Assembleia de Deus Belém
16 de setembro de 2026
54min
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Nota deste sermão
72
de 100 pontos
Na porção disponível, o sermão é pastoralmente esperançoso e cristocêntrico, mas precisa de maior equilíbrio exegético ao tratar da grande tribulação, do livramento da igreja e da ressurreição em Daniel 12.
Critérios e notas consideram a tradição Pentecostal Clássico (Assembleia de Deus)
Análise gerada por IA em 05 de outubro de 2026 · entenda a metodologia e os limites →
Assembleia de Deus em Belém CNPJ: 04.969.945/0001-77 Banco Bradesco Agência | 2398 C/C 0123501-9 DÍZIMOS E OFERTAS VIA PIX: Dê seu dízimo e oferta de maneira prática e segura direto pelo PIX. Chave PIX (e-mail) — contribua@adbelem.org.br Chave PIX (telefone) — 91981642424 _ Outras Playlists: Cultos e Celebrações: • CULTOS — ASSEMBLEIA DE DEUS EM BELÉM Escola Bíblica Dominical: • EBD — ASSEMBLEIA DE DEUS EM BELÉM Acompanhe também: / adbelempaoficial Site oficial: https://adbelem.org.br _ A Assembleia de Deus em Belém nasceu em 18 de junho de 1911, em Belém do Pará, pelas mãos dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren — a primeira igreja Assembleia de Deus do Brasil, reconhecida até hoje como a "Igreja Mãe das Assembleias de Deus no Brasil". Cheios do Espírito Santo, nossa missão é: adorar a Deus, manter comunhão com os irmãos, evangelizar e discipular as nações, servir a Jesus, à Sua Igreja e ao próximo, vigiar e orar até Jesus voltar. Ao longo de mais de 115 anos, essas promessas a Assembleia de Deus em Belém tem experimentado e testemunhado, para o louvor da Sua glória — anunciando Jesus a todas as pessoas. __ Produção: Boas Novas Belém e Mídia — Assembleia de Deus em Belém Agradecimento especial a todos os voluntários das equipes de Comunicação Boas Novas Belém e Mídia por participarem da transmissão e captação. __ #AssembleiadeDeus #ADBelem #adbelempaoficial #BoasNovasBelem #IgrejaMãe
Quero >> seguimos avançando e mobilizando para a construção da Catedral Evangélica do Brasil, no Rio de Janeiro. Faça parte dessa história. Contribua. Mais uma semana concluída na expectativa do que o Senhor fará nos próximos dias. Florescer e frutificar. Vem aí o Congresso Brasileiro da Missão com jovens da Assembleia de Deus em Belém. Ele é exaltado para sempre exaltado seu nome. >> Uma experiência que vai marcar a sua vida. >> E o espírito está dizendo a alguém aqui não é porque tá dando certo que significa que você está no caminho certo. >> Congresso Brasileiro de Jovens 2026. Florescer e frutificar. Dia 19 de setembro, no centenário Centro de Convenções da Assembleia de Deus em Belém. Você não pode perder. Quando uma geração é plantada por Deus, certamente é regada pela oração. >> O crente que tem profundidade vai buscar no secreto. Aqui em cima pode ter ventania, pode ter tempestade, pode ter temporal, pode est tudo ruim, não cai. Na missão com jovens da Assembleia de Deus em Belém, é assim, eles oram, florescem e frutificam. Aqui a fé é movimento, é entrega, coragem e compromisso. Compromisso com a palavra de Deus que leva a missão aos lugares mais improváveis para anunciar esperança. Na Rádio Boas Novas anunciam Jesus por meio da comunicação, nos cultos semanais, palavra e salvação. Nos lares, células missionárias e muita comunhão. ruas e praças da cidade, eles caminham lançando sementes que frutificarão. Mas é aqui, cenáculo de oração que eles encontram o necessário. De joelhos dobrados mergulham na presença de Deus e se alinham ao propósito maior. Jovens ativos e aliançados com o reino. Uma geração que ora, evangeliza, serve e acredita que ainda há muito a fazer. Porque quem está enraizado em Deus não apenas cresce, floresce e frutifica. Pude chegar e declaraste sem temor não posso trabalhar. trabalhar. Vem enquanto Cristo mestre está te chamar. Jovem, jovem, homem trabalhar. Vem e vê os campos brancos já estão aguardando braços que o cegarão. Ji desperta fácil pronto e aleras logo respondes-me aqui, Senhor. Olha que a seara bem madura está. Regaiosa não será. não será. Jovem desperta pronto e alerta. Poucos dias são que restam para o secador. Elas que recolhem joias de esplendor brilharão na tua coroa e darão fugor. Busca logo essas joias. Deus é premiador. premiador. Jovem, jovem entra no labor. Vem ver os campos brancos de águardando águardando braços que os carão. Jem desperta passe pronto e alerta queiras logo respondes-me aqui, Senhor. Olha que a seara madura está. Que colheita gloriosa não será. Jovem desperta, pronto e alerta. Poucos dias são que restam para o secador. Amanhã já vai passando, não voltará. Da colheita lindo brevemente vindará. E perante o meu Senhor vazio te acharás. Jovem, jovem obedece já. Vem e vê os campos brancos já estão aguardando braços que o segarão. Jovem desperta face pronto e alerta que irás logo responder-me aqui, Senhor. Olha que a seara tem madure está. Que colheita gloriosa não será. Jovem desperta, fte pronto e alerta. Purc dias são que restam para o seador. Aleluia! Glória a Deus! Quantos estão felizes de estarem na presença do Senhor? A palavra do Senhor diz que na presença dele há fartura de alegria. E você é livre nessa noite para adorar e exaltar ao nome daquele que vive e reina para todo sempre, que é Jesus, o nosso Galileu, o motivo da nossa alegria, o motivo de nós estarmos aqui. Vamos lá, com palmas. Oh, oh, oh, oh, oh, oh. Eu sou sua glória. Foi por amor. Foi por amor. Você pode cantar isso. E o seu sangue derramou. Que grande amor. Naquela via, naquela via dolorosa se entregou. Eu não mereço. Eu não mereço, mas sua graça me alcançou. Quantos se rendem? Eu me rendo ao seu amor. >> Eu me rendo ao seu amor. Eu me rendo. Eu me rendo. Que ele é Deus. Emanuel, estrela da manhã, cordeiro de Deus, pão da vida, príncipe da paz. Grande é o Shadai, santo de Israel, luz do mundo. Galileu, diga o nome dele. Jesus. Jesus. Jesusu. Jesus. Lugar. Eu me rendo ao seu amor. Eu me rendo. Me rendo. Deus é, estrela da manhã. Cordeiro de Deus, pão da vida, príncipe da paz. Grande é o Shadá, santo de Israel, luz do mundo, galeru. Jesus, Jesusu, Jesus. J Jesus Galileu palas grande. Quantos aqui querem adorar e exaltar o nome daquele que vive e reina para todo e sempre? E você é ali para se alegrar na presença do Senhor. A fartura de alegria é de estar aqui nesse lugar e ele quer receber o teu louvor e a tua adoração. Então erga as suas mãos. ao com dentro do teu coração. >> Nós te adoramos, ó Deus. Recebe a nossa adoração. Galileus Galileus igreja vai >> canta para ele. Isso. Jesus. Galileu >> Jesus, >> tu és Jesus. >> Nós estamos aqui para ti, Jesus. Galileu, >> Jesus. >> Diz o nome dele. >> Galileu. Jesus. Mais forte Galileu Oh oh oh oh oh . >> Só quem tá feliz aplaud e glorifica o nome do Senhor. >> Aleluia. Abrace duas pessoas aí perto de você. Profetize a bênção, profetize a vitória sobre a vida desse irmão, dessa irmã. profetiza uma semana abençoada. Aleluia. Vamos declarar, aleluia, que o Senhor é santo, que a sua bondade reina para todo sempre. Aleluia, Jesus. Minhas lamparinas estão accesas. Declare ao Senhor. Só estou esperando o barulho dos teus passos em direção à porta. É só bater que eu vou abrir para você. entrar. >> É só bater que eu vou abrir para você entrar com toda a sua devoção. Diga isso a ele. Eu já coloquei a minha festa. Estou só te esperando. Vem, vamos Vem, vamos dançar. >> Vamos dançar. Eu já coloquei as minhas vestes. Estou te esperando. Estou só te esperando. Vem. Vamos Vem. Vamos dançar >> para nada. Estamos prontos. Tem fogo, tem fogo nos olhos. Eu não que era assim, que era que era assim. assim. Meu nome esperado eu a minha >> diga para ele >> não pode morar aqui tem fogo nos olhos eu não imaginava que era amigoido assim Meu noivo esperado, eu abro a minha casa. Pode morar aqui, pode morar. Tem fogo, tem fogo dos olhos que eu não imaginava. Era amigo assim, >> que era amigo assim. Meu noio esperado, eu abro a minha casa. Pode então me tira medo que me faz dizer: "Moisés suba o meu lugar e me faz entender que a tempestade é você. Chuva forte é você. Vento forte é você e o que me faz tremer as pernas. A porta aberta é você, mas a fechada é você. É tudo sobre você. Então me tira o medo que me faz dizer: Moisés, suba em meu lugar. E me faz entender que a tempestade é você. Chuva forte é você. Vento forte é você. E o que me faz tremer as pernas. A porta aberta é você, mas a fechada é você. E você, >> porque ele vive. >> Posso crer no >> Posso crer porque ele vive temorar. Mas eu venci a minha vida está nas mãos do meu Jesus que vive que vive está. as vozes diga porque ele viver. Porque ele viu? >> Posso crer, >> posso crer porque porque ele viveu? Mas eu bem sei, eu eu sei sei que a minha vida >> está na mão do meu Jesus que vivo que vivo está. está nas luz do meu Jesus que vivo está. Só quem crê que ele está vivo, glorifique ele. Queridos, nós estamos diante de um texto bíblico, eh, que aparentemente e a leitura ela é simples, mas a interpretação do conteúdo desse capítulo, ela não é tão simples assim, pois até mesmo o próprio Daniel, que era aquele que estava recebendo a mensagem que está contida nesse esse capítulo diz: "Senhor, eu não entendo, né?" E isso mostra o tamanho da complexidade que este capítulo tem. E ele se torna, eh, na minha visão, é importante dizer isso, na minha visão, um dos capítulos do livro de Daniel mais difícil de interpretar. Por que que ele se torna difícil de interpretar? Porque geralmente quando nós lemos o capítulo de Daniel, o capítulo de número 12, e especialmente aqueles que têm um amor, né, ou um interesse maior em estudar a escatologia, provavelmente vai ser tentado a interpretar esse capítulo conforme a lupa escatológica que ele já tem. Então, eh algumas pessoas ao interpretar esse capítulo pode, podem, melhor dizendo, eh, incorrer em algumas imprecisões exegéticas. Então, a gente, eh, entende que toda a leitura bíblica ela deve ser necessariamente feita. Eh, massimamente nós eh devemos abandonar aquilo que a gente chama de os nossos pressupostos, ou seja, informações pré-recebidas ou informações recebidas antes da leitura bíblica. Por que que a gente deve fazer esse esforço de abrir mão de certas leituras ao ler a Bíblia para que nós não sejamos tentados a interpretar a Bíblia a Bíblia? com a nossa própria ótica, mas sim a Bíblia falar o que de fato ela quer falar. Então, esse capítulo para nós estudiosos da Bíblia se torna um capítulo bem mesmo difícil de se interpretar, porque vez ou outra nós somos eh puxados para a nossa visão escatológica, para a nossa própria teologia. E às vezes esse capítulo ele eh prega em nós aquilo que a gente chama de algumas peças, né, teológica, hermenêutica e exegética. Então eu tive uma grande preocupação em impedir ao Espírito Santo, fala aquilo que o Senhor já falou. >> Revela-me apenas aquilo que o Senhor já falou. tá dito, tá mostrado, tá falado, tá revelado. Então eu não tenho aqui a pretensão de dizer, vamos descobrir a pólvora ou vamos inventar a roda. pólvora e a roda eh já estão aí e nós apenas iremos falar aquilo que talvez todo mundo já saiba, mas isso não desmerece em nada o conteúdo da mensagem, porque nós às vezes precisamos voltar a novamente aquilo que já adquirimos como conhecimento para eh até ressignificarmos certas coisas que nós já temos e por certas. Então, hoje nós estamos diante de um capítulo desafiador. E para a compreensão desse capítulo desafiador, nós temos aí na nossa revista da EBD um mapa, né, que nos guia, que nos leva diretamente a a essa compreensão desse capítulo. E o mapa é dentro daquela proposta que todos nós já estamos familiarizados, né? Esse capítulo nós dividimos eh necessariamente ele em três tópicos, né? E os três tópicos estão aqui aparecendo eh no telão. Primeiro, falaremos sobre a proteção de Deus para o seu povo. Falaremos sobre o surgimento de Miguel, o protetor. Falaremos sobre a angústia sem precedentes e o livramento dos inscritos no livro, né? No segundo tópico, vamos abordar um tema bem espinhoso, que é a respeito da ressurreição dos mortos, não é? Falaremos sobre os mortos. que ressuscitarão para a vida eterna. falaremos sobre os mortos que ressuscitarão para o desprezo eterno e falaremos também a respeito da recompensa eterna para os sábios. Por fim, eh, no último tópico falaremos sobre a esperança dos fiéis no tempo de do fim, né? A revelação selada, o saber se multiplicará e a expectativa final, né? Então aqui nós temos basicamente um guia, um mapa para compreendermos todo este capítulo. Mas vamos voltar pra Bíblia. Quem tá de Bíblia aberta, nós vamos aqui abordar esse primeiro tópico do nosso do texto do capítulo de número 12 de Daniel e vamos falar necessariamente agora sobre o surgimento de Miguel, o protetor. Vamos lá. Quem tá de Bíblia aberta, leia comigo o capítulo 12 e o versículo de número um. E que diz assim com essas palavras, exatamente com essas palavras. Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo. Veja só, a o capítulo de número 12 começa com uma informação. E a informação ela agustaça a nossa curiosidade. Por quê? O capítulo de número 12 começa nos informando. Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo. E a pergunta ou a curiosidade que surge é: Que tempo? Eh, qual é o tempo que Daniel está se referindo, que Deus está se referindo? Eh, que Miguel se levantará? A outra pergunta é: quem é Miguel? Qual o propósito dele? Anteriormente ele já foi revelado, já foi mostrado na Bíblia Sagrada, na literatura de Daniel. Então, essas perguntas aí surgem aqui diante desse capítulo. E é importante dizer que quando nós falamos naquele tempo, a uma grande maioria dos intérpretes da Bíblia apontam aquele tempo para um tempo futuro, especificado no próprio versículo que fala sobre o dia de grande angústia, o dia de tribulação, em que nesse tempo Miguel será o protetor de Israel, né? É uma interpretação que alguns fazem. que aquele tempo é uma um um necessariamente Deus apontando para o futuro, falando sobre a grande tribulação. Mas eu prefiro entender de maneira eh única que a literatura de Daniel é uma literatura única e ela está totalmente amarrada. E eu prefiro entender ou prefiro a interpretação que diz que naquele tempo é uma continuação, é necessariamente a conclusão do capítulo de 11. Estudamos domingo passado. Então, naquele tempo é necessariamente o capítulo de número 12 se reportando aos acontecimentos do capítulo de número 11. Ou seja, o que é que nós temos aqui? Nós temos aqui uma referência temporal naquele tempo. Eu já dei aqui aos irmãos as duas explicações possíveis para eh definir que tempo é esse, né? Primeiro, eh, apontando para o futuro, o dia da grande tribulação, e o segundo é apontando exatamente para a continuidade do livro de Daniel, mostrando que o capítulo de número 12 é, na realidade a conclusão dos capítulos de número 10 e do capítulo de número 11. Por isso fala naquele tempo. Eh, agora a pergunta é interessante: quem é Miguel? Quem é esse Miguel que se levantará naquele tempo, como é sabido por todos nós? Miguel é apresentado na Bíblia como o príncipe do Senhor ou o príncipe dos exércitos eh do Senhor, né? E a palavra Miguel, do hebraico para o português, o nome Miguel significa necessariamente uma pergunta ou representa necessariamente uma pergunta. E a pergunta é: Quem é como Deus? O nome Miguel significa essa pergunta: quem é como Deus, né? Então, Miguel é reconhecido na literatura cristã como um arcanjo, né? Quando a gente fala de arcanjo, é necessário nós eh nos relembrarmos. Quem já passou pelos seminários, eh quem já passou pelo CTA, né? É importante lembrar de que há no CTAD, há nos cursos teológicos uma matéria, especialmente da teologia sistemática, que é angelologia. E a angelologia estuda necessariamente os anjos na Bíblia Sagrada. E Miguel é identificado como em uma das classes angelicais que nós chamamos de arcanjos. E em toda a Bíblia, na cultura cristã, existem pelo menos dois arcanjos. Um é Miguel e o outro é Gabriel. A cultura judaica diz que existem mais alguns outros arcanjos, né? Mas nós vamos nos deter aqui necessariamente nessa informação de que Miguel é um anjo do Senhor, de que ele cumpre uma função específica, especialmente no livro de Daniel, que é necessariamente a função de ser o protetor do povo do Senhor e de que esse Miguel ele está relacionado ou é encontrado em uma classe angelical de muita proeminência na Bíblia Sagrada. Ele é um arcanjo do Senhor. Então, naquele tempo, Miguel se levantará. Aí, eh, a profecia diz: "O grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo". Então, nós temos aqui essa informação. Por que que eu tô trazendo essa informação? Isso aqui é proposital. Eu defini quem é Miguel, mostrando na cultura cristã, na literatura cristã, na teologia cristã, quem é Miguel. é um anjo do Senhor reconhecido como arcanjo. Por que que é interessante saber isso? É porque existem algumas linhas interpretativas, que a gente até chama essas linhas interpretativas anticristãs, que compreendem que esse Miguel Agui do capítulo de número 12 do livro de Daniel seja uma tipologia de Cristo. E isso não tem nada a ver. Em nenhum momento na Bíblia em que Daniel, em que Miguel aparece, ele está apontando ou é relacionado como um tipo de Cristo. Não. Todas as vezes que na literatura bíblica Miguel aparece, ele é reconhecido, entendido como um anjo do Senhor. Então é importante falar isso porque certamente você passeando aí pelas redes, pela internet, pelas mídias sociais, você pode se deparar com essa informação de que Miguel aqui do capítulo 12 é uma referência a Cristo e não tem nada a ver. Miguel aqui do capítulo 12. E Miguel em toda a literatura de Daniel é um anjo que protege Israel, um anjo que é reconhecido como o grande príncipe do Senhor. E Jesus, ele não é reconhecido como príncipe, ele é reconhecido como Rei dos Reis, Senhor dos Senhores. Ele é o pai da eternidade. Então, o nosso Jesus todas as vezes que é apresentado na literatura bíblica, ele é apresentado como criador, como Deus. exatamente como a segunda pessoa da da da trindade. Então, nós temos aqui essa informação. É importante trazer isso aqui para que não haja confusão. Talvez alguém aí já tenha até eh se deparado com essa informação. Então, o que que nós já temos aqui? Nós já temos uma informação do que é esse tempo. Nós já temos uma informação bíblica de quem é Miguel. Na literatura bíblica, nós já fizemos uma diferenciação que não é, em hipótese nenhuma. Cristo aqui no capítulo de número 12 é o próprio Miguel. Ele vai surgir exatamente com a função de se tornar eh de ser o protetor do povo de Israel. Outra coisa interessante do versículo de número um, e nós continuamos lendo esse versículo. Você que está de Bíblia aberta, continue lendo comigo. Após entendermos essas questões todas aqui das primeiras palavras ou das primeiras linhas desse versículo, é importante dizer que a o versículo continua e agora com a informação: "E haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo, mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. será salvo. Veja só, aqui nós temos pelo menos a algumas informações interessantes. A a primeira informação interessante que nós temos nessa segunda linha desse versículo é que haverá um dia ou dias ou um tempo de angústias, né? Essa é a informação interessante que nós temos aqui. A segunda informação que nós temos é que as pessoas que serão salvas, livres no dia da dessa angústia são pessoas cujo o seu nome são achadas, inscritos no livro. Para nós entendermos essas informações, aí nós devemos, primeiramente nos perguntar: "Que tempo de angústia é esse? para qual eh de do qual, melhor dizendo, Daniel está falando. Que tempo de angústia é esse? É a pergunta que vem. Outra pergunta que vem dessas informações é: que livro é esse dos nomes que são escritos, dos nomes dos salvos que são escritos nesse livro? É, é a pergunta que surge diante das palavras desse texto. Bom, quando nós falamos de dias da angústia, é importante identificar que em toda a literatura bíblica, a Bíblia fala sobre diversos dias da angústia. Por exemplo, o cativeiro é identificado na Bíblia como um dia de angústia para Jacó. Alguns episódios caóticos e tristes são identificados na Bíblia como um dia de angústia. Mas aqui o profeta Daniel, ele está falando necessariamente de um tempo estabelecido, cujo todo esse tempo é identificado como um tempo de angústia, ou seja, é algo muito mais específico do que um dia qualquer de angústia. E quando nós vamos para a literatura bíblica, por exemplo, Jeremias, capítulo de número 30, lá Jeremias fala de um tempo de angústia futuro que aconteceria não somente com Israel, mas para todo o mundo. Aí vem Jesus em Mateus, capítulo de número 24 e fala sobre o dia da grande tribulação que haverá de vir e provará todos os homens que estão na terra. Aí vem Apocalipse e revela para nós como se dará essa grande tribulação. Ou seja, casando a literatura de Daniel com a literatura de Jeremias, de Mateus e de Apocalipse, nós podemos facilmente, sem erro nenhum exegético, sem nenhum desvio e exegético do que a Bíblia realmente está falando, nós podemos dizer aqui que esses dias de angústia ou que esse tempo de angústia do qual se refere o profeta Daniel é exatamente O período da grande tribulação é esse período. Aí você pode me perguntar, mas pastor, o que é a grande tribulação? Bom, é esse tempo de angústia que Daniel profetizou. E Jesus usando a literatura de Daniel em Mateus, capítulo de número 24, e eu quero até convidar você a abrir a Bíblia em Mateus, capítulo de número 24. Afinal de contas, nós estudamos a Bíblia aqui na nossa EBD. Então, abre a Bíblia em Mateus, capítulo de número 24, e nós vamos ver como é que se dará esse dia da angústia, né, que o Senhor ou que a palavra do Senhor nosso Deus eh fala para nós, né? Vamos lá. A Bíblia Sagrada nos informa em Mateus, capítulo de número 24, versículo de número 15 em diante, nós vemos Jesus falando as seguintes palavras: "Quando, pois virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel no lugar santo, aí tem entre parênteses, quem lê entenda". Então, os que tiverem na Judeia fujam para os montes. Quem estiver sobre oirado, não deça atirar de casa coisa alguma. E quem estiver no campo, não volte atrás para buscar sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias. Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado, porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e jamais haverá. Não se tivessem eh não se tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo. Mas por causa dos escolhidos e tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: "Eis aqui o Cristo ou ei lá, não acrediteis, porque surgirão falsos Cristos, falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vulo tenham predito. Portanto, se vos disserem: "Eis que está no deserto, não saiais". Ou eio no interior da casa, não acrediteis. Porque assim como o relâmpago sai do oriente, se mostra até o ocidente, há de ser a vinda do filho do homem. onde estiver o cadáver, aí se ajudarão os abutres. Ou seja, Jesus interpreta para nós esse tempo de angústia usando a lupa, né, ou a lente da profecia de Daniel, revelando a nós que esse tempo da angústia é o período da grande tribulação, né? E como é que nós entendemos esse período da grande tribulação? Detalhe, o que eu vou falar aqui é a maneira, é a forma como nós, é, crentes, assembleanos, pentecostais, bíblicos e fervorosos, entendemos isso aqui. Se você é de outra escola teológica, por favor, não gere polêmica. Mas isso aqui é a forma como a gente entende, como a gente compreende e é exatamente pautado nas Escrituras. Como é que nós entendemos o período da grande tribulação? Bom, nós entendemos o período da grande tribulação como um período em que Deus julgará a humanidade por causa de seus pecados. Quando a gente ler Apocalipse, nós vemos lá que o Senhor fala de uma taça, um cálice da ira de Deus que está sendo preenchido, enchido dia após dia. E essa taça será derramada no dia da grande tribulação. Então, quando Deus julgar a humanidade, essa forma de julgamento que o Senhor trará é também através da grande tribulação. Então, nós compreendemos pela leitura de Daniel que a grande tribulação, ela terá um período de 7 anos, onde o Senhor julgará a humanidade por causa de todos os seus pecados. Por que que eu estou sendo bem enfático e dizendo que o Senhor julgará a humanidade por causa dos seus pecados? É porque a igreja será livre, a igreja escapará da grande tribulação. Todos que invocarem o nome do Senhor serão livres da grande tribulação. Então, o que é que nós entendemos? É que o Senhor guardará o seu povo desses dias da angústia. >> Amém. Por que que eu disse que o capítulo 12 do livro de Daniel não é um capítulo para nos trazer medo, mas é um capítulo de esperança. Porque apesar de revelar o juízo futuro de Deus que virá, ele também revela a graça de Deus, a bondade de Deus, o favor de Deus, a misericórdia do Senhor, porque o Senhor livrará todos que se achegarem a ele >> com coração dobrado, com a mente dobrada, com espírito dobrado. com coração contrito, o Senhor livrará daquele grande dia. Então, quem quer se livre do dia da angústia, se achegue cada dia mais ao Senhor. Corra para os pés do Senhor. que não é uma receita de bolo prontinha, não é a palavra de Deus dizendo que a única forma de nós escaparmos desse tempo de angústia é buscar em Deus refúgio. >> Amém. >> Quem pode dar glória a Deus aí? >> Glória a Deus. >> Então, a gente já entendeu aqui, né, sobre esse período de grande tribulação. Eh, tem muita coisa, irmãos. Mas e tem muita coisa aqui que é debate teológico, né? Então, a nossa função aqui não é estabelecer um debate teológico. A nossa função aqui é mostrar você a esperança que há em Cristo. Porque em Cristo você é livre de todo juízo. Em Cristo você é livre de toda condenação. Em Cristo você é livre de toda e qualquer de todo e qualquer flagelo que há de vir sobre este mundo em Cristo Jesus. Então essa é a nossa função, esse é o nosso interesse. Outra coisa interessante nesse capítulo, ainda no capítulo de número um, na última linha desse capítulo, é que a Bíblia fala que haverá um grupo de salvos, né, no período da grande eh no período do grande sofrimento, da grande angústia, que nós já identificamos pela leitura bíblica como sendo o período da grande tribulação e já explicamos o que é esse período da grande tribulação. Então, a Bíblia fala que haverá livramento para todos aqueles cujos seus nomes estão inscritos no livro. >> Isso aqui é interessante. Por que que é interessante? Porque aqui Daniel diz no livro, né? No livro. E quando a gente fala de salvação, nome escrito no livro, nós não temos como fugir fugir daquilo que está em Apocalipse. E todo aquele cujo seu nome foi achado no livro da vida do cordeiro, será salvo. Ou seja, novamente, somente Jesus tem o poder de nos livrar de toda tribulação. De toda tribulação. Somente Jesus pode nos dar salvação. E é interessante que em Lucas, capítulo de número 10, quando Jesus mandou os discípulos irem evangelizar de dois em dois, aí eles ficaram maravilhados porque eles expulsaram os demônios, eles salvaram vidas, fizeram uma obra extraordinária nos territórios dos samaritanos. Eles retornaram jubilando e glorificando a Deus. Aí Jesus diz: "Olha, eu vi Satanás caindo como um raio, como relâmpago do céu. Mas eu quero lhes dizer uma coisa. Não vos alegreis, porque os demônios se vos sujeitam, porque vocês curam em meu nome. Se alegrai-vos, porque o vosso nome está arrolado, escrito no livro de Deus. >> Aleluia. Então, para nós, a maior alegria é saber que nós temos em Cristo garantia de salvação e que até o nosso nome Cristo escreveu em seu livro para dizer: "Esse não se perde, esse já tá grande, está salvo, está liberto." >> Aleluia! Então, o crente tem garantia de salvação. O teu nome está escrito no livro da vida. Amém ou não? Amém. >> Amém. >> Glória a Deus ou não? Glória. E meus irmãos, a hora passa, né? O tempo voa aqui, né? Então, a gente já entendeu todo esse tópico, sim ou não? Amém. Agora, olha só, chegamos no segundo tópico que é a ressurreição dos mortos. Bom, Daniel na sua literatura, no capítulo de número 12, e eu peço que você abra a Bíblia Sagrada aí, ainda no capítulo de número 12, no versículo de número dois, Daniel começa esse versículo dizendo assim: "Olha, muitos dos que dormem". Quando eu li isso aqui, muitos dos que dormem, isso aqui me chamou muita atenção, porque quando a gente coloca muitos, nós estamos aqui tendo uma partícula que não é generalizante, porque Daniel não diz todos os que dormem aqui. Daniel diz: "Muitos que dormem, isso aqui nos leva a crer." E eu até pesquisei em todas as versões da Bíblia que eu pude ler, né? Que eu tenho em casa. Eu fui pesquisar, porque isso me chamou atenção, e fui ver as traduções. A única tradução que fala diferente disso aqui é a ACF, que é a tradução da Kick James, que diz: "Multidões e multidões que dormem, né? multidões e multidões que dormem. Mas mesmo assim isso aqui não é uma partícula generalizante. Isso aqui é uma partícula que limita, não é todos os que dormem, é muitos os que dormem. Então o que que a gente entende aqui é que isso aqui é proposital. Muitos que dormem significa dizer que haverá uma ressurreição de todos. Mas nem todos os que ressuscitarem >> ressuscitarão para a salvação. >> Haverá alguns que ressuscitarão para o desprezo e o horror eterno. Então, é por isso que isso aqui é proposital. Haverá duas multidões, uma multidão para salvação e outra multidão para perdição. E alguém diz: "Meu Deus, Deus é mau. Deus criou as os seus filhos, os homens para perdição." Não há uma porta >> chamada Cristo >> aberta aqui. >> E dessa porta nós falamos todos os dias incansavelmente dizendo: "Entrem por elas, >> entrem por elas e sejam salvos". É por isso que nós não falamos do inferno, muito embora a pregação do evangelho já deixe também explicitada a realidade do inferno. Mas nós não falamos do inferno, porque a nossa pregação não é uma pregação de desgraça. A nossa pregação é pregação de salvação. Então, quem quer ir pro céu, entre nessa porta chamada Jesus. Porque naquele grande dia, quando Jesus ressuscitar, você ressuscitará para a salvação. >> Amém. E olha, E olha, >> me fizeram, pastor Felipe, uma vez uma pergunta na na verdade um desafio. E o desafio foi: "Pastor, prova para mim que a crença da ressurreição não é um delírio religioso. Eu já fui desafiado assim. Quem já foi desafiado? desafiado? prova para mim. Ó, algumas pessoas foram aí, irmãos. Eu eu gosto de desafios e tem alguns desafios que a minha esposa me controla para não entrar neles, porque senão eu não quero parar, né? E me me pediram isso. prova para mim que a ressurreição não
defensor dos filhos do teu povo ... a igreja escapará da grande tribulação
Doutrina: Israel e igreja
Tensão: O texto de Daniel fala do povo de Israel, mas a aplicação passa rapidamente para a igreja sem explicar a mediação hermenêutica.
Correção sugerida: Distinguir a promessa original a Israel e a aplicação à igreja, usando a conexão canônica sem apagar o contexto judaico de Daniel.
muitos dos que dormem ... haverá uma ressurreição de todos
Doutrina: Ressurreição dos mortos
Tensão: A partícula 'muitos' é usada como se limitasse a ressurreição, mas logo depois se afirma universalidade sem plena base no texto imediato.
Correção sugerida: Fundamentar a ressurreição universal em João 5:28-29 e 1 Coríntios 15, tratando Daniel 12:2 como antecipação parcial.
Todos que invocarem o nome do Senhor serão livres da grande tribulação
Doutrina: Salvação e tribulação
Tensão: Parece condicionar a invocação do nome do Senhor à ausência literal da tribulação, o que não é claramente ensinado em todo o Novo Testamento.
Correção sugerida: Afirmar que a invocação do nome do Senhor é caminho de salvação e livramento do juízo final, sem prometer automaticamente ausência de sofrimento presente.
a igreja será livre, a igreja escapará da grande tribulação. Todos que invocarem o nome do Senhor serão livres da grande tribulação.
Problema: Transforma uma inferência escatológica pré-tribulacionista em promessa exegética direta e pode sugerir que todo verdadeiro crente será literalmente poupado de qualquer tribulação.
Risco pastoral: Pode gerar falsa segurança, confusão diante de sofrimento ou perseguição, e desqualificar textos que mostram crentes passando por tribulação.
Sugestão: Dizer: 'A Escritura promete livramento final do juízo e cuidado de Deus no meio da angústia. A forma exata da igreja diante da tribulação é debatida, mas a segurança está em Cristo, não em uma data ou esquema.'
sem erro nenhum exegético, sem nenhum desvio e exegético do que a Bíblia realmente está falando
Problema: Confiança exegética excessiva ao identificar Daniel 12:1 com a grande tribulação e ao concluir que a igreja escapará dela.
Risco pastoral: Endurece debates escatológicos e pode fazer a tradição própria soar como a única leitura legítima.
Sugestão: Dizer: 'Dentro da nossa tradição pentecostal e da leitura dispensacionalista, entendemos esse tempo como a grande tribulação; reconhecemos, porém, que há debate escatológico.'
Jesus, ele não é reconhecido como príncipe, ele é reconhecido como Rei dos Reis, Senhor dos Senhores.
Problema: Afirmação verbalmente imprecisa, pois a Escritura também chama Cristo de 'príncipe' em outros textos.
Risco pastoral: Pequeno risco de confusão cristológica, embora não negue a divindade de Cristo.
Sugestão: Dizer: 'Miguel não deve ser confundido com Cristo; embora Jesus seja Rei dos Reis, a Escritura também o chama de príncipe da vida e príncipe da paz.'
a igreja será livre, a igreja escapará da grande tribulação
Equilíbrio bíblico: Apresentar a posição como inferência escatológica legítima dentro da tradição, mas não como única exegese obrigatória. Equilibrar com textos que mostram tribulação, perseverança e livramento em Cristo (João 16:33; Atos 14:22; Apocalipse 3:10; 7:14).
defensor dos filhos do teu povo
Equilíbrio bíblico: Manter a distinção entre promessas a Israel e aplicação à igreja, evitando transferir automaticamente todo o texto de Daniel para a experiência eclesial sem mediação canônica.
muitos dos que dormem
Equilíbrio bíblico: Completar Daniel 12:2 com João 5:28-29 e 1 Coríntios 15, usando a revelação progressiva para falar da ressurreição universal e dos dois destinos finais.
Todos que invocarem o nome do Senhor serão livres da grande tribulação
Equilíbrio bíblico: Afirmar livramento do juízo final e cuidado presente de Deus, sem garantir ausência automática de sofrimento. A Escritura não ensina que doença ou tribulação sejam bênçãos em si, mas que Cristo sustenta e livra seu povo conforme sua soberania.
Alerta contra pressupostos na leitura bíblica
devemos abandonar aquilo que a gente chama de os nossos pressupostos
Impacto: Ensina a submissão à Escritura e abre espaço para humildade interpretativa.
Cristocentrismo da salvação
Somente Jesus tem o poder de nos livrar de toda tribulação. Somente Jesus pode nos dar salvação.
Impacto: Reforça a exclusividade de Cristo como Salvador, evitando sinergismo ou mediação humana.
Tom pastoral de esperança
o capítulo 12 do livro de Daniel não é um capítulo para nos trazer medo, mas é um capítulo de esperança
Impacto: Encoraja os crentes a buscarem refúgio em Cristo sem transformar escatologia em terror.
Segurança bíblica do livro da vida
Se alegrai-vos, porque o vosso nome está arrolado, escrito no livro de Deus.
Impacto: Consola o crente com a graça soberana e a pertença a Cristo.
Compare as dimensões nas barras abaixo. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O sermão usa Daniel 12:1-2, Mateus 24, Lucas 10 e o livro da vida de forma geral fiel ao evangelho. Porém, há extrapolações escatológicas, especialmente ao apresentar a igreja escapando da tribulação como conclusão direta e ao afirmar 'sem erro exegético'.
Hermenêutica
Há boa intenção de abandonar pressupostos, mas o pregador aplica uma lente pré-tribulacionista e dispensacionalista sem explicitá-la como tradição interpretativa. Também há tensão entre Daniel 11/12 e a aplicação à igreja.
Precisão Teológica
Doutrinas essenciais como salvação em Cristo, ressurreição, juízo, livro da vida e divindade de Cristo não são negadas. Os problemas são secundários: imprecisões verbais e extrapolações escatológicas.
Compreensão Contextual
O pregador demonstra consciência do contexto de Daniel 10-11 e da citação de Daniel em Mateus 24. Contudo, desloca o texto de Israel para a igreja e para a grande tribulação com pouca mediação hermenêutica explícita.
Aplicação Prática
A aplicação pastoral é saudável ao encorajar busca por Cristo, esperança e alegria na salvação. Porém, a afirmação de que todos que invocam o nome do Senhor escaparão literalmente da tribulação pode gerar falsa segurança.
Clareza do Evangelho
Critério usado: sermão de edificação para crentes, não evangelístico. Avaliou-se a coerência com o evangelho e a conexão com Cristo. O evangelho aparece claramente em 'somente Jesus pode nos dar salvação' e no nome escrito no livro da vida. Não há transação com campanha ou oferta.
Risco de leitura imposta ao texto:
Não há invenção de palavras ou slogan de campanha. O risco maior é importar conclusões escatológicas para o texto, tratando inferências tradicionais como exegese certa.
Risco de conflito com doutrina essencial:
Não há violações centrais de Nível 1: não nega doutrinas essenciais, não promove prosperidade transacional, não condiciona bênção a oferta ou ritual, não atribui poder criativo a palavras humanas.
Abra apenas a parte que deseja consultar.
Tema principal:
Daniel 12: esperança, livramento, ressurreição e o livro da vida no contexto do tempo de angústia
Tom pastoral:
Consolador, escatológico e exortativo, buscando encorajar os crentes a permanecerem em Cristo diante do futuro juízo
Daniel 12:1 introduz 'naquele tempo' e apresenta Miguel como grande príncipe e protetor do povo de Israel
Suporte: Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo.
Textos:
O tempo de angústia de Daniel 12:1 é identificado com a grande tribulação, período em que Deus julgará a humanidade, mas a igreja será livrada
Suporte: casando a literatura de Daniel com a literatura de Jeremias, de Mateus e de Apocalipse ... esse tempo de angústia ... é exatamente O período da grande tribulação
Os que forem achados inscritos no livro da vida serão salvos, e a maior alegria do crente é ter seu nome escrito por Cristo
Suporte: todo aquele que for achado inscrito no livro. será salvo.
Daniel 12:2 aponta para a ressurreição dos mortos, com dois destinos: vida eterna e desprezo eterno
Suporte: muitos dos que dormem ... ressuscitarão para a vida eterna ... desprezo e o horror eterno
Textos:
Uso Contextual
Usado como texto-base para apresentar Miguel como anjo protetor de Israel. O pregador reconhece que 'naquele tempo' pode ser entendido como continuidade de Daniel 11 ou como referência futura à tribulação, mas depois trata o texto como se apontasse claramente para a grande tribulação.
Questões Exegéticas
Há tensão interna: ele prefere a leitura de que Daniel 12 continua Daniel 11, mas aplica 'naquele tempo' à grande tribulação futura. Também afirma que Jesus 'não é reconhecido como príncipe', o que é verbalmente impreciso, pois a Escritura chama Cristo de 'príncipe da vida' em Atos 3:15 e 'príncipe da paz' em Isaías 9:6.
Leitura Sugerida
Distinguir a função de Miguel como 'príncipe' de Israel e o uso do termo 'príncipe' para Cristo em outros textos. Reconhecer que 'naquele tempo' em Daniel 12:1 é disputado entre leitura histórica, tipológica e escatológica, evitando apresentar uma única inferência como exegese inegável.
Uso Contextual
Usado para falar da ressurreição dos mortos e da separação entre ressurreição para vida e para desprezo eterno.
Questões Exegéticas
O pregador trata 'muitos' como partícula propositalmente não generalizante, mas depois afirma que 'haverá uma ressurreição de todos'. A palavra hebraica 'rabbim' pode indicar multidão, mas não resolve sozinha a extensão universal da ressurreição.
Leitura Sugerida
Ler Daniel 12:2 como revelação parcial, completada pelo Novo Testamento, especialmente João 5:28-29 e 1 Coríntios 15, onde a ressurreição de todos é mais claramente afirmada.
Uso Contextual
Usado para apoiar a ideia de um futuro 'tempo de angústia' ligado à tribulação.
Questões Exegéticas
Jeremias 30:7 fala do 'tempo de angústia de Jacó' e da restauração de Israel. Projetar esse texto diretamente como descrição exaustiva da grande tribulação global requer mediação canônica e hermenêutica escatológica.
Leitura Sugerida
Usar Jeremias 30 como promessa de livramento para Israel, reconhecendo que a aplicação à tribulação final é uma leitura tipológica/escatológica, não o sentido histórico imediato.
Uso Contextual
Usado corretamente como texto em que Jesus se apoia em Daniel para falar de grande tribulação.
Questões Exegéticas
O pregador conclui que a igreja escapará da tribulação, mas Mateus 24 não ensina explicitamente pré-tribulacionismo. O discurso é dirigido aos discípulos e contém advertências sobre fuga, falsos cristos e a vinda do Filho do Homem.
Leitura Sugerida
Apresentar a inferência pré-tribulacionista como posição escatológica dentro da tradição pentecostal/dispensacionalista, não como conclusão exegética única de Mateus 24.
Uso Contextual
Usado para reforçar que a salvação está ligada ao nome escrito no livro da vida do Cordeiro.
Questões Exegéticas
A afirmação 'Todos que invocarem o nome do Senhor serão livres da grande tribulação' mistura a promessa de salvação (Joel 2:32/Atos 2:21) com a ideia de livramento literal da tribulação, que não é ensinada de forma absoluta em todos os textos.
Leitura Sugerida
Manter a centralidade da invocação do nome do Senhor para salvação, mas equilibrar com textos que mostram que crentes podem passar por tribulação e ainda assim ser guardados por Cristo (João 16:33; Atos 14:22; Apocalipse 7:14).
Uso Contextual
Usado corretamente para ensinar que a maior alegria do crente não é o poder sobre demônios, mas ter o nome escrito no céu.
Leitura Sugerida
Manter a aplicação como primazia da graça e da segurança em Cristo sobre qualquer experiência de poder ou sinal.
Apresentar o pré-tribulacionismo como posição escatológica dentro da tradição pentecostal, não como única leitura exegética de Daniel 12.
Explicar a relação entre Israel e igreja ao aplicar Daniel 12 à vida da igreja, preservando o contexto original.
Evitar linguagem absoluta como 'sem erro nenhum exegético' ao tratar temas escatológicos disputados.
Completar Daniel 12:2 com João 5:28-29 e 1 Coríntios 15 para fundamentar melhor a ressurreição universal.
Equilibrar livramento da tribulação com textos que mostram que crentes podem sofrer perseguição e ainda assim ser guardados por Cristo.
Ajustar a afirmação sobre Cristo não ser 'príncipe', reconhecendo que a Escritura usa esse título para Jesus em outros contextos.
Resumo em uma frase:
Na porção disponível, o sermão é pastoralmente esperançoso e cristocêntrico, mas precisa de maior equilíbrio exegético ao tratar da grande tribulação, do livramento da igreja e da ressurreição em Daniel 12.
🤿
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