[música] Olá, família Atitude, mais um família Cash no ar. Eu sou o Wilcley da Monique. >> Eu sou a Monique do Wilcley. >> Juntos somos casados para sempre. Stop, please. [risadas] Paz para toda a vida de Ran, Patrick, Eric e Caik e a voz da Maria Lina de dois aninhos. Bom, hoje nós estamos aqui para receber uma convidada muito especial, mas eu queria fazer aquele pedido, Monique, para todo mundo que ainda não se inscreveu no Atitude TV, que inscreva-se, né, >> no Atitude Família Cash >> e também aí é só se inscrever >> no Ministério da Família. >> Não, mas aí calma, Atitude, Atitude TV, a pessoa se inscreve, ela curte, como é que compartilha e agora no na rede social, o que é que ela faz? Vai lá, começa a seguir, começa a curtir, começa a comentar no Atitude Família Cash e no Ministério da Família e BA que tem toda a programação do Ministério da Família. Temos a formatura, né? Tudo >> is monte de coisa aí pela frente, é só ficar ligado aí no Instagram e tudo mais. Bom, mas nós viemos aqui hoje para falar com alguém que veio trazer algo de especial para nós, falar sobre o ser ensinável. E aí você que tá nos assistindo, você é um ser ensinável? A gente costuma dizer que o ser humano que não é ensinável, ele não vai muito longe não. Mas nós vamos tirar algumas dúvidas agora aqui com alguém que tem propriedade para falar sobre isso. Estamos aqui com a nossa irmã Raquel Bonner, não é do Boa Noite, mas é Bonner, [risadas] que vai nos ajudar aqui a entender um pouco mais sobre isso. Seja bem-vinda, minha amada irmã Raquel. Deus abençoe. Sinta-se à vontade de ir para apresentar-se aí pro público, dizer quem é você. Então, muito obrigada, né, pela pelo convite de estar aqui. É uma alegria grande, né, para mim. Eu sou Raquel, esposa do pastor Gilberto, >> da Vila Valqueire. >> Isso, da atitude Vila Valqueir, eu sou mãe do Gabriel, mãe do Gustavo e eu dou aula, né, sou psicopedagoga há 34 anos, né? Então, eh, eu lido com educação. Por isso, para mim hoje é uma honra estar aqui. É um prazer imenso, porque eu vou falar de algo que eu amo, né? De algo que eu que eu vivo já há há tantos anos e que é algo que é importantíssimo, né, pras nossas vidas como tudo. >> Então, para começar, a gente vive, né, numa era de muita informação, >> né? Não significa que informação traz conhecimento. >> Sim, >> são duas coisas bem distintas e as pessoas confundem. Principalmente hoje as crianças, os adolescentes, eles são bombardeados com informações. Na nossa época não era assim, afinal de, né? Não vou dizer a década que era para não deixar a gente, né, mais antigo, mas naquelas décadas passadas >> nossas informações era TV e banca de jornal. Não tinha acesso, né, que a gente tinha televisão, nem todo mundo tinha televisão. Quando tinha era aquela TV Petribanco. >> E quando os pais deixavam assistir, >> isso tinha um horário certo do programa, tinha hora para dormir. Mas hoje o mundo está assim, ó, na palma das mãos deles, né? Eles recebem informações full time aqui, 24 horas. >> E aí eles recebem toda essa informação, mas eles acabam tendo dificuldades em lidar com muitas coisas. Uma delas são as frustrações. Os adolescentes são questionadores, muito questionadores. Nós temos um adolescente ainda, mas temos dois adultos, filhos adultos que moram conosco, tem um casado, mas todos passaram por isso e é normal, mas hoje mais ainda eles aceleram mais. Bom, mas existem também a questão de adultos que já se acham suficiente porque recebem muita informação e aí começa a coisa a ficar um meio de campo meio embolado, né? E a gente que trabalha com família, a gente eh tem acesso a muita notícia sobre isso, conhecimento de muitas causas. Bom, a Bíblia vai dizer assim que Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, né, diante de Deus e dos homens. Ou seja, significa que faz parte do propósito de Deus para nós aprender, crescer, evoluir, >> né, >> agir com sabedoria. >> Mas aí, vamos lá. agora para você dar uma introdução nisso pra gente, afinal, o que é ser ensinável? Bom, eh, por mais que a gente tenha esse apelo, né, de de informações, eh, o aprender continua sendo do mesmo jeito, né, com atenção, com foco, né, com uma uma regularidade. A gente precisa, né, eh priorizar aquilo que de fato vai ser importante pra gente. uma criança, ela não sabe ainda o que que é importante para ela. >> Cabe aos pais, então, ter essa responsabilidade, né, de dizer: "O meu filho não vai ter celular, eh, vai ter celular somente com 12 anos." Ah, mas 12 anos, caramba, as crianças hoje em dia com oito já t, né? Mas é da responsabilidade dos pais ter esse entendimento do que vai ser melhor pros filhos, >> tá? Isso estaria ligado diretamente, por exemplo, só te cortando, >> mas dentro do teu raciocínio, eh, seria >> a diferença entre ter acesso à informação, estar verdadeiramente disposto a aprender? >> Então, a criança que a criança que aprende através de um celular, >> ela não tá aprendendo, >> ela tá tendo essa informação. >> Isso é muito legal você falar, Raquel, sabe por quê? Porque tem pais que dão o celular na mão da criança. >> Sim, isso é o que a gente mais vê. A gente vê isso nos restaurantes, a gente vê isso dentro da igreja. dentro da igreja na hora do culto >> dentro da igreja acontece isso. Será que acontece? acontece? >> A [risadas] gente vê isso, né, de uma forma a gente vê isso não. Em outras igrejas, só no Japão. >> No Japão, não é aqui. >> Então, eh, cabe a aos pais, né, ter esse entendimento da responsabilidade que eles têm enquanto pais. E por mais que hoje foi colocado aqui que é mais difícil do que era na nossa época de de criança, a gente entende que é, mas a gente precisa persistir, porque a educação educação é trabalhosa, mas eh tem que ter esforço, tem, mas a gente precisa, né, priorizar o adolescente, né, ele já tá tendo, eu vou eu vou um pouco na criança, eu vou um pouco no adolescente, vou também no adulto, >> né? Porque você você falou de todas essas três eh fases, né, e também Jesus, né? né? >> Todas fas Uhum. >> E todas são É, mas assim, a criança a responsabilidade é dos pais, >> né? Ponto. >> E aí, eh, o meu, o meu filho, que hoje tem 19 anos, ele foi ter celular com 12 anos. Isso numa geração, né? Ele tem 19 hoje. Então isso há 7 anos atrás, que era um tempo muito longe, não é? Mas é, né? Por conta da da da rapidez, informação da tecnologia, né? Do eh eh é pouco tempo, mas é muito tempo. Então, >> eh e na época ele já dizia: "Todo mundo tem celular e eu não tenho, como é que vai ser?" Enfim, mas aquela frase: "Você não é todo mundo, filho". Não pode, porque isso vai trazer eh eh vai vai te atrapalhar, não vai ser bom, enfim. Então, eh ele foi teve o celular dele com 12 anos e tal. Hoje em dia a gente vê que os pais não conseguem, mas daí esse não, né? E e na educação a gente aprende, na psicopedagogia a gente aprende que o não ele é necessário, né? E a gente aprende isso com Jesus também. A gente aprende isso na Bíblia também, né? Quantos nãos Deus dá pra gente já deu, né? Enfim. o o o adolescente, o adolescente ele está vivendo essa geração da tecnologia, ele está vivendo essa geração de muitas escolas pedirem para fazer trabalho, que é trabalho online, né? Enfim, então eh eh os pais também têm a responsabilidade, mas aí os pais precisam então ter aquele jogo de de cintura, >> seria um equilíbrio que a gente tem que >> equilíbrio de impor horário, >> sim, >> tempo, quanto tempo vai ficar no celular, né? Agora você vai ter o tempo para ler. Ah, mas o meu filho não gosta de ler. Pai, você lê, você senta e você tem um tempo ali da leitura para que você seja um modelo pro seu filho. >> Provérbios 226. Ensina a criança no caminho que deve andar e na velice jamais se desvirará. >> Isso. Isso. Então, eh, são coisas que a gente precisa ter o equilíbrio, né? Porque o adolescente também para eles responsabilidade. >> Responsabilidade. O o adolescente ele tá vivendo aí muitas mudanças, mudanças físicas, hormonais, mudanças de de de estão vivendo muitas emoções, mudanças intelectuais também. Enfim, então o pai também é responsável, mas ele precisa ter aquele equilíbrio porque não adianta, a geração é essa hoje, né, do do de estar muito ligado na informação rápida. Eh, a questão da frustração que você disse, né? Isso a gente aprende dentro de casa. São os pais que ensinam os filhos a lidar com a frustração. Quando quando você pega o seu filho na escola e você pergunta para ele como é que foi. >> Ah, mãe, foi bom. joguei bola na hora do do do recreio, mas dentro da sala de de aula você vai afunilando as informações que você precisa tirar do seu filho do que ele viveu naquele dia. >> Porque existem algumas pessoas que elas conseguem evoluir ao longo da vida, correto? >> Contro outras elas repetem os mesmos erros continuamente. Então são repetições de hábitos, são os mecanismos que elas criam. E a Monique fez agora, eu tô fazendo o curso de terapia cristã e a gente chama de TCC, né? Eh, terapia cognitiva comportamental e tudo tá ligado no comportamento. Então são hábitos repetitivos e se os pais não tiverem eh essa sensibilidade de identificar, fazer essas perguntas que você falou, >> essas coisas lá na frente vão gerar traumas. >> Isso >> não é isso? e criar esse hábito, né? Eu, meu filho, antes de sair de casa, eu sempre falo para ele que ele é capaz, que ele que ele >> ele pode todas as coisas naquele que fortalece, entendeu? Então são hábitos que a gente vai criando que vai trabalhando a mente deles pro futuro. >> Isso. Isso. >> E aí para você, o que que pode diferenciar essas pessoas uma da outra? Como é que você consegue identificar isso? isso? >> Aqui identificar que o pai tem esse trabalho, porque é uma coisa trabalhosa, não é? F tempo. >> Então são são adultos hoje que eles são mais empáticos, eles olham pra situação difícil e reagem de outra forma, né? >> Não entende aquilo como uma frustração, mas sim como um desafio. >> Isso aí, algo que ele tem a aprender com com aquilo, por mais difícil que seja, >> não tira como derrota. Por exemplo, a gente tem um curso aqui, ministra tanto para homens quanto para para as mulheres no currículo de homens e mulheres, chama-se: Vencedores nunca desiste ou seja, existe uma frase no curso: "Vencedores não são aqueles que nunca desistem, mas os que nunca falham". >> Sim. >> Então assim, desistir em algum momento você vai parar na caminhada, vai retomar a caminhada, OK? Mas você não, aliás, vencedores não são aqueles que nunca falham, mas os que nunca desistem. Porque falhar, eu vou falhar, >> vai falhar, >> eu vou falar ser humano. Isso aí, >> carne, osso, OK. Corpo, alma, espírito, vai, beleza. Tricotomia, perfeito. Mas eu sou um ser humano dotado de erros, de vontades, de falhas. Muit das vezes eu não vou seguir a vontade do pai, vou seguir a minha, eu vou falhar. >> Sim. >> Mas quando eu dou ouvidos ao pai, foi até o meu devocional de hoje que a gente deve estar dando ouvidos ao pai todo tempo. Todo tempo. >> E aí que a gente perde o quê? sensibilidade de ouvir a voz de Deus. >> Então assim, esse pai e essa mãe que consegue, como a Monique disse, fazer isso de manhã, direcionar o filho, ele vai gerar no filho uma mentalidade positiva. >> Uhum. >> Não a ponto dele se achar o maioral de todos, que também já é um outro extremo, né? é o positivismo em excesso. Tem o negativismo, mas tem o positivismo em excesso. Mas a gente tem que ter justamente essa direção. E eu acho que acho dentro da minha, não tenho conhecimento da tua área, né, da psicopedagogia, mas ajuda a direcionar muito isso. Vocês orientam isso, né? >> Sim. Eh, nas [limpando a garganta] perguntas que a gente faz pros nossos filhos, que para nós é intencional, para ele é um bate-papo. >> Eh, ah, como é que foi na escola? Ah, o o amiguinho pegou um biscoito meu. Fiquei com raiva, bati nele. Meu filho, não é assim. De repente, o seu amigo queria tanto comer o seu biscoito, mas não quis te pedir porque ficou com medo de você dizer: "Não, você não pode ser assim. Qual o problema de você dividir o biscoito? Qual o problema de você dar pro seu amigo?" E aí você faz a criança que que a gente subestima, né? Hum. >> Acha que a criança não vai, a criança não vai nem me ouvir. Você ensina a criança a já começar a pensar no outro. É mesmo? É mesmo? >> Adinho, o biscoito dele, sei lá o qu, ele não tinha, né? Então, a gente já vai condicionando essa criança para que ele seja uma um adolescente, que ele aprenda a socializar com mais facilidade, que ele seja amigo de fato do do dos amigos, que ele se preocupe, né, e que ele seja um adulto também dessa mesma forma. O que eu vejo, né, os pais hoje tão mais ligados assim a introduzir o filho na sociedade sociedade com as questões financeira, dando do que educando. Sim, >> eu entendo isso como um senso de pertencimento na sociedade todo mundo tem tem e e a sociedade que nós estamos vivendo hoje, se ele não tiver o iPhone, ele não vai ser bem recebido pelos amigos. >> E o lidar com a com essa frustração da rejeição, de não estar inserido no grupo dos amigos que todos têm iPhone, ele não tem, para ele é difícil. >> E aí que que faz com isso? Os pais se matam de trabalhar para poder dar isso tudo e perde tempo de qualidade com >> Exatamente. Eles são ausentes presentes, >> e eu vi uma esses dias o Espírito Santo tava falando comigo que eu chegava na casa do meu avô, ele já vinha assim com a mão >> para dar bção, né? >> Para dar bção. >> E tem um discípulo do Yle que dá bção para ele, né? E eu falei assim: "Gente, eu não ensinei o meu filho a bção e isso é muito importante. [roncando] Modelo, né? >> É um modelo. Eu falei, eu vou fazer isso com meus netos". Quando chegar já vou eu vou falar: "Meu neto, você é abençoado, você vai ter uma vida abençoada, eu te abençoo". >> É uma alegria ter você parecia que a gente era mais abençoados mesmo, que a gente saia com a proteção. Realmente, né? né? >> Lá em casa eu tenho um livro que é do pastor Craig Hill. Você conhece o Corig Hill? Sim. Hill? Sim. >> Então chama-se O poder da bênção dos pais. >> Pois é. >> Todo pai tinha que ler esse livro. >> Sim. >> Para mostrar o quão importante é a bênção de um pai. >> Sim. O pai, ele tem o poder de abençoar, de amaldiçoar o filho. E e é muito forte isso. Aí ligado com o que a gente tá falando aqui, porque a educação ela começa em casa, certo? Ela começa em casa, mas existe uma frase que diz assim, ó: "A escola ensina, mas quem educa são os pais". E aí, até que ponto isso é verdade? Na minha opinião, na minha vivência, isso é verdade. >> 100%ade, >> porque eh a escola ela vem complementar algo que dentro de casa já está sendo feito, né? Eh, a escola é ela, ela vem trazer a cooperação do pedagógico, da sociabilidade, do estar junto, né? Eh, eh, eh, como dentro como sociedade, vai aprender sim, vai. É aí responsabilidade da escola. >> Da escola. >> O restante, >> é, mas também tem é não é não é só assim, né? Ah, é isso é é da escola, isso é da Não, por quê? Porque a escola é porque a escola também conta com o apoio dos pais dentro de casa para poder então eh fazer os deveres de casa, fazer os trabalhos. >> Ou seja, é como se fosse realmente todo mundo do mesmo time, sendo que cada um jogando na sua posição. >> Ex. Exatamente. Exatamente. Sem atrapalhar ninguém, né? >> É que os pais acham que estão pagando escolas caríssima e delegando isso pra escola. >> Escola não é. >> E detalhe, se a escola falar alguma coisa contra o filho, ainda vai lá. Tirar satisfação. >> Tirar satisfação. Acontece isso. >> Acontece. Isso que eu quer saber. É bom você escolas. É, tem escolas que passam dificuldades porque nas reuniões com os pais, os pais eles não aceitam algumas coisas como mandar dever de casa. >> Ué. >> A fala é: "Eu já tenho tanta coisa para fazer. Eu não tenho tempo de fazer dever de casa com os filhos". >> Ou seja, a responsabilidade é da escola, >> né? Então, eh eh é algo que nós estamos vivendo, que é o que o que você disse, né? Os os pais trabalham demais para dar pros filhos e para eles também, não é só pros filhos, não. >> Quando querem ter filhos hoje. E isso. E aí a responsabilidade, né, de cuidar, de educar, né, o senso de de o entendimento, né, de que um filho é um presente de Deus, né? Isso. >> É, é alguém que Deus te confiou para você cuidar. Então, e o que que eu acredito que aconteça, né, quando a pessoa tem um filho, ela se embola tanto nos sentimentos, né, porque ela ama demais, ela nunca teve um contato com amor tão grande como o filho, né? >> Uhum. >> Eh, fisicamente falando, né? O filho a gente ama, né, de graça, vamos dizer assim, né, que ela acaba se se >> se confundindo, né, quando que ela ama demais ou quando ela não ama demais, quando pode, quando não pode, porque tem coisas que é é nociva pra criança, como dar um telefone com 8 anos de idade. >> Isso estaria ligado, por exemplo, você tá falando disso aí, tem pais às vezes que querem ser muito amigo dos filhos. >> É. >> Aí eles evitam de quê? de corrigir, >> não pode. É. >> E aí isso acaba causando o quê? Um impacto na formação da criança, não é isso? >> É com certeza. >> É porque ela não consegue ser ensinável, >> porque como não é algo que é necessário, né? O pai não dá não, a mãe não dá o não, não dá o limite, não coloca de de castigo, né? Nos momentos ali. Obviamente que tudo dentro do do sem abuso, né? abuso, com certeza. >> Mas a criança que não recebe não, por ela ter a necessidade, há uma necessidade do não. Não pode. Agora você não vai fazer assim. Educação parte. parte. >> É, eu tive muita dificuldade por meus pais se separaram, eu tinha 9 anos. >> Imagina. >> Então, entre eles criaram uma concorrência assim, >> imagino. >> Afetiva para ver. >> Sim, sim. >> Então eles tinham dificuldade de dizer não para mim, porque ah, se eu disser não para ela, ele vai dizer sim. E ela é para gostar mais do do >> Aí e eu podia escolher, né? Eu brigava lá, falava: "Vou pra casa do meu pai". Brigava na casa do meu pai, falava: "Vou pra casa da minha mãe". >> Então porque criança não é boba, manipula. >> Sim, manipula, >> entendeu? Então tive e na fase adulta, quando eu fui receber, não, gente, era um sofrimento, entendeu? Acabava comigo. >> É, a gente vê isso muito nos adultos, né? >> Porque são reflexo de criança, >> são reflexo de como eles viveram na criança, o que eles aprenderam, não foram ensinados da maneira correta, >> correta? Por isso que a gente vê hoje em dia, né, muitos jovens eh quando são colocados diante de uma situação que recebem não, eles fazem qualquer coisa, eles brigam, eles matam, ele, né, explodem. Não, dentro da vida de um ser humano que não foi acostumado a ouvir, não. Ele aquilo ali para ele gera como uma agressão, uma ofensa, né? Uma humilhação. >> Isso é complicado. E aí como é que a gente pode ensinar obediência, respeito e responsabilidade sem cair num autoritarismo ou na permissividade? Porque tem dois, são dois extremos, né? Ou autoritário demais ou permissivo demais. Como é que pode ter esse equilíbrio aí? >> Conversa. conversa aberta, >> mas conversa intencional, >> tá, >> né? Eh, fez algo errado. Isso, gente, é com criança de um aninho, é com criança de dois aninhos, porque ele já tem um o entendimento. >> É bom falar sobre isso. >> Então, é sentar e conversar e dizer não pode fazer. A mamãe está dizendo que não pode, né? E aí, quantas vezes forem necessárias? Porque dá trabalho. >> Dá trabalho, >> sim. Então, ai eu já falei com essa criança não sei quantas vezes, ela não me obedece. Vai continuar falando, vai continuar dizendo. >> Aí a Bíblia, né? Aí foram perguntar para Jesus, Jesus, quantas vezes eu tenho que perdoar meu irmão? Sete vezes. [limpando a garganta] Não, 70 x 7. Quantas vezes tu tem que ensinar teu filho? Sete vezes. Não, meu filho. A vida inteira. Até ele chegar a fase adulta. vai chegar na fase adulto, vai precisar de aconselhamento. Vocês que tem filhos adultos, eu também tenho. É desse jeito. E é pr para nós esclarecido em casa desde cedo. >> Eu sou a mãe de de vocês. O pai é o pai. Vocês vão receber orientações nossas até o fim das nossas vidas, >> porque a gente vai continuar sendo mais. Exatamente. Então, se alguma coisa que o Gabriel faz, alguma coisa que o Gustavo faz, que não tá dentro daquilo que eu ensinei, pode ser que não seja na que eu ensinei, pode ser que não seja na hora, né? Porque eles já são adultos, pode ser que dê, né? Eu chamo depois, eu espero o momento certo e falo: "Olha, não tá certo, >> isso é assim, assim, assim". Lembra quando você era criança? Porque tem os pais que que cultivam essa vivência com os filhos de conversar, de mostrar o que está errado e por está errado, porque não pode. A criança, o adulto lembra lembra >> de de coisas, né? O adulto tem a memória afetiva dos momentos que viveu com aquela mãe, com aquele pai, dos aprendizados que teve, né? E até do castigo, até às vezes da palmada, né? Porque faz parte. >> Eu vi uma entrevista, né? E o cara era bem-sucedido, a família dele era bem-sucedida. E perguntaram num certo momento o que que ficou da lembrança do seu pai, que o pai dele tinha falecido. Ele falou: "Olha, de tudo que ele poôde me proporcionar, o que ficou na memória foi os nossos tempos de qualidade. >> Pois é, >> as nossas viagens, as nossas pescarias. Então isso a gente tem que criar isso na memória e até os nos também. >> Exato. Até os nos também tem que dar atenção. atenção. >> Acho que esse essa memória afetiva ela é muito interessante quando ela é criada. Por quê? Eu tive poucos momentos de qualidade com meu pai, mas por exemplo, quando eu era criança, o meu pai gostava de criar passarinho. Os passarinho fazia era curió, era curió, merl. merl. Mas ele tinha curió, trincaferro e tinha eh canarinho, não lembro qual era, e competiam. Ele tinha um que tinha nível, não sei qua com ele. Tem uma, tinha uma avó que morava em Bangu, a outra morava na Tijuca. Então, dois extremos. Um final de semana, às vezes estava na casa de uma e outro final na casa de outra. A minha avó parte de pai, morava na Tijuca, parte de mãe em Bangu. Então, tinha o final de semana com a família da minha mãe, o final de semana com a família do meu pai. Mas ele tinha os locais que ele ia lá e eu ia com ele porque eu queria estar com o meu pai quando criança. >> Aí eu vim pra adolescência. Na adolescência eu que eu fiquei aquela fase de que você tá na transição saindo da eh da infância para adolescência, você vai ficando fofinho. >> Eu fiquei fofinho, né? >> E aí eu comecei a ficar com vergonha, eu queria emagrecer >> e aí eu queria fazer musculação. Na minha época não podia. Hoje já foi estudado, hoje orientação educacional, tudo mais pode. 12 anos já pode ir fazer atividade. >> E aí eu fui pro karatê e meu pai foi comigo fazer. Eu criei essa memória de nós dois juntos treinando quando éramos faixa branca e passamos pra faixa amarela juntos. Ele contratou um quando naquela época não era personal, mas se fosse hoje era um personal de karatê para dar treino em casa para mim e para ele. Tanto é que eu passei pra faixa amarela junto com ele. Quando foi fazer o exame pra faixa vermelha, eu não lembro se ele fez e passou. Eu eu pulei a faixa vermelha, fui direto pra faixa laranja. Então, quer dizer, eu tive um tempo de qualidade com ele e tinha alguém que treinava eu e ele. Depois ele se perdeu, enfim, tudo mais que meu pai entrou pra área do alcoolismo, aquela coisa toda. E foi numa época muito difícil da vida dele. Um tempo, passado dos anos, eu entendi isso. Gero, por causa do do do rompante que nós tivemos, mas essa memória afetiva do tempo que a gente teve, isso ficou para mim. Então, foram foi a qualidade. Eu procurei fazer o quê com os meus filhos desde pequeno? Jogar futebol com eles. >> Isso >> é ir pro Maracanã, ver o jogo do Flamengo, torcer pro mesmo time que eu, a gente tá junto, caminhar junto. Vamos pro jogo, vamos pro jogo. Tanto é que hoje eles p Vamos pro jogo. Hoje eu digo que eles me levam, eles me levam. >> Ó, isso é ser um ser ensinável. Você teve um momento da sua vida, foi rompido por algo ruim, mas mesmo essa esse algo ruim não tirou de de você o que você viveu de bom e fez você passar paraos seus filhos. >> É isso aí. Porque eu peguei o serão ser você podia ter dito assim: "Não, foi horrível, meu pai entrou pro alcoolismo, apagar tudo aquilo que você viveu de bom". bom". >> E assim, e depois eu tive o assim a oportunidade após convertido, né? Eu me converti tem 15 anos, de começar a levar meu pai paraa igreja. Meu pai ficou muito doente, >> de >> direcionar ele pros caminhos do Senhor. E até ele partiu, meu pai faleceu em 2015, mas ele teve a oportunidade de conhecer Jesus, entregar a vida para Jesus, não chegou a se batizar, mas a semente foi plantada. Então assim, houve um processo, aquele processo de liberar perdão e tal, eu tive que falar com ele, conversar e para que ele entendesse o que aconteceu, porque até então ele também não tinha entendimento >> do que tinha acontecido, os fatos que aconteceram, tipo de repente >> uma circunstância. >> Aham. Mas aí eu entendi porque ele agiu assim, ele não foi ensinado assim, então a gente só transmite aquilo que a gente aprendeu. >> E mas eu, graças a Deus, eu tive o privilégio de entender isso. Mas foi o que você falou, essa memória afetiva que ele criou lá atrás comigo fez com que eu tivesse esse entendimento lá na frente. >> Raquel, eh, voltando um pouquinho atrás, né, que o Yle tava falando, por que os pais hoje têm dificuldade de dizer não? Porque entra naquele assunto que ele falou, porque se sentem que é amigos do filho e não pais pros adolescentes. Porque eu vejo que hoje os adolescentes eles se acham, os adultos sabem mais do que nós. >> Sim. >> Entendeu? Tudo eles sabem. >> É o que o que que o que que acontece com a gente, com o o ser humano, tudo aquilo que dá muito trabalho, a gente tende a aiu, eu fujo daquilo, >> a gente acaba, vamos dizer, procastinando isso >> é. E aí então para não ter trabalho, porque é confronto, educação, né, dessa de do jeito em que os adolescentes vêm de volta, vamos dizer assim, né, com os adolescentes que não entendem, é confronto e dá trabalho. Isso são várias vezes que você vai dizer e eles vão vir com argumentos, eles vão vir eh que o fulano faz, que o ciclano faz, que eu também quero e bá. Mas você precisa ser firme. Os pais hoje em dia não querem isso porque já estão também assoberbados de tantas coisas, porque estão preocupados em trabalhar demais, em ter cada vez mais, em em ter status, né, para que os outros vejam. E são tantas dobras, né? São tantas situações, são tantos os aspectos que os pais acabam então se tornando amigos dos filhos e aí não falam não e aí as coisas vão vão vão vão >> cedendo e e as coisas vão piorando cada vez mais. >> Foi engraçado, né, que eu chamo às vezes o meu filho pelo apelido dele, né? >> Aham. >> Aí ele fala: "Mãe, você não é meu amigo, não". não". >> Ah, olha isso, que bacana. É minha mãe. Ele >> já ouviu você dizer, olha, eu não sou sua amiga, apesar de ser amiga, mas o nosso relacionamento é outra, diferente, né? Você [risadas] precisa olhar para mim como alguém relevante, alguém de autoridade na sua vida, né? Eu sempre procuro dizer para eles, né? Assim, vocês vão ter muitos amigos, mas não vai existir melhor amigo do que pai e mãe. >> É, não vai. >> Vocês têm que ter esse entendimento que o pai e a mãe, vocês, certo ou errado, vão continuar sendo seus amigos. Nós vamos corrigir no erro, >> mas vamos continuar amando, >> né? E vamos te ensinar o caminho que deve andar. >> A a as pessoas elas se esbarram nisso porque é filho, porque eu amo demais, eu passo a mão na cabeça, eu deixo fazer do jeito que não >> é é isso que nós não dizemos que nós somos amiguinhos dele. >> Isso é por isso então que eu vou dizer: "Não, ei, você tá equivocado, isso tá errado, >> né? mesmo sendo seu filho. >> Então, por Mas existe hoje uma crise dessa geração que eles não aceitam correção. >> Existe. >> Não existe nessa crise é total. >> E assim existem jovens até os adolescentes são principais. Para mim acho que assim a fase mais difícil é a adolescência. >> Sim. Mas por conta de todas as mudanças, né? Mas eu acho que é mais acessível do que um jovem até do que um adulto. >> Jovem jovem. Eles eles a gente consegue muita dificuldade, >> a gente consegue ter mais acesso. Então, >> ter mais acesso porque é é um é um é uma criança que ainda não é jovem que tá passando por um, né, tá precisando. Então, o que que nós precisamos fazer? Acolher, dar atenção, dizer, senta aqui, fala, me fala sobre o que tá no seu coração, coração, >> tá? Eles passaram então menos tempos de fragilidade do que os jovens ou os adultos. Então fica mais fácil da gente acessar o coração deles. >> Eles têm menos tempo expostos à fragilidade. >> Então seria um uma ideia de que nós temos essa, vamos dizer assim, mas essa facilidade de alcançar o coração deles, tá? Agora, como é que, deixa eu só fazer uma perguntinha aqui, Monique. Como é que os pais eles podem lidar com os filhos que contestam, por exemplo, valores, crenças ou até rejeitos, ensinamentos dentro de casa? às vezes a fé >> é é eh eh continuar, né, nós dentro de casa, os pais, né, continuar do mesmo jeito que sempre foi e corrigindo. Olha, não é assim que a gente vai fazer dentro de casa. Vai continuar do mesmo jeito. Olha, vai Olha, vai >> mantendo os princípios, os valores, a ética, a moral, a fé, mantendo aquilo ali. Mantendo aquilo ali. Não muda. Você hoje é um adulto. Isso. Você hoje é um adulto. OK. Você pode ter uma opinião diferente da minha, mas >> nossos princípios, os valores, a nossa >> o nosso ambiente é esse. Enquanto você viver no nosso ambiente, você tem que viver no nosso ecossistema. >> Isso. Isso é muito legal porque às vezes assim, a pessoa não entende que o, como eu te falei, né, os vencedores não são aqueles que nunca falham, mas sim os que nunca desistem, né? Porque o erro ele faz parte do aprendizado, >> né? O homem vai errar >> como humano, ser humano. Mas aí tem pessoas que não conseguem ensinar os filhos a enxergar o fracasso como oportunidade de crescimento. >> Aprendia de crescimento. É isso aí, né? Isso. Isso. >> E aí, como é que a gente eh pode dar uma ferramenta para ensinar eles a não desistir, terem motivos para não desistir? Assim, eu sei que você deve ter vários relatos dessas experiências, >> mas assim, alguma coisa que você já orientou, orientou, >> ó, ensina teu filho por aqui, não deixa ele desistir, porque eu sei que vocês acabam sendo conselheiro, não tem jeito, pais, >> acaba sendo conselheiro. Eh, assim, eu lido, né, com os pais que t os filhos, né, diferentes, que são os neuros divergentes, né, >> os neurotípicos. Isso. E e o pai lidar com uma situação dessa é muito difícil, >> sim, >> né? O pai lidar com o filho, o pai que eh tem mais do que um filho, né? Um filho é diferente do do do outro nesse aspecto, a aceitação do pai. Então, é eh é algo que é complexo, >> lógico, né? Mas eh ensinar essa pessoa a ter um olhar diferente, a ter um olhar compreensivo, a ter um um olhar de de cuidado para característica de cada um, né? Seria um olhar de compaixão mesmo. >> É o filho que tem as suas dificuldades, ele não vai conseguir eh tirar umas boas notas na escola e tá tudo bem, né? Tá? Então, eh, >> mas ele vai ter suas qualidades, >> mas ele vai ter suas suas qualidades, aptidão para outras coisas. Então, assim, eh, fazer com que a pessoa abra o leque de eh, não é de oportunidade, porque não é de visão de de >> amplitude das características que aquela que aquele ser tem, >> né? E como que ele, como pai e mãe, precisa conduzi-lo para que ele também se sinta importante, para que ele se sinta capaz, para que ele se sinta parte? Entendeu? >> Isso que você tá falando e não sei se lá na na atitude do Valqueir, como é que tá o Ministério da Família? Os cursos tem avançado lá? Vocês tm avançado? Vocês t um convite para voar lá? >> Não. >> Então, esse é perfeito para você. Eu eu eu nunca nem tinha ouvido sobre isso. >> Deixa te falar o que que é esse curso. Esse curso, Um convite para voar, ele é direcionado para famílias atípicas. Por quê? É uma psicóloga eh americana que ela tem um filhos atípicos, ela começou a estudar sobre essas atipicidades e aí ela começou, tem entendimento, foi pra neurociência, começou a estudar, ela escreveu um livro para famílias que são eh atípicas. Não é a criança atípica, a família é atípica. >> Sim. É porque, >> e aí ela escreveu um livro em cima disso, dando uma ferramenta >> em cima do que você tá falando, para ajudar os pais a lidarem e a demonstrar como eles podem passar nessa vida por isso. Porque vamos lá, eu tenho um filho que tem um QI, >> o outro que tem um QI um pouco menor e o outro que é atípico. E aí, como eu vou lidar nessa situação? Eu tenho três situações dentro de casa, mas a família é atípica. >> Um não é melhor e o outro não é pior, mas a família toda se torna, porque vão ter que aprender a conviver. com as suas diferenças dentro de casa. >> Ela usa que como Jesus todo mundo tem lugar na mesa. >> Isso aí. >> Isso é muito legal. >> Exatamente. >> O nosso tempo tá correndo aqui e eu queria saber sobre os adultos, que a gente tá falando muito de criança, adolescente, mas a gente vê hoje muitos adultos cometendo os mesmos erros porque não são ensinados. É, sabe um ponto que eu enquanto nós conversávamos aqui, enquanto eu eu tava pensando sobre o tema, né, eh as pessoas elas não são ensinadas a ter a autorresponsabilidade das suas ações. >> Isso aí dá corte. >> É falar as pessoas não são ensinadas, repete, repete, >> não são ensinadas a a ter a autorresponsabilidade das suas atitudes. Errou, errei, mandei mal. Fulano ciclano, me desculpe, né? Mic, >> como é que eu não tô doido? [risadas] Que que eu falo em casa direto, gente? Todo mundo erra, eu erro. Custa vocês entenderem e reconhecer, pô, eu errei >> porque nunca ninguém foi >> nunca ocupado. É tipo, tá? O troço aqui, tá? Como esse objeto chegou até aqui? >> Não fui eu. Não fui eu. Não fui eu. Começou. Não fui eu. Então aí eu digo assim, o avô de vocês que tá falecido deve ter vindo aqui. Vocês estão acreditando em espírito. Agora não tem nem mais um crente aqui, não, né? Acredita em espírito. Veio aqui e colocou o copo. Aí fica todo mundo mudo. Falou: "Gente, eu sei, eu erro. >> Traavanca os relacionamentos. simples reconhecimento. >> Porque quando a gente reconhece que a gente mandou mal numa fala, que a gente não fez o que deveria ter feito, que a gente tenha a oportunidade de >> corrigir >> de corrigir e fazer diferente, aí então escrever uma nova história, né? E todos ficam felizes. >> O adulto não consegue entender que ele tem que ser ensinável. >> Ele tem que ser ensinável. Mas isso parte da autorresponsabilidade de ter essa humildade, >> de ter essa humildade. E às vezes a gente fica rodando ciclo. >> Tu lembra daquele do do Vamos, não sei se tu já assistiu, do Faustão, que tinha aquele cara que fica rodando, rodando, rodando com o negócio na cabeça. Aí manda andar. Quando andava batia para tudo que é lugar. É isso aí que tu falou. A falta de autorresponsabilidade causa isso. A pessoa fica desnorteada. E como é algo que é orgânico, ele precisa acontecer, a gente se frustra, a gente fica mal, porque no fundo, no fundo, a gente sabe que a gente fez algo que não foi bom, mas a gente não consertou aquilo, então aquilo fica dentro de nós e aí eu acabo que eh desanimo, eu acabo que eu desisto, eu me torno um ser fechado dentro de mim mesmo e não dou oportunidade para mim mesma de florescer. Acho que isso tem muito a ver com orgulho e vaidade também. >> Com certeza. Sem >> total isso aí. [risadas] >> Ou seja, Eclesiaste quando sabe Salomão fala que vaidade é vaidade. É pronto. Tudo é ilusão. >> É tudo no final ele diz que tudo gente o livro de Eclesiastes para mim é algo assim tão reflexivo. É isso aí. >> Porque você imagina um homem chegar no final da vida, >> né? E olhar para trás e e chegar na seguinte frase, né? Tudo é ilusão, é vaidade, né? >> Ou seja, chamada cajadada santa, né? >> É, nem fala. >> Tu toma aquela cajadada santa que tu fica desnorteado, tu não sabe para onde vai. E aí a gente falando sobre a questão de Salomão, a gente tem que falar sobre o ser ensinável na vida cristã. cristã. A gente vê que Jesus, ele foi mestre, ele passou grande parte da vida dele aprendendo. >> E aí é que tá. As pessoas não entendem. Jesus ensinou durante 3 anos, só que ele passou 30 anos aprendendo. Ele só passou 10% da vida ensinando. >> Ou seja, a maior parte da vida a gente passa aprendendo. >> A gente aprende, eu digo, né, >> a gente aprende até o último dia de vida. Quando a gente quer, mor, sim. >> A gente precisa ser intencional. O que que as pessoas fazem? Só querem aprender o que interessa para ela. >> Opa. só quer aprender o que vai dar status, o que vai dar poder, o que vai dar like. >> E isso. E a gente aprende quando? >> Com todo mundo em todo tempo. A gente aprende com o porteiro quando a gente quer, a gente aprende com caixa de supermercado quando a gente quer. A gente aprende até olhando às vezes uma situação, mas a gente precisa ser atento, >> né? A gente precisa ter aquilo, olhar atento. Eu aprendo até quando o dia tá tão nublado e eu falo assim: "Meu Deus, >> né? E eu queria tanto um sol para secar a roupa de casa, um exemplo, né? Mas o senhor, mas não tem, é coisa simples do cotidiano, né? Eu preciso tanto mas tá nublado demais, mas enfim, tá bom, né? É, então a gente aprende em todo o tempo, mas a gente precisa ser intencional, olhar para as situações com atenção, dar atenção pras pessoas também, sabe? É e é estar ali com a pessoa e de fato estar olhando para ela, ouvindo o que ela tá dizendo, não pensando em outras coisas, né? Não pensando no que eu tenho que fazer nos afazeres da casa, como se tivesse assim, bora, fala logo, acaba que eu preciso ananá, né? E aí, poxa, >> tipo, vamos embora que a próxima página, >> vamos Isso aí, né? Então, eh eh nós precisamos voltar para aquela época de brincar na rua. Não vai acontecer, né, do jeitinho que era, mas de dar importância ao que tem importância de fato, a fala do do outro, não achar que por você não é tão importante aquilo que é para um exemplo, a a Monique também falando de algo que para ela é importantíssimo, mas para mim não é. Eu tiro de letra que a Monique tá dizendo, mas nem por isso eu não vou ouvi-la. Eu não vou dizer: "Olha, eu vou est orando por ti, né? Eu eu falo que isso é compaixão. >> É >> É >> porque a a a as pessoas que são sanguíneas, ela não tão tipo assim, ai ai ai ai, ela é muito melancólica, ficar ali sofrendo. Ih, vamos pra frente. Gente, Gente, >> foi bom você falar nisso [risadas] porque o que que eu defendo? >> Vamos lá. >> Isso é coisa de Raquel, né? [risadas] [risadas] >> É Rute ou Raquel? Raquel. [suspirando] >> Eh, com Jesus a gente aprende a equilibrar. Ótimo. Ótimo. >> O nosso temperamento, a nossa personalidade, as características que a gente tem. Precisa ser assim. Ah, eu não consigo. Consegue? Com Jesus a gente pode, >> é o domínio próprio, >> sabe? É, é ser mais acessível, >> deixar o fruto do espírito, >> deixar o fruto. Eu preguei sobre isso no sábado, >> o fruto do espírito, porque o tema que me deram ela era mulheres frutíferas. Eu ainda disse lá, né? Eu falei assim: "Ah, vocês acharam que eu ia falar aqui que Jesus é a videira, eu ia vir em cima daquele e vocês são os frutos." Não, eu vim sobre algo muito mais profundo e sério. >> Logo o fruto do espírito foi fundo. >> Porque é e são vários, né? Gomos verdade >> que você precisa dar conta. >> Então nós somos responsáveis. Se ele deu isso pra gente, nós temos que estar em busca desses todos esses oito cultos, não de não de >> não é só um. Ah, hoje eu tô assim, amanhã eu tô assim. Hoje eu amo. Hoje eu não, eu não tenho paciência não. Domínio, tô sem. >> Eu não tô dizendo com isso que é fácil. Não, >> não. E não tô dizendo um dia você não vai cair. >> Mas é que você falou, é autorresponsabilidade. Vê que você caiu, pô, errei. Hoje eu fui péssima nisso. Desconhecer que deixou falhar. >> É, é bom a gente ter nos conhecer, né? Porque a gente se conhece. Depois de Deus, nós somos as pessoas que mais se conhecem. Então, é bom a gente se se conhecer, mas é bom também a gente trabalhar a nossa fé para crer que com Jesus a gente pode equilibrar todas essas nossas >> e respeitar o outro. >> Respeitar outro. >> Então, o pastor Josué fala muito disso no culto, né? Não adianta eu ir pro culto e não levar o culto, né? Ou seja, muitos muitos frequentam a igreja há anos. anos. >> Eh, e parece que não amadurece espiritualmente. Por quê? Existe uma diferença entre ouvir a palavra e viver a palavra. >> Viver a palavra. E viver isso dentro do meio eclesiástico, dentro da igreja, é muito difícil você lidar com pessoas que já estão há muito tempo na igreja. E eu não não é isso não é julgamento, né? Mas dentro da igreja, pelo menos, a gente tem o nosso livro, né, o manual de regra de fé e prática, que tá ali para todo mundo, né? Tá, tá ali de Gênesis Apocalipse. Só tem um trabalho ali de ler ler >> os adultos, é os adultos que a gente convive, né, dentro da igreja que ainda não estão, né, sabendo lidar com as frustrações, ainda não tem para si autorresponsabilidade, ainda não não aprenderam, né, a a a lidar com a demanda da vida adulta, né, porque às vezes a pessoa tem 60 anos, ela não aprendeu a lidar com a vida adulta porque tem coisas lá na infância dela, né, e tal. Eu eu acho também assim que a gente tem é um gancho também que eu vejo muita gente, ai mas eu sou assim porque a minha criação foi assim. Não, isso aí você tem um livre arbítrio, então você escolhe >> isso. >> E é o que eu falo, ah, ah, assim, a a separação do meu pai e da minha mãe foi uma meio contorbada. Eu podia jogar todas aspas, não, mas os meus erros foram escolhas minhas, porque eu sou adulta adulta >> e eu tive a escolha de fazer o certo ou errado. >> E aí a escolha que eu escolhi vão vir o quê? As minhas coleitas, >> as consequências. Então, pra gente encerrar aqui, a gente vai falar agora sobre o legado e o propósito. E eu queria que você pudesse deixar uma mensagem assim pros pais, educadores, líderes, >> para todos que estão nos assistindo no geral aqui, que nós temos eh diversas eh faixa etárias, né, classes profissionais, classes sociais, pessoas de diversas gamas estão assistindo a gente aqui. Qual seria a principal lição sobre o poder de permanecer ensinável ao longo da vida? eh, colocar em prática o nosso propósito, né? Eh, a gente aprende até o fim das nossas vidas, mas a gente também tem um propósito a ser cumprido, que no que se se refere a Deus, eu preciso ser ensinável para que ele me conduza ao cumprimento desse propósito. Todos nós temos, né? Então, se eu resistir a Deus, como eu vejo que muitas pessoas fazem, né, diante do propósito dele, porque a gente não não tá, a gente não aceita o sofrimento, né? A gente não aceita passar por situações difíceis, a gente quer sempre viver coisas boas, porque Deus é bom. Deus, Deus, Deus é amor. E como assim, né, a gente sofrer, a gente passar por coisas, né? Então eu estar diante de de Deus, né, com obediência, crendo que ele sabe o que é o melhor para mim, eu vou conseguir viver uma vida aonde ele vai me condicionar e me direcionar ao cumprimento do meu propósito. Eu sei que é algo profundo isso, né? é forte, >> forte. Mas eu queria muito, né, que todos aqui que estão nos assistindo tivessem em mente de que há um propósito nas nossas vidas e que Deus é aquele que nos eh que nos orienta, que nos move, que sabe o que é o que é melhor pra gente e ao caminhar da nossa trajetória nos leva ao cumprimento. Cabe a nós sermos obedientes, cabe, cabe a nós sermos submissos, cabe a nós aceitarmos, né, a soberania dele. >> É verdade. >> Ou seja, temos que aplicar o versículo de que é melhor obedecer do que sacrificar, né? >> É. E pros pais, eh, você tem nas mãos a incumbência, né, de cuidar de um ser. Você imagina, gente, um ser sendo criado na bar, eh, sendo gerado na barriga de uma mãe, né? Então você tem a a incumbência, a responsabilidade de cuidar de algo que é eterno. >> É verdade. >> Um presente que Deus deu para você que não é seu, mas que é seu. Então é algo forte. Então não seente, né, de não é ser perfeito, porque a gente não vai ser, né, mas não se insente das suas responsabilidade do aproveitar cada momento do do se sentir como responsável mesmo, né, pela trajetória da daquele ser. >> Muito bom, Raquel. Eu quero te agradecer muito pela tua disponibilidade, a tua esse coração generoso em tá passando, né, esse teu conhecimento, são informações e vivência, né, porque é vivência, o que você tá passando é vivência, é o dia a dia, é na tua vida profissional, na tua vida cristã, né, que as duas andam juntas, porque o cristão ele é cristão dentro e fora da profissão. 24 horas não existe o cristão é desconectada. E assim para você deixar só aqui um um seria um testemunho, tá seu. Qual foi a lição mais importante que a vida te ensinou e que você gostaria de ter aprendido muito antes? que eu sou a pessoa mais importante. Porque quando a gente tem esse entendimento, a gente eh eh se preserva, a gente aprende a dizer não, a gente aprende que tem algo eh de precioso a ser colocado para fora através da nossa vida, né? as pessoas não fazem com a gente aquilo que elas querem, né? Quando a gente eh sabe o valor que que a gente tem, >> conhece a sua verdadeira identidade. >> Exatamente. Então, é o que o que eu aprendi, né, que gostaria de ter aprendido antes, é que eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Depois de Deus, claro, né? >> Sim, com certeza. >> E aí, então, a gente é livre, né? Quando a gente aprende isso, a gente é livre, porque a gente, se eu aprendo que eu sou a pessoa mais importante, eu vou ser completa em mim. Eu vou, eu vou ter o entendimento da, da identidade que eu tenho. tenho. >> E aí eu vou ser uma melhor filha, eu vou ser uma melhor esposa, uma melhor mãe, eu vou ser uma melhor profissional, porque eu sou certo de quem eu sou uma cidadã. Exatamente. >> Você vai exercer o teu melhor papel. >> Exatamente. >> Dentro da sociedade, num todo, no geral. E primeiro como serva de Cristo, né? como serva de Cristo. >> Ele é a pessoa mais mais importante da minha vida, mas no campo, né, material, eu sou a pessoa mais importante da minha vida. >> É porque se você não está bem, você não vai poder >> primeiro tem que estar bem consigo. >> Muito obrigado aí pelo seu compartilhamento. >> Eu que agradeç >> de um breve testemunho e para que todos entendam, né, >> que o primeiro lugar é você estar bem consigo mesmo, entender que você é a pessoa mais importante para você e para Deus. Isso. >> E você vai conseguir ser importante para os demais. >> Isso aí. >> Obrigado e que Deus continue te usando, te capacitando. Fala teu Insta aí, quem quiser te procurar, deixar uma mensagem lá, quem sabe pedir uma instrução, visitar a nossa igreja, né, Atitude de Vila Valqueire, quem mora lá por perto, né? Tá você e o pastor Gilberto lá no Insta. Insta. >> É, tu não sabe o insta boner @raquelner. >> Isso. >> Muito bom. Então, a gente vai colocar na descrição, tá? Te agradeço. Um abraço pro pastor Gilberto, pra família. Deus abençoe, que Deus continue usando, capacitando vocês, direcionando. Obrigado pela tua disponibilidade. >> E a você que nos assistiu, muito obrigado. Se ainda não está nos seguindo nas redes sociais, siga-nos aí. @ministéridafamiliaba @attitudfamiliacch e curte, comenta e compartilha aqui nesse videozinho do Instagram e faz o seguinte, rapa ele aí para poder dar mais enganjamento. Deus abençoe, saúde, paz e prosperidade. Até o próximo, família. [música] >> [música]