[música] [canto] [música] Oh, aleluia! Glória a Deus! >> Boa noite, queridos! >> Obrigado, meus irmãos! Deus abençoe vocês abundantemente em o nome de Jesus. Assente-se, por favor. Queridos, para nós é uma honra imensa estarmos aqui com vocês para ministrarmos a palavra do Senhor. Creio que será um tempo precioso. Meu coração está cheio de expectativas para poder compartilhar com vocês tudo aquilo que o Senhor derramou em nossos corações. Como já foi dito, meu nome é Charles da Flávia. Somos casados há 29 anos, temos quatro filhos e estamos servindo ao Senhor. Eu mesmo, quando aceitei a Cristo, eu tinha 8 anos de idade. Então, desde então, hoje eu tenho 47 anos, tenho servido ao Senhor. E eu vou contar para vocês nessa noite como eu fui inspirado. A Flávia também vai compartilhar com vocês como nós fomos inspirados para hoje estarmos envolvidos na obra do Senhor, servindo ao reino, servindo aos irmãos. E mas antes de toda essa história, a gente quer compartilhar algo da palavra para primeiro trazer um fundamento e eu creio que nós seremos abençoados. Amém, queridos. queridos. >> Graça e paz, queridos. Boa noite. Que honra, que privilégio poder estar aqui com você para compartilharmos um pouquinho da palavra. Como Charles disse, eu sou a Flávia do Charles. Somos casados há 29 anos, graças a Deus, servindo ao Senhor desde criança e aprendemos com os nossos pais. E é um privilégio, né, poder compartilhar um pouquinho da nossa experiência com vocês. E da mesma forma que nós aprendemos com a nossa família, nós ensinamos os nossos filhos e hoje a gente tá colhendo frutos disso. >> Amém, >> queridos. Então, eu gostaria de compartilhar com vocês para fundamentar, dar início aqui a esta mensagem. Eu gostaria que nós lêssemos o texto Josué, capítulo 24, versículo 15. Nós vamos ler apenas a parte B desse versículo. É o texto base que vai nos nortear enquanto falamos a respeito das verdades espirituais. Josué capítulo 24 versículo 15. A parte B do versículo diz: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor". Você pode dizer bem alto: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor." Queridos, quando nós olhamos para esse texto bíblico, fica claro a intenção de Deus em ver a mim, a você servindo em família. Quando eu olho para as palavras de Josué, o que me anima foi ver o fato dele dizer: "Eu e a minha casa". Em nenhum momento Josué encara o serviço do rei ou serviço ao reino como uma tarefa apenas para si mesmo. Mas ele entendeu: "Não, eu e a minha casa." E essa consciência de serviço, de fato, ela precisa ser desenvolvida, principalmente tratando em um período onde nós estamos vivendo, onde as pessoas querem mais serem servidas do que servir. Você vai ver que comumente às vezes as pessoas crescem pensando da seguinte forma: o que eu ganho se eu fizer isso? Ou seja, essa cultura às vezes de querer apenas de fazer algo, desde que haja uma recompensa, ela precisa ser quebrada. Porque quando nós olhamos pro padrão que o mundo ensina, que o mundo prega, que o mundo professa, fica evidente que a grandeza de uma pessoa é medida pelo fato dela ser servida. Então, quanto mais servida ela é, na ótica do mundo, ela se torna grande. Mas na perspectiva do reino, você cresce à medida que serve. Aleluia! >> Então, no ambiente familiar, isso já dá para ser desenvolvido. E você vai ver que enquanto nós estivermos falando isso nessa mensagem, você vai notar que o primeiro ambiente formativo que Deus já começa a tratar isso conosco é dentro da nossa própria casa. Amém. Amém. >> Porque erroneamente muitos pensam, não, nós vamos aprender servir só na igreja, não. Na verdade, nós já vamos começar a desenvolver o hábito do serviço no dia a dia. Logo logo a Flávia vai abordar isso com maior propriedade. E você vai ver que quando essa cultura é desenvolvida, então as pessoas conseguem também servir ao rei, servir na igreja, servir em família com uma maior naturalidade. Abra sua Bíblia comigo em Deuteronômio, capítulo 6. Nós vamos ler o versículo 6 e o versículo 7. Quem encontrou diga amém. >> Amém. >> Quem não encontrou diga: "Eu tô chegando". chegando". >> Amém. [risadas] Glória a Deus. Deus é bom. Amém. >> Amém. >> Vamos lá. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no seu coração. Versículo 7. Tu as enculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho ao deitar-te e ao levantar-te. Queridos, eu quero ler também na tradução NVT os mesmos versículos. Guarde sempre no coração as palavras que hoje lhe dou. Versículo 7. Repita com frequência a seus filhos. Converse a respeito delas enquanto estiver em casa e quando estiver caminhando, quando se deitar e quando se levantar. Olha que interessante, né? nós vimos duas traduções diferentes e a nova versão eh transformadora, ela é um pouco mais atualizada no sentido de trazer um pouco mais de entendimento para nós. E eu gostei dessa versão porque nos mostra a importância de trazer as palavras de Deus para dentro do nosso lar, no nosso dia a dia. Vamos ler o versículo oito. Olha só. Amarre-as as mãos e prenda a testa como lembrança. E o versículo escrevas nos batentes das portas da sua casa e em seus portões. Olha que interessante. Tudo descreve um ambiente familiar nos portões, nos batentes, no meio da família, falando com os filhos, andando com os filhos ao deitar, ao levantar. Então, a importância, né, que esse texto traz é que a educação bíblica em família, ela ela começa em família. A educação bíblica é fundamentada dentro da família e é dentro desse ambiente familiar é que vamos crescer, é que os nossos filhos vão crescer e se desenvolver. >> Antes de falar sobre ensinar os nossos filhos, Deus estabelece uma ordem que ela não vai ser invertida. A primeira, a palavra deve habitar no coração dos pais, que é o versículo 6 que nós lemos. Então, primeiro é no coração dos pais e somente depois é que ela vai ser transmitida aos filhos. Muitas vezes as pessoas querem ensinar sem antes conhecer. A gente não pode transmitir algo que a gente não vive. Então, querer exigir dos nossos filhos, vai ler a Bíblia. Você precisa conhecer da palavra. Uma vez que eu não faço isso, seria inconsequente, né? seria errado. Então essa sequência é um princípio indispensável. Eu primeiro, enquanto pai, enquanto mãe, nós primeiros aprendemos, trazemos a palavra pro nosso coração para depois distribuir dentro do nosso lar. Ninguém consegue conduzir uma pessoa num lugar que ele nunca esteve. como que você vai ensinar, né, um lugar, por exemplo, lá em Minas a gente fala assim, tudo a gente fala é logo ali, é logo ali. Em Minas é o logo ali de Mineiro, é tudo pertinho, né? Mas na verdade quando você vai é mais distante. Mas quando eu falo é logo ali para uma pessoa que quer chegar a um determinado lugar, é porque eu conheço. E aí eu vou explicar, ó. Você precisa dobrar duas ruas à esquerda, depois você segue eh mais três quarteirões e depois vira à direita. Eu já estive nesse caminho para que eu possa orientar. E a mesma coisa é ensinar os nossos filhos, né? Eu já preciso estar na constante presença de Deus, no meu devocional enquanto mãe e o meu marido enquanto pai. E às vezes até em casal é importante para depois eu querer ensinar essas coisas pros nossos filhos. Então é importante essa essa ordem, ela jamais pode ser invertida. Então começa na vida dos pais. E aí a gente vai aprendendo, né? Os filhos eles percebem rapidamente as coisas. Eles vão sugando tudo dentro da nossa casa como uma esponjinha. Eu sou pedagoga e a gente aprende. Eh, quando eu estava aprendendo, eu achei muito interessante é que o caráter de uma criança, ele é desenvolvido até os 7 anos. Então, até os 7 anos, a criança tá sugando tudo que ela vai vendo ao redor, como que os pais se portam, como que eles eh se colocam diante da sociedade. Sabe aqueles padrões eh que muitas vezes eles são repetidos de pai para filho. Isso tudo as crianças estão sugando dos pais nos primeiros anos de vida. E mesmo às vezes sem entender, porque uma criança de zero a 7 anos não tem muito entendimento das coisas, mas ele está pegando, ele está absolvendo. E princípios errados ensinados nesse início, eles vão determinar toda uma adolescência, toda uma juventude. Então, é muito sério. Enquanto pais, a gente precisa ter essa atenção. Eles estão absolvendo minha maneira de ser. Sabe aquele lance da mentirinha branca? O telefone toca, papai. Ah, fala que eu não tô. Você imagina? Você imagina. Então, a criança ela crescendo, acostumado com isso, ela vai entender que mentir de vez em quando não tem problema. >> Então são coisas que a gente precisa nos atentar. A gente já tá com duas filhas casadas, então daqui a pouco nós vamos ser avós, né? Eu creio que talvez ano que vem, quem sabe? >> [risadas] >> Mas ela já tem 4 anos de casada, né, amor? Quatro, cinco. >> E ainda não tem filhos. Mas daqui a pouco eu vou estar na fase de ser avó. E todo mundo fala que é bom demais, né, pastor? [risadas] É ensinar. É, é ensinar de novo, mas sem aquela responsabilidade, né? E às vezes é até aí tem logo um jargão, ah, vovó e stragam os netos. E não é por aí, vovó estragam os netos. E não é por aí, né? Nós precisamos manter os padrões dos pais, né? Às vezes eu brinco, eu vou ensinar tudo que vocês não querem. A minha filha, eu não vou dar chupeta, pois a vovó vai dar. [risadas] Brincadeira, gente. Mas a gente precisa mostrar pra nossa família na nossa prática diária, porque as crianças, enquanto pequenas, elas estão absorvendo e formando o caráter. E isso é muito sério. E quando a palavra diz, repita continuamente, é porque é todos os dias que é preciso estar na presença. É todos os dias que eu preciso ensinar a palavra, é todos os dias que eu preciso trazer bons costumes para os meus filhos, porque todo dia ele tá sugando um pouquinho. >> E às vezes você fala: "Ah, mas eu não tô nessa fase, meus filhos já cresceram, são adolescentes". É da mesma forma. O caráter já tá formado, mas eles ainda estão absorvendo coisas. Enquanto estão convivendo dentro da nossa casa, eles estão absorvendo coisas e eles vão replicar a nossa vida lá fora. A família é o lugar onde os filhos aprendem tudo. Eu falo muito com o meu filho. Filho, você precisa levantar para ir pra escola. Levante mais cedo e e adolescente, né? não quer muito, filho. Você está sendo moldado. Hoje a escola tem um horário certo para chegar, porque no futuro, se você obedece o horário da escola, você vai ser um bom funcionário. É coisas que estão sendo forjadas agora e os nossos filhos precisam entender, né? Verdade. >> Então, uma coisa importante que eu anotei que as crianças elas, os filhos, né, observam mais do que escutam. Então aquilo que eles vão ver muito tem muito mais valor muitas vezes do que aquilo que eles ouvem >> da que aquilo que eu falo. Você precisa fazer isso, mas será que o que eu faço condiz com aquilo que eu tô cobrando do meu filho? Porque isso que é importante. Então, as palavras elas alcançam os ouvidos, mas os exemplos alcançam o coração. >> E a gente precisa se atentar para isso. >> Eu até lembro que a gente liderou adolescentes por um bom período, né? Foi aproximadamente aí 12 anos. E uma das coisas que a gente mais lidava era com a frustração dos filhos ao ver os pais impondigindo, determinando certa certas coisas que eles mesmos como pais não praticavam. Então, por exemplo, a gente tinha um trabalho com eles, né, um culto, na verdade, que era todas as sextas-feiras à noite. Então, os pais mal frequentavam a igreja, mas obrigavam que eles estivessem presente nos cultos de sexta por causa da expectativa de pensar, se eles forem no culto lá, eles vão ser moldados, vão ser aperfeiçoados. É óbvio que o congregar é importante, é essencial, é bíblico, mas a responsabilidade formativa, ela não pode recair apenas nos ombros da igreja, ela também recai sobre os ombros dos pais. Então, a forma como você lida, como você age, como você fala, como você se porta nos bastidores, tem o poder de impactar negativamente ou positivamente. Então, por isso que a gente precisa pensar, de fato, estamos revelando Cristo na maneira de agir. De fato, estamos sendo pais que estão demonstrando um coração fervoroso para servir. Porque não basta apenas querer que os nossos filhos sirvam. Eu preciso ser em primeiro lugar esse modelo de serviço. Eles precisam ver em nós como pais alegria, o desejo de estar fazendo o que fazemos. Agora, se aquilo para nós começa a se tornar um infado, cansaço e constantemente eles nos escutam dizendo: "Ai, eu tenho que ir porque eu tô na escala. Eu tenho que ir porque senão o pastor me manda uma mensagem cobrando. Eu tenho que ir, senão o líder departamento vai vir atrás de mim, já que eu não quero ninguém, me enchendo a paciência, então eu vou servir. Aí você para e pense como eles vão lidar com essa informação. Eles vão pensar: "Nossa, meus pais estão indo pro matadouro, [risadas] [risadas] >> eu não quero isso não. É isso que eles pensam." Então, quando nós refletimos aquela alegria de servir, irmãos, esse exemplo ao longo prazo vai afetar os nossos filhos de maneira tão significativa que não haverá aquela necessidade de imposição. Daqui a pouco eu falo melhor a respeito disso disto, com base no nosso próprio testemunho. >> Então, o serviço ele precisa fazer parte da cultura da casa. Quando eu ensino os meus filhos a servir em casa, eles vão com alegria praticar isso lá fora, ou seja, no contexto da igreja ou em qualquer outro lugar. Então, começa em casa desde pequenininho, distribuindo tarefas a adequadas às às idades, né? às vezes já tá numa idade que pode ajudar a lavar uma louça, que pode cooperar com com o chão, ah, retirada do lixo. Então, são pequenas atitudes diárias, né, do dia a dia, da nossa convivência, do nosso cotidiano, é que vai gerar neles o amor em servir. Eles precisam entender que vivemos em comunidade. A nossa primeira comunidade é dentro do lar, é a família. E quando eu pratico o serviço com amor, com coração dentro da minha família, é fácil fazer lá fora. E aí depois o outro lugar que eles vão aprender a servir é no corpo de Cristo. Servir ao corpo, assim como os meus pais serviram. Para eles tem que ser motivo de alegria e honra, porque eles vão vendo como a gente se porta, né, diante da igreja. Nós crescemos em lares, graças a Deus, a oportunidade de crescer em lar cristão. Então eu aprendi desde pequenininha a cantar no coral. Meu pai cantava no coral e aí vira e mexe tinha uma oportunidade que eles punham as crianças. E quais crianças? Os filhos. E aí tinha cantata de Natal com as crianças cantando. Então com três 4 anos de idade já cantava. E aí papai levava a gente pros ensaios. Às vezes era pesado por todo mundo trabalhava o dia todo os ensaios do coral. Era um coral que era lírico mesmo e eles ensaiavam bastante, eles faziam até turnê no Brasil. Então os ensaios eles eram tarde às vezes, mas meus pais iam, minha mãe levava a gente, era eu e minhas irmãs e desde pequenininha. E com isso nós fomos nos introduzindo também. Daí um pouco estávamos ensaiando juntos e apresentando juntos. Então, o amor pela pelo serviço no reino nasceu vendo os meus pais fazerem, assim como Charles viu os pais dele desde pequeno. Então isso foi crescendo e eu tomei a decisão. Quando eu casar e tiver meus filhos, meus filhos também vão crescer assim. E às vezes não é fácil, irmãos. Eu sei que não é. Eu, a minha filha mais velha, ela já nasceu querendo fazer tudo na igreja. A segunda, não que ela não quisesse, mas ela tinha um relógio biológico um pouco diferente do nosso, porque a gente sempre serviu na casa de Deus até tarde e chegava dos cultos bem tarde, então dormia-se tarde, mas Mariana, ela dormia cedo, podia fazer sol, fazer chuva, 7 horas da noite, Mariana querendo dormir e a hora de eu estar na igreja para ensaio, para tudo. O que que a gente fazia? Levava um colxonetezinho. É lógico que tem épocas, né, diferente, mas naquela época a gente levava o nosso colxonete, o travesseirinho dela, Mariana vai dormir e dorme aí no cantinho e a gente fazendo a obra e chegava em casa 11 da noite porque o culto às vezes terminava, o ensaio terminava, tinha comunhão com os irmãos e Mariana no colo. Mariana não acordava de jeito nenhum, né amor? Quando era no outro dia, 5:30 da manhã, Mariana acesa, então o relógio dela era diferente, mas ela foi se adequando e nós também ao jeitinho dela. Mas ela aprendeu também, nem por isso ela deixou de servir desde pequena na casa de Deus. Então, muitas vezes vão vão acontecer desafios em que a gente precisa se desdobrar para poder continuar, porque eu podia muito bem naquela época, ah, não, tenho duas filhas, ela dorme cedo, eu vou ficar em casa. Não vou não, Charles. Vai você. >> Eu podia fazer isso. É lícito. É você, se você, né, puder ter esse tempo. Mas gente, era a nossa juventude. Nós casamos cedo e jovem tem todo vigor. Então, a gente queria servir a Deus, a gente amava estar ali, então nada nos parou. E pra glória de Deus deu tudo certo, né, amor? Continua. [roncando] E, e é interessante que quando se fala das tarefas, né, eh, quando você pega e designa alguém para arrumar uma cama, para lavar um prato, para barrer o chão, naturalmente você tá desenvolvendo dentro da sua casa uma cultura de serviço. Às vezes você quer poupar demais, não é que eu quero incentivar, né, a escravatura, nada disso. Mas você colocando as pessoas para servirem dentro da sua própria casa, essa cultura de atuar, de servir, de envolver com trabalho mesmo natural no ambiente familiar, isso vai refletir em pessoas dispostas a servir na igreja. Eu lembro uma vez que a gente brincando lá em casa, a Flávio, ah, eu acho que eu a gente precisa comprar uma lava louça, a gente precisa comprar um robô aspirador. Eu fui, apontei, tá aí, ó. Apontei para meus dois filhos estão aí, ó, o robô a lavou lavou >> e a lava louça. >> Não pô esses meninos para fazer alguma coisa, [risadas] porque a ideia não é explorar, a ideia é incentivar ao serviço. >> Se eles acomodam tanto dentro de casa, fica à toa o dia inteiro, eles vão crescer com a cultura de apenas serem servidos. Por quê? Não lava a louça, não preparam comida, não arruma a cama, tudo pronto, tudo lavado, tudo passado. Então quando eles crescerem, a ideia de servir, de se envolver com o trabalho não é algo tão natural, porque não foi incultido no ambiente familiar. Mas desde sempre, quando você envolve a família nesse ritmo, automaticamente quando for para servir na igreja, elas já tem um histórico de serviço. Então não vai ser pesado, não vai ser difícil, elas já estarão habituadas. Então foi desta forma que eu aprendi a servir ao Senhor. Meu pai quando ele converteu, né, ele é pastor há mais de 30 anos na lá em Belo Horizonte, uma igreja muito abençoada. Ele tá lá atuando, né, com a minha mãe. E lá eles servem ao Senhor. E no decorrer da caminhada cristã, quando meu pai estava no início do ministério, ele era militar e posteriormente então Deus o chama para o ministério. E aí quando ele começa a atuar como pastor, servindo a Deus e ao corpo de Cristo, nós somos designados para uma região. Eh, quem é de BH conhece, primeiro de maio, fico próximo ali o Minas Shopping. Não adianta também ficar detalhando, né? Eu sei que ali na região do primeiro de maio ficava bem longe da nossa casa. Era uma distância para você ter uma noção, como daqui quase chegando em João Pessoa. Eu não sei uma cidade que ficaria aqui faltando uns 30 km para chegar em João Pessoa. Tem alguma cidade que vocês poderiam me dizer? Daqui faltando 30 km para chegar em João Pessoa. Pessoa. >> Sapé >> como? >> Sapé. Então imagina, nós morávamos em Campina Grande e a igreja ficava em Sapé. E nessa época meu pai não tinha carro, então a gente precisava ir de ônibus. Então era horas para ir, horas para voltar. E para voltar era pior ainda, porque depois do culto já diminuía, né, o fluxo, né, dos ônibus, né, diminuía o número de ônibus. Então a gente percorria horas para chegar em casa e no dia seguinte eu tinha que estar cedo na escola. Mas uma das coisas que eu via eh, é um coração alegre, tanto no meu pai quanto na minha mãe. Eu nunca os vi reclamar, eu nunca os vi murmurar nesse sentido, ai eu não tô aguentando mais essa distância, não. Com coração grato, com coração sincero, com aquela alegria de servir, esse comportamento deles começou a me inspirar, porque a princípio eu achava muito ruim ter que deslocar para um lugar longe desta forma. Eu ficava assim, pelo amor de Deus, a gente vai sair, vai voltar tarde da noite, amanhã eu tenho que estar cedo na escola. Eu já ficava contabilizando as horas que eu iria dormir. Mas quando eu percebi a alegria deles em servir à disposição, gente, podia estar chovendo granizo, que eles saíam de casa com a disposição para cumprir aquilo que o Senhor os havia chamado. E eu olhava que nada os parava e nada era impecílio para eles. Então, a gente acabou crescendo numa cultura assim, onde a gente aprendeu a não ficar dando desculpas para servir ao Senhor, porque nós somos inspirados por pais que amam servir, que tm disposição em servir. E por causa disso eu fui extremamente influenciado. E assim eu comecei a dedicar também o meu tempo, o meu serviço ao Senhor, aquilo que o início era enfadonho para mim por causa da distância, mas é influenciado pelos comportamentos dos meus pais, eu parei de reclamar. Agora eu já tava animado e principalmente na época eu comecei a envolver no ministério de música, né? comecei a tocar a bateria, aí que eu fiquei mais empolgado ainda. Então eu ficava louco para que chegasse os dias do dos cultos para poder servir. Então tudo isso eu aprendi vendo o comportamento dos meus pais. Eu nunca fui obrigado a ir na igreja. Nunca teve a necessidade do meus pais falarem assim: "Gente, nós vamos na igreja. Ah, eu não quero isso. Vocês não forem, vocês vão apanhar." Nunca chegou nesse ponto, nunca precisou. Porque a alegria deles, o exemplo deles foi motivador para nós. Eu até gostaria que colocasse o texto de novo de Deuteronômio, capítulo 6. Eu coloque de novo aqui, por favor. Eu quero mostrar algumas coisas importantes nele aqui que me subiu ao espírito aqui agora. Tem como? como? Vai mais paraa frente, por favor. Aí, olha só que interessante. Repita com frequência, ou seja, de forma oral, transfira, transmita essas verdades espirituais. Converse a respeito delas quando estiver em casa. Agora, quando estiver caminhando, já não está falando de palavras, mas sim de comportamento, porque está falando de um andar, de um comportar, de um trilhar. Ou seja, à medida que você anda, a forma como você caminha em conformidade com a palavra, o seu exemplo vai ser um instrumento impactador na vida dos seus filhos. Então, não é somente falando, não é apenas conversando, mas também caminhando, ou seja, sendo exemplo. Então, foi assim que eu fui impactado, extremamente impactado. Comecei a servir ao Senhor com 8 anos de idade no Ministério da Música. Hoje eu tenho 47 e durante todos esses anos da minha vida nunca fiquei parado. Nunca fiquei parado. Sempre envolvido em alguma coisa. sempre fazendo alguma coisa. Quando nós chegamos aqui em 2023, por causa da escola de missões, a gente não tinha muito tempo para tá envolvido em tudo, mas como eu não conseguia me envolver aqui na igreja, o que eu fiz? Nós nos envolvemos na escola. arrumei um jeito de entrar lá na equipe de música da escola. Fui tocar carrom, toquei o carrom o ano inteiro de 2023 lá na escola de missões, porque eu não queria ficar parado. Eu tinha desculpas, tinha, porque a a escola tem uma carga horária. Eu poderia bem encostar na na, vamos dizer assim, na justa na justificativa plausível que eu teria para dizer: "Olha, eu não tenho tempo para fazer nada porque eu estou comprometido com a escola, mas como o meu DNA é carregado pela palavra serviço, >> glória a Deus! Então, desta forma, eu arrumei um jeito de me envolver. A Flávia foi envolveu no no no grupo de oração, porque tem uns momento de orações antes da escola, né? Ou seja, de alguma forma nós servimos. Então, quando a escola acabou, que nós permanecemos aqui na cidade, a primeira coisa foi ir até o pastor. Pastor, e aí o que faremos, né? Então, e com esse comportamento que eu aprendi, Flávia aprendeu, nós, ao longo dos anos, nós temos replicado o que aprendemos com os nossos pais, com os nossos filhos. Porque uma das coisas que eu e você precisamos entender nessa noite, a nossa influência, quando ela é de fato algo que transmite um desejo de servir a Deus, os nossos filhos serão contagiados por isso. Eles serão envolvidos por essa atmosfera. Porque eles vêm os seus pais servindo com alegria. Talvez no princípio eles olhem, talvez eles analisem, mas com o passar do tempo eles vem aquela constância, você e eu, nós servindo a Deus, isso começa a servir de testemunho para eles e desta forma eles também serão impactados. E por isso que a gente quer compartilhar com vocês e mostrar aqui algumas imagens onde a gente pode testemunhar com alegria que assim como eu e a Flávia servimos ao Senhor, a nossa casa também está servindo ao Senhor, porque entendemos que não é um chamado somente nosso, mas é um chamado paraa nossa família e como família servimos ao Senhor. Eles cresceram envolvidos desde pequenos, a gente não tinha foto para trazer eles serviam pequenininho, mas aí a gente pegou umas fotinhas para mostrar como eles estão hoje, >> né? Os nossos nossos pequenas crianças. Pode pode pôr uma fot, >> pode colocar a primeira imagem, por favor. >> Sim, esse é Isaac, o nosso mais novo. >> É o nosso caçula. >> Hoje ele tá servindo na música no submestre, que agora é move, né? >> É, >> é os adolescentes da igreja. Então, tá aqui servindo pra glória de Deus. Sempre gostou de cantar, né, amor? Desde pequeno e sempre. >> Esse é o nosso vulgo aspirador de pó. [risadas] >> Ele também leva o lixo. >> Brincadeira. Essa é a Débora e o nosso genro. Eles hoje são líder de jovens na igreja, né, da juventude, lá na igreja que eles servem. Então eles pregam a palavra, ensinam adolescentes, ensinam a juventude, nunca parado também. A Débora é a mais velha, ela nunca deixou de servir a Deus desde pequenininha nos grupos de música e tudo mais. Essa é a Ana Luía, que é a nossa jovem. Hoje ela tá com 20 anos, ela tá aqui em Campina Grande também. Hoje ela serve no Ministério de Música da Juventude, da nossa igreja, dos jovens. E pode passar, Mariana. Mariana é a nossa cantora também. As duas, os três cantam. Só Débora que não canta. Mas Mariana hoje serve lá em Portugal de música da igreja deles. Ela mais o marido, ela ela também prega a palavra, ela canta junto com o marido e também acho que lidera adolescentes também lá. >> E o nosso gerro João, João Pedro é o marido da Mariana, que também é um ministro da palavra, também é ministro de música também. Então eles estão aí. Nossa família toda envolvida servindo ao Senhor. E é tão gratificante para nós chegar nesse estágio da vida e ver a estou fazendo um bom trabalho, né? E não, como eu disse, não é fácil. Às vezes tem seus desafios. Criar filhos. Quem aqui já é pai, já é mãe, já é avô, já é avó, sabe, criar filhos tem seus desafios e nós precisamos trazê-los sempre para perto, entendê-los e admoestá-los, ensiná-los no caminho. Essa é a chave, eles entenderem que servir é um privilégio, que está envolvido no reino, que cumprir o chamado que é para todo crente de levar a palavra aonde a gente estiver, é um privilégio. Então eles precisam ser também tocados por essa unção que toca as nossas vidas, né? É muito lindo ser usado por Deus, mas mais lindo ainda é quando os nossos filhos também, a nossa casa toda é envolvida. E se talvez você ainda não tem a sua casa toda envolvida, talvez você está aqui, existem pessoas que ainda precisam alcançar, né, eh, conhecer a Jesus, ainda não chegou o tempo, não desista. >> Não deixe de orar, não deixe de crer, não deixe de declarar a palavra, porque é desejo do Senhor alcançar o seu lar, é desejo do Senhor ver os seus filhos servindo a ele, né? Ainda que eles estejam casados, talvez, né? A quando os filhos casam, eu tava falando isso com o meu pai hoje no ontem no telefone. Ah, quando os filhos casam, a gente tem uma um certo limite, né, de autoridade sobre eles. El a gente ensina, a gente fala, a gente aconselha, mas eles vão tomar as decisões deles. Mas eh ainda que talvez seu filho seja casado, esteja longe, eu falo isso pelo espírito agora. Saiba que Deus tem propósito e você foi escolhido por ele para estar orando, estar crendo, está declarando. E você vai ver, você vai ver os seus filhos ainda servindo aqui. Amém. Aqui ou em outro país, talvez igual a minha ou em outra cidade, mas aonde eles estiverem, porque sementes são plantadas enquanto pais. Nós plantamos sementes. As nossas palavras são sementes. A aquilo que a gente faz é semente na vida deles e vai germinar. Amém. >> Amém. Não é em vão, né? O seu trabalho não é em vão. Continue mesmo crendo, orando, continue declarando a palavra de Deus. Eu cansei de ver testemunhos assim extraordinários, eh, oriundos de confissões, né, de pais, de familiares. Por exemplo, eu vi a minha avó declarando coisas sobre o meu tio que passava por momentos difíceis e várias ideias foram dadas. procura isso, procura aquilo, faça assim, faça assado. Então ela ouvindo a palavra de Deus, ela percebeu que só Jesus tinha o poder restaurador para tirá-lo daquela condição. E por mais que falasse do evangelho com ele, ele era extremamente resistente. Mas aí ela foi orando, foi declarando, foi confessando, foi crendo, foi demonstrando o amor de Cristo com a própria vida e ele foi alcançado pelo poder de Deus. Então, não desista da sua família, não desista dos seus filhos, não desista dos seus entes queridos. Nunca é tarde para Deus mover. Nunca é tarde para Deus agir. Nunca acredite na mentira do diabo dizendo: "Olha, acabou, não há mais o que fazer". A expressão, aquele dito popular, né, que fala assim que nasce torto morre torto. Mas isso não está em conformidade com a palavra de Deus. Jesus é aquele que endireita qualquer pessoa. Jesus é aquele que restaura qualquer pessoa. Jesus é aquele que muda qualquer história. Por mais tenebrosa ou triste que ela seja, Jesus é capaz de mudar de tal maneira, conforme a Bíblia diz, que até a tristeza vai saltar de alegria, porque o nosso Deus pode fazer infinitamente mais além de tudo aquilo que a gente possa pedir, pensar ou imaginar. Glória. >> Amém. Por isso, nós cremos na redenção da nossa família. Nós cremos na salvação da nossa família. E eu gostaria de terminar esse momento com vocês, declarando em alto bom som. Diga após mim, por favor. Eu e a minha casa, >> eu e a minha casa >> serviremos ao Senhor. >> Agora diga isso mais alto para fazer raiva no diabo. Eu e a minha casa >> serviremos ao Senhor. Mais uma vez, eu e a minha casa serviremos ao Senhor. >> Amém, queridos. >> Que Deus abençoe vocês, viu? Sejam abençoados na prática desta palavra. >> Glória a Deus. >> [aplausos]