Deus domesticado, feito a sua imagem e semelhança, produto da sua imaginação religiosa. Isso não é o evangelho. O escândalo do evangelho é que Deus fez o movimento descendente. Por isso que ele fez é uma boa notícia. E é uma boa notícia porque é um alívio. É o alívio de que Deus fez o que não podíamos fazer. É o alívio de saber que Deus salvou pessoas que se encontravam cativas, alienadas, irremediavelmente doentes, corruptas, mortas, manchadas pelo pecado, injustas e tudo aquilo que a Bíblia descreve, que é o estado do ser humano sem Deus. Mas agora, seres humanos outrora famintos estão sendo alimentados por um pão vivo que desceu do céu. >> Se esse luz dizia que se o homem, se o homem tem um apetite por um alimento que não existe nessa terra, isso só pode significar uma coisa, que nós não fomos feitos para essa terra. Isso significa que Deus nos fez para uma outra realidade. Ele nos fez para uma outra realidade, para um outro ambiente, para outro reino. E a gente olha pro mundo e a gente caça alimento. A gente experimenta todos os prazeres possíveis, todo tipo de baseado de droga, de ácido, de LD, de viagem, de experiência sexual, de experiência de poder, experiência de riqueza, de conhecimentos, bibliotecas, livros, idiomas, você pode sorver cada gota de riqueza e de experiência de intensidade desse mundo. que no final você continua faminto. E só significa uma coisa, que você precisa de um alimento que não é deste mundo. >> E o que que Deus fez para matar a sua fome e saciar você dessa sede por um bem eterno? O pão vivo teve que descer do céu. céu. >> Foi feito por qual padaria? Foi feito por qual técnica religiosa? produzido por qual maquinário? Por qual aprecho? Por qual inteligência artificial? Por qual sabedoria humana? Por onde? Por onde? Qual artifício? Quem foi o padeiro que fez esse pão? Ele desceu do céu. >> Ele desceu do céu. Ele veio da providência. Ele veio de quem Deus é. Ela se fez carne, habitou entre nós e vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai. >> Isso muda tudo, irmãos. Isso muda tudo. Então, o evangelho anuncia que Deus fez algo necessário, mas que era humanamente impossível. O evangelho tem que ser compreendido como uma obra inteiramente divina, não tem participação humana nenhuma. E Paulo vai dizer em Efésios 2 que se tiver, acabou a glória de Deus. É pela graça, mediante a fé. Isso não vem de nós, não por obras, para que ninguém receba o aplauso. Para que ninguém receba o aplauso. Se lá no final da eternidade, quando você entrar pelos portais da eternidade, eu sempre digo isso, que quando nós vamos entrar pelos portais da eternidade, nós vamos ouvir muitos aplausos. Milhares e milhares de anjos aplaudindo as hostes celestiais, seres incontáveis, todos aplaudindo de forma ininterrupta. Adivinha para quem? Para Jesus. >> Porque ele é o alfa e o ômega, o autor e o consumador. É ele que opera em nós o querer e o realizar. Toda a obra é dele, toda a glória dele, toda a majestade é dele, cada conquista moral na minha vida, cada oração bem feita que eu fiz, cada gesto de sacrifício por alguém, cada ato de generosidade, cada serviço, cada renúncia pelo pecado, cada não dito a uma tentação, Cristo em vós, a esperança da glória. >> [aplausos] >> No final é ele, é para ele. Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim. Esse viver que agora eu vivo na carne, eu vivo pela fé no filho de Deus que me amou e se entregou por mim. É uma vida afetada por uma história, por uma narrativa. Na teologia, nós costumamos fazer uma distinção importante entre a obra objetiva de Cristo e a obra subjetiva de Cristo. A obra objetiva de Cristo é tudo aquilo que Cristo fez de fato, a encarnação, sua missão, sua paixão na cruz, seu sepultamento, sua ressurreição, sua ascensão sacerdotal na glória. Essa é a obra objetiva de Cristo na história. Mas existe uma obra subjetiva, que é aquilo que Cristo opera em cada cristão. É quando ele justifica, é quando ele gerou arrependimento, depositou fé, é quando ele dá os meios paraa santificação, é quando ele te ensina a orar, é quando você se devota a ele. Isso também é obra de Cristo. É aqui, Isso também é obra de Cristo. É aqui, irmãos, que a doutrina de Cristo e o evangelho se encontram. O esvaziamento de Cristo é um caminho sacerdotal. Cristo está fazendo o caminho sacerdotal como sacerdotes que iam para o tabernáculo, para o Santo dos Santos, carregando no peitoral o símbolo das 12 tribos, porque ele ali naquele momento é encarnação de um povo. Ele leva o povo de Deus até a presença de Deus. Ele adora, ele intercede, ele faz o sacrifício, ele faz a expiação, ele faz ali o o a aspersão do sangue no Santo dos Santos. E aí o sumo sacerdote volta e quando ele volta, num primeiro movimento, ele levou Deus até o homem até os domínios de Deus. Mas quando ele volta, ele leva Deus aos domínios dos homens. Thomas Torrens, importante teólogo, escreveu um livro belíssimo, pena que não tem em português, a fé trinitária, um livro maravilhoso, maravilhoso. Ele vai chamar isso de adoração vicária. O que Jesus faz quando se faz carne, habita entre nós, veja bem, é criar as condições para adoração. Não é possível nenhuma adoração se o movimento sacerdotal de Jesus não tivesse sido feito, porque nós não saberíamos o caminho para a glória do Pai. Por isso que o autor de Hebreus, ao chamar Jesus o supremo sacerdote, que abriu um novo e vivo caminho diante do Pai, um caminho que homem nenhum poderia abrir, religião nenhuma poderia abrir, performance religiosa nenhuma poderia abrir. O filho de Deus abriu esse caminho vivo diante de nós. >> Ele rasgou o véu. Por isso, meus irmãos, ele abriu esse caminho para a eternidade. não foi no tabernáculo terreno, ele abriu esse caminho no verdadeiro tabernáculo que o Senhor construiu e não os homens. Por isso, quando Cristo é exaltado na sua majestade, ele é exaltado aos céus como um sumo sacerdote que entra nos domínios eternos de Deus, abrindo um caminho que nós não poderíamos abrir. Por isso que orar em nome de Jesus não é trivial. trivial. >> Não é trivial. A gente acha que é trivial. Gente, fala assim: "Ah, o nome de Jesus, em nome de Jesus". Irmãos, isso não é trivial. Orar em nome de Jesus significa que o meu acesso aos domínios de Deus em oração se dá pelo sacerdócio de Jesus, >> se dá pelo caminho que ele fez que eu não poderia fazer. Ele foi até os lugares mais baixos da terra, subiu aos lugares mais altos. Para quê? Para interceder. O acesso a Deus não é trivial. Entrar nos domínios sagrados de Deus não é trivial. Martinho Lutero, ainda quando era um monge agostiniano lá na Alemanha, em crise, porque ele lesto, ele via Deus envolto em majestade, em fogo consumidor, em majestade, em pureza. E ele se revoltava internamente porque ele dizia: "Como pode um Deus tão furioso, um Deus tão exigente querer que eu me relacione com ele? Ele tá envolto em fogo consumidor. Ele lia o profeta Isaías e ele olhava para Isaías. Isaías escrevia Deus assim: "Volta em fogo consumidor." Os profetas caíam como mortos diante dele. Como eu posso, eu, o pecador entrar nos territórios de tamanha santidade? Como eu posso entrar no lugar em que o piso, como viram os sacerdotes lá junto com Moisés, em que a glória dele se repousar ali no monte Sinai, o chão do Sinai virou um chão de safira. Como eu posso entrar nesse universo caleidoscópio da glória de Deus? Como que eu posso entrar nos domínio de tamanho santidade e não ser esmagado pela majestade e a glória dele? Essa foi a tensão de Lutero. Lutero quase enlouqueceu por causa disso. E aí de repente ele descobre que o território, escute isso, o território, imagine Deus assim, Deus ele em si, o que ele é em si. A gente não sabia, porque você tentava aproximar de Deus e a santidade dele criava um território, uma fronteira intransponível. E quem olhava para Deus de fora se aterrorizava. com a majestade dele. Moisés tá subindo o Sinai. Os sacerdotes no meio do caminho, quando viram aquele fogo, falou: "Ó, faz o seguinte, vai você, a gente vai voltar para casa, tá bom?" bom?" É, é isso que ele é num primeiro momento. É, é assim que ele aparece até o momento em que Deus planeja revelar a verdadeira face dele. Porque o revestimento de santidade ao redor dele, o território de santidade ao redor dele, é um território que ele criou para preservar aquilo que ele é em essência. E o que ele é em essência? O que está sendo protegido pela santidade dele é o amor dele. Mas para você conhecer o amor dele, ele teve que sair do território desse domínio e se exibir na história. E ao se exibir na história, ele se exibiu como Deus amou o mundo de tal maneira que deu. Ele deu o seu filho e ele colocou o filho dele no mundo para que o homem pudesse conhecer quem ele realmente é. Eis o meu filho amado em quem eu tenho prazer. Deus amou o mundo que colocou o filho e o filho falou: "Pai, eu te conheci, mas agora eu estou te fazendo conhecido também".Ém? >> Por isso, ele é o pão vivo que desce do céu. Esse é o movimento sacerdotal. Os sacerdotes entravam no tabernáculo tremendo de medo diante da santidade de Deus. Mas quando eles encontravam perdão, eles saíam do tabernáculo entregando a graça e a dádiva ao povo. Aí, então, nesse dia, Lutéo entendeu, ele entendeu o que significava o justo viverá pela fé. Porque o justo viverá pela fé significa que eu preciso ter um trage para entrar nos domínios de Deus. E para ter esse trage, essa armadura que suporta a majestade dele, é, não é uma roupa própria, não é a roupa improvisada de Adão e Eva no jardim com folhas de figueira. figueira. É um outro trage. É o trage que nós recebemos no batismo, como diz Paulo em Gálatas, porque todos nós que fomos batizados em Cristo, de Cristo nos revestimos. [aplausos] >> Essa é a roupa que me permite entrar nos domínios de Deus e não ser consumido por Ele. Mas sabe qual é a ironia? Todo mundo que já estudou teoria da fotografia sabe o que eu vou falar agora. é que quanto mais eu me aproximo da luz, quanto mais eu me aproximo da glória, e lembrando que eu só posso fazer isso porque um sacerdote abriu o caminho para mim, eu só posso entrar nesses domínios porque eu fui trajado de Cristo. Eu tenho armadura para suportar essa jornada em direção à glória, essa ironia. Mas o trage não foi feito por obras. O trage não foi minha costura que elaborou. O trage é a obra de Cristo que me foi atribuída, é a roupa dele. Eu tô vestido dele. A ironia é que quanto mais eu me aproximo da intensidade dessa luz em adoração e oração e devoção, adivinha o que Deus tá imprimindo em você? Adivinha o que tá sendo escrito em você? Adivinha as marcas que essa luz está deixando impressa em você? É daquilo que você está revestido. É o momento em que o trage deixa de ser um mero trage e ocorre quase como uma simbiose entre o trage e você. >> E aquilo que o trage é começa a fazer parte da sua vida. Aquilo começa a se integrar a sua vida. Porque quanto mais perto da luz, mais a luz imprime Cristo em você. Porque de Cristo você está revestido. >> Ter a mentalidade de Cristo e ter a imaginação de Cristo, ter a história de Cristo e ser vestido dele significa que ele deu as condições. Então eu não vou a Deus com medo de ser julgado. >> E atenção, é aqui que o nosso adversário entra de forma muito estratégica, porque todas as vezes que você ora, sabe qual é a batalha de todo crente quando ele ora? É essa batalha aqui, ó. Jesus, eu queria estar tão certinho agora para falar contigo. Eu queria tanto tá bem agora. Eu queria não ter mentido hoje. Eu queria não ter ficado bravo hoje no trânsito. Eu queria não ter olhado pra mulher de com olhar cobiçoso hoje. Sabe para quê, senhor? Para eu entrar aqui e tá de boa com o senhor. Mas hoje eu não tô de boa com o Senhor. Hoje eu tô pisei na bola várias vezes e ali a sua oração morre. Ela é abortada ali. Sabe por quê? Porque você se esqueceu do sacerdócio de Cristo. Você se esqueceu de Romanos capítulo 8, que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Deus não espera que você esteja certinho para que a sua oração seja aceita por ele. Deus espera que você reconheça os méritos de Cristo e a grandeza da obra de Cristo e a suficiência dos trajes de Cristo para te tornar aceito nos domínios dele. Nesse sentido, irmãos, não existe nenhuma diferença entre a oração do apóstolo Paulo há 2000 anos atrás de joelhos e a sua oração. Qual é a nossa crise com a tradição católica romana? é que na tradição católica romana existem hierarquia no acesso a Deus. Tem gente que tá mais longe, tem gente que tá no meio do caminho, tem gente que tá mais perto de Jesus. Quantas vezes eu fui em igreja, né, e irmãos chegava para mim no final do culto, ô irmão, você que tá assim com Jesus, faz uma oração por mim. A gente bate, né, na mariolatria, mas tem um monte de mariolatria por aí, né? Um monte de gente caçando, intercessor por aí. E não é intercessor no sentido do sacerdócio universal dos santos, não. É um intercessor quase no sentido mariano. Você que tá assim, que o Pai te ouve mais do que a mim, como assim? O acesso de todo cristão ao Pai se dá por um único mediador, por um único mérito, por uma única obra, por um único feito, por uma única intercessão, por um único trabalho que ninguém poderia fazer. >> Então, não tem diferença da minha oração para oração do outro. A única diferença de uma oração para outra é se ela é em Cristo ou não, se ela é no sacerdócio de Jesus ou não. E como que o diabo te pega? Ele te pega aí na autojustificação. Você tá igual Lutero, vendo as chamas da santidade de Deus, aterrorizado, tentando encontrar mérito para entrar nos domínios dele, se esqueceu que o mérito é do filho de Deus. >> Essa é a ironia. Ai, como então como que eu fico? Como é que eu me santifico? Você se santifica quando você confia mais nos méritos de Cristo. Porque na medida que você confia mais nos méritos de Cristo, Cristo te aproxima dos domínios do Pai. E lembre-se, quanto mais perto dos domínios do Pai, mais de Cristo é impresso em você. Esse é o atalho do evangelho. O que o evangelho fez foi um grande atalho. Eu ajoelho agora. Posso ter pecado de manhã, eu ajoelho agora. Eu falo: "Pai, estou aqui nos méritos do filho de Deus, na justificação do filho de Deus. Peço perdão pelos meus muitos pecados, mas eu sei, Senhor, que essa oração só vai ser ouvida e escutada. Porque eu oro em nome de Jesus. >> Porque eu oro pelo sacerdócio de Jesus. Porque eu oro pelo que o filho de Deus fez e o caminho que ele fez em direção à eternidade. E quanto mais eu oro assim, mais confio nos méritos do filho de Deus. Mais do filho de Deus é impresso em mim. Ele assumiu os nossos pecados para que o pecado perdesse o poder sobre nós. Ele se fez fraco para que fôssemos fortalecidos. Ele se fez ignorante para que ele nos fizesse mais sábios. Ele se humilhou para que ele nos exaltasse à direita do Pai. Porque quando ele subiu, nós somos exaltados com ele. Nós estamos agora nesse momento, nesse momento, assentados com Cristo nas regiões celestiais. >> Sempre me surpreendeu quando pensei sobre isso na Bíblia. Sempre para mim foi uma grande surpresa imaginar que nesse momento existe um homem à destra de Deus. >> Você nunca pensou nisso? Não. Que nesse momento tem uma pessoa igual a eu e você. na eternidade, nesse momento, tem um ser humano na eternidade. E sabe por que esse ser humano entrou na eternidade? Sabe por que Deus elevou a raça humana para dentro dos domínios da eternidade para abrir o caminho? Ele foi na frente. Ele foi pra casa do pai preparar a morada. Ele foi na frente para preparar a casa. Ele foi na frente para morar, preparar a residência. Ele foi na frente para preparar a nossa casinha lá na eternidade. E agora que tem um de nós lá, pode ter mais lá. É, >> pode ter mais de nós lá, pode. Efésios capítulo 2, verso 4 a 6, o apóstolo Paulo diz assim: Deus sendo rico em misericórdia, não tem escassez em Deus >> por causa do grande amor com que nos amou. É muito grande, gente. É gigantesco. Deus podia não fazer nada disso, ok? Ele podia muito bem olhar para você e falar assim: "Quer saber? Seja feita a sua vontade. Podia, Podia, mas ele te convenceu que a sua vontade não é confiável, que a sua vontade não é o melhor para você. E ele planejou e te chamou paraa vontade dele. Deus sendo rico em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossas transgressões. Eu amo essa linguagem de Paulo. Paulo não diz que estavam doentes, morimbundos, meio mortos? é morto, impotentes, incapazes, morimbundos, sepultados em nossos pecados e transgressões juntamente com Cristo, porque pela graça vocês são salvos e juntamente com ele. Olha como ele foi, a ascensão dele abrir um caminho inesperado, né? e juntamente com ele, a nossa união mística com Jesus, a nosso pacto com ele, unidos com ele, juntamente com ele, nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus. E sabe porque ele fez isso? isso? Deus fez isto, essa é a única razão, para mostrar nos tempos vindouros a suprema a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus. Irmãos, seja qual for a razão porque obedecemos, porque somos santificados, porque oramos, porque adoramos, tudo isso nasce de um único lugar, nasce da glória e do triunfo de Cristo. Não é possível nenhuma vida cristã autêntica sem a descrição do evangelho, sem a história do evangelho. Não é possível nenhuma admoestação, nenhuma exortação, nenhum chamamento à santidade, nenhuma convocação à oração. Isso não nasce desse núcleo sacerdotal que é a obra de Cristo Jesus na cruz do Calvário, na sua glória e ascensão. Não é possível ser pastor, obreiro, missionário, ministro de louvor, diácono, projeto social, profissional liberal, cristão. Não é possível fazer nada que glorifique a Deus se isso não nascer do que Cristo fez. Esta inclusive é uma linha tênue entre o moralismo e o ativismo cristão e uma obra autenticamente cristã. O bom cristão pressupõe um regenerado, um convertido, um arrependido, um crente, um justificado, um santificado que será glorificado única e exclusivamente pela vitória de Jesus de Nazaré. >> Amém. >> Mais nada. É o evangelho todo pro homem todo, para todos os homens. É isso que o evangelho é. É isso que ele faz. Adão, é claro, a imagem de Deus, mas ele não era imagem de um jardim. Ele não era tão pouco imagem do trabalho que ele fazia. Ele era imagem de Deus. O sacerdócio do crente se dá na medida que o crente se deleita de Deus, dá imagem de Deus. Ele desfruta do que Deus dá de si mesmo. E conhecer a Deus pressupõe o caminho sacerdotal de Jesus até os domínios de Deus. Porque eu não conhecia a Deus, mas o filho fez conhecido. >> Todo conhecimento de Deus se dá pelo caráter divino expresso em Jesus. Ele é imagem do Deus, ele é imagem do Deus invisível que se tornou visível na obra e no mérito do seu trabalho. E aí Paulo conclui Filipenses dizendo: "Por isso, exatamente porque ele desceu, porque ele veio até nós, porque ele se encarnou e fez o que eu não podia fazer. Por isso também Deus o exaltou sobre maneira, sobremaneira. E lhe deu o nome que está acima de todo nome. >> Aleluia! para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra, debaixo da terra e toda a língua. Irmãos, isso aqui é o destino da história. O destino da história é que toda a língua, sem exceção, toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. Amém. >> Amém. >> Vamos orar. Senhor, nós confiamos na tua bondade [roncando] e no sacerdócio do teu filho Jesus. Jesus. E é baseado no que ele fez.