Bom dia. >> Vamos ver. Temos meninas e meninos no recinto. [risadas] Bom, meu nome é Monique Marinho, sou lá da Igreja Batista Atitude em São Cristóvão. Meu esposo Márcio esteve aqui já tem um tempinho, acho que ele deve ter vindo aqui no ano passado, se eu não me engano. E é uma honra para mim estar aqui com vocês hoje. E hoje eu vim acompanhada da minha amiga Carol, que também é membro lá da nossa igreja. Ela que lidera a dança do setor de arte lá, lidera células também. E nós viemos aqui hoje para trazer uma palavra ao seu coração. E Deus no ano passado, ele me deu um desafio e eu, como uma filha obediente, as duras penas, eu lancei um livro eh no início desse ano que conta um pouco da minha história. E hoje eu trouxe para vocês uma palavra que foi a palavra que Deus me deu quando eu fui fazer o lançamento desse livro. E falar de passado não é algo que a gente gosta muito, porque o passado geralmente ele pode ter coisas boas, mas ele também tem coisas que a gente gostaria na realidade de ter, de colocar numa gaveta, trancar e jogar a chave fora. E aí quando a gente fala assim, não, vamos abrir essa gaveta para ver o que que tá aqui e saber se realmente você precisa ter essa gaveta. Será que não é a hora de você largar essa gaveta de vez? Será que não é a hora de você, ao invés de ter uma gaveta guardado algo ali e uma chave jogada fora, você não tem que jogar esse móvel fora? Então, falar de passado não é uma coisa legal. Existem histórias que tem coisas muito lindas, muito maravilhosas, mas tem histórias que a gente prefere nem lembrar, prefere que ninguém comente, prefere que nem seja mexido, porque são dolorosas demais. Existe capítulos que você conta da sua história com muita alegria e fala: "Nossa, isso aqui foi muito legal que eu fiz, que eu construí, mas isso aqui eu prefiro esquecer". esquecer". Muitas pessoas passam anos e às vezes a vida inteira carregando pesos do passado, pesos que são abandonos, feridas, mágoas, são dores. E às vezes a gente acaba acreditando numa mentira que é melhor silenciar silenciar porque vai resolver. a gente esquecer, fingir que aquilo passou e esquecer. Só que na verdade a gente continua carregando aquilo, aquela dor, aquela mágoa, aquela rejeição, aquele sentimento. E por vezes ou outra esse sentimento ele volta ou ele se transforma em uma ferida tão grande que a casa acaba acarretando em hábitos seus e comportamentos carregados daquelas mágoas, carregados daquelas mentiras, carregados daquelas dores. E é sobre isso que eu vim falar com você. E pra gente conversar sobre esse tema, eu quero que você abra sua Bíblia em Isaías, no capítulo 43, e a gente vai ler do verso 1 ao 7. Então, nós vamos falar hoje sobre histórias, nós vamos falar hoje sobre passado. E o tema e o tema que eu trago hoje para você é: O passado não define o seu futuro. Amém? Você crê nisso? O passado não define o seu futuro, por mais doloroso que ele tenha sido, por mais eh triste, por mais carregado de dores que ele tenha sido. E talvez você tenha chegado até aqui. Eu não sei a sua idade, mas talvez você tenha chegado até aqui acreditando que aquilo que você viveu há anos atrás, quando você tinha 6 anos, quando você tinha 15, quando você tinha 20, 40, que isso que você viveu define a sua vida hoje e define o que você vai viver daqui pra frente, a partir de amanhã. Mas eu quero te trazer esse tema hoje, o passado não define o seu futuro. E nós vamos ler no capítulo 43 de Isaías, que diz o seguinte: "Mas agora, diz o Senhor, que o criou, ó Jacó, e que o formou, ó Israel, não tenha medo, porque eu o remi, eu o chamei pelo seu nome. Você é meu. Quando você passar pelas águas, eu estarei com você. Quando passar pelos rios, ele não submergirão. Quando passar pelo fogo, você não se queimará. As chamas não atingirão, porque eu sou o Senhor, seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador. Dei o Egito em resgate por você e a Etiópia e Sebá, para que você fosse meu, visto que você é precioso aos meus olhos e digno de honra, e porque eu o amo, darei homens por você e povos em trocas de sua vida. Não tenha medo, porque eu estarei com você. Trarei a sua descendência desde o oriente e a juntarei desde o ocidente. Direi ao norte: entregue e ao sul: não os impeças de sair. Tragam os meus filhos de longe e as minhas filhas dos confins da terra. Todos os que são chamados pelo meu nome, eu os criei para minha glória. Sim, aqueles que formei e fiz. Senhor, eis aqui a tua palavra, Deus. Usame-me, ó Deus, nas tuas mãos como barro, como vaso nas mãos do olheiro, Senhor, nessa manhã, que a tua palavra seja aqui instrumento, ó Deus, de transformação, de libertação, para honra e glória do teu nome, Jesus. Amém. O livro de Isaías foi escrito num período muito difícil do povo de Israel. O povo de Israel aqui no capítulo 43 ele se encontrava mais uma vez no exílio. O contexto envolve perda de identidade, mas também promessa de restauração. O povo ele tinha sido levado. O templo de Israel, o templo de Jerusalém tinha sido destruído. destruído. O povo mais uma vez tinha abandonado o Senhor e trocado ele pela idolatria. O povo estava envolto nos pecados e da idolatria. E mais uma vez o Senhor vinha aqui trazendo promessa de restauração, promessa de trazer esse povo de volta. Isaías está falando de um povo que carregava na sua história pecado, carregava na sua história disciplina de Deus, exílio, mas também muito sofrimento. Esse povo, ele vivia períodos de, quem já estudou o o Velho Testamento vai até se irritar com o povo de Israel, porque o povo ele pecava, o Senhor ia lá, perdoava, aí o povo pecava de novo, aí passava por sofrimento, aí o Senhor ia lá, perdoava e ajudava. E era assim cíclico, pecado, sofrimento, perdão. Pecado, sofrimento, perdão. Essa era a história do povo de Israel. O povo de Israel vivia nisso. Pecado, disciplina de Deus, exílio, sofrimento. Humanamente falando, aquele passado poderia já definir o futuro do povo de Israel, que era de quê? pecado, sofrimento, perdão, pecado. Então ali humanamente falando, a gente já via que o povo ele tava fadado aquilo, mas Deus inicia o texto afirmando não o que ele tinha feito, não o que o povo tinha cometido. Ele começa o texto mostrando pro povo quem é que remia ele, quem é que dava a identidade dele. Então ele começa o texto dizendo: "Agora diz o Senhor que o criou. Quem foi que criou o Senhor?" Então o Senhor aqui ele começa já determinando a identidade daquele povo, criatura dele, feito pelas próprias mãos dele. Então assim como o povo de Israel aqui, aqui, o Senhor ele também ele quer nos trazer a memória e dizer para nós que o passado não define o nosso futuro porque Deus redefine a nossa identidade. Talvez você tenha tido uma infância em que falavam algo de você que o Senhor hoje não diz que você é. Talvez você tenha tido um pai, uma mãe, um tio, um avô, uma avó que te maltratou muito, que falou palavras pesadíssimas para você e que até hoje você se lembra disso e muitas vezes ainda traz sofrimento, muitas vezes ainda determina o que você pensa ou faz. Porque, por exemplo, eu tinha uma irmã, eu tenho uma irmã e a minha mãe, ela sempre falava muito paraa minha irmã que a minha irmã era burra, que ela não aprendia as coisas com facilidade, que ela tinha muita dificuldade de entender as coisas. Só que ela não falava de forma amorosa, ela falava assim: "Você é burra demais. Ainda bem que você tem um pai, que aí o teu pai vai pagar tuas contas, você não vai depender de ninguém, não vai depender de você. Porque se depender de você, você não vai prestar para nada, porque você é muito burra. Você não aprende as coisas, você não entende o que a professora fala. E no meu caso, a minha mãe se separou do meu pai muito cedo. Meu pai biológico, eles se eles se separaram mais ou menos quando eu tinha uns 2 anos de idade. E nesse período, só para você entender quem de que da onde que eu vim, a minha mãe, ela era uma prostituta no em Copacabana e o meu pai ele era ladrão em Copacabana. Então, a minha mãe, ela era uma mulher da vida e o meu pai era um homem que roubava os gringos em Copacabana. E neste cenário, em 1987, nasceu eu. nasceu eu. Você imagina que pessoas que vivem nessa vida tem vícios? Então, eu nasci também de pessoas viciadas, alcólatra e viciado também em drogas. O que que você diria de uma criança que você vê andando com um ladrão e uma prostituta, viciados e alcólatras? Você diria que ela estaria hoje aqui pregando para você? Pois é, porque o passado não define o meu futuro. Deus. >> Amém. E eu nasci nessa situação, nesse cenário. E aí minha mãe com quando eu tinha mais ou menos uns do anos, ela fugiu de casa fugindo desse homem por conta de violência deles. Eles brigavam muito, chegavam até a ter questões com armas de fogo. Enfim, ela houve, teve alguns livramentos, mesmo ela sem conhecer o Senhor nesse período, teve alguns livramentos e eh ela foi conhecer o pai da minha irmã, que ela casou novamente, foi morar com ele e ali nós ficamos mais ou menos até ter uns 5 anos quando ela se separou novamente. Também não era um relacionamento tranquilo, existia muita violência entre eles. E depois disso eu acabei indo morar com a irmã desse meu padrasto, que era o pai da minha irmã, porque a minha mãe se separou, não tinha condições de ficar comigo ainda. Ela teve que voltar pra vida porque ela não tinha eh estudos, ela não sabia fazer outra coisa. Era o que ela conhecia. Por quê? Porque a minha avó era prostituta. Então tudo que ela conhecia de ganhar dinheiro era prostituição. Mas isso era o quê? um ciclo que se repetia. Lembra do povo de Israel? Você acha que o povo de Israel, aquele ciclo que se repetia, eram os mesmas pessoas? Era o avô, o pai, o filho, o neto, porque foram anos, foram gerações, então era ciclos que se repetiam. E na mesma situação estava acontecendo na minha casa, ciclos que se repetiam. A minha avó era prostituta, a minha mãe era prostituta. O que que o diabo queria? queria? Pois é. Só que o Senhor quando ele entra, ele muda tudo. E aí, gente, a minha mãe não tinha condições de ficar comigo. E aí eu fui morar com uma tia. Nessa período que eu fiquei com a minha tia, que foi mais ou menos um ano, eu conheci a palavra, porque a minha tia era da igreja adventista. Ali eu conheci Deus, Jesus, o céu, o inferno. Eu entendi que existia o bem e o mal, porque até então eu não conhecia nada disso. E ali eu fui recebendo a palavra. Pois então passou o período que eu tinha que ficar lá. Minha mãe conseguiu construir uma casinha chão batido, sem nada de de de muito conforto, me pegou de volta e fui morar com ela pela primeira vez. Eu fui definitivamente morar com ela. Nesse período foram os piores anos da minha vida. Eu descobri que a violência que a minha mãe sofria não era por causa dos homens. A minha mãe era uma mulher violenta. E com essa violência quem acabou sofrendo toda essa violência fui eu. Então ela me violentava de forma exagerada, a ponto de em alguns momentos ela me enforcar. ela chutar as minhas costelas. Teve uma vez que eu queimei uma panela de quiabo. Ela pegou a panela de quiabo quente e jogou na minha cintura. Eu tenho a marca até hoje da queimadura. Outro dia ela tava indo para final da tarde, tava indo trabalhar. E aí ela falou para mim e pra minha irmã, olha, não saiam de casa. A gente foi levar ela no ponto, vocês vão voltar daqui do ponto para casa, vão entrar, trancar a porta e não vão sair mais. Beleza? A minha irmã estava com uma bola, uma bolinha batendo na bolinha. Ela tinha uns se anos e eu devia ter uns nove. Minha mãe foi, aí a gente voltando para casa, minha irmã batendo uma bolinha, a bola rolou e foi para um terreno baldio. E aí eu falei assim: "Não vai pegar ela: "Não, eu tenho que pegar minha bola." Minha se anos, n? Minha bola, minha bola. Falei: "Não vai pegar, ela vou pegar". Ela entrou correndo atrás da bola. E aí eu fui atrás dela. Quando chegou lá, tinha uns homens trabalhando, só que a minha mãe voltou. para pegar alguma coisa em casa. Quando ela voltou, ela pegou a gente no terreno baldinho. Adivinha quem apanhou? Eu, porque eu era mais velha. Ela pegou um cabo de vassoura, mas me bateu tanto, [limpando a garganta] tanto. Ela me batia na perna, no braço, na cabeça, que determinada hora ela bateu na minha cabeça, o cabo veio e entrou, abriu a minha cabeça. E aí eu sentia aquele sangue quente escorrendo no meu pescoço. E aí eu botava a mão e eu gritava e ela me batendo. E eu gritava, eu para, para, tô sangrando, eu tô sangrando e ela ficava cega. Quem conhece uma pessoa que é movida pela ira sabe do que eu tô falando. A pessoa fica cega, ela não tem limite, ela só percebe o que fez depois. E essa era minha mãe. Ela era extremamente irada, violenta. Mas Mas eu tô contando só um pouco para vocês do que eu vivi. Teve um dia, inclusive que eu tava tão marcada, mas tão marcada. que o meu padrasto, ele de 15 em 15 dias ia buscar minha irmã. Na maioria das vezes, a minha mãe deixava eu ir paraa casa dele também, só que algumas vezes ela não deixava, porque eu tava tão roxa, tão machucada, que ela não deixava ele nem me ver. El, ela não batia na minha irmã como batia em mim. Sabe por quê? Porque ela dizia assim: "A sua irmã é meu potinho de ouro, porque o pai dela paga pensão. O seu te abandonou e eu não sei nem onde tá. E eu cresci ouvindo isso, que eu era abandonada, rejeitada, a minha irmã tinha pai, eu não tinha. Então eu apanhava porque eu podia apanhar porque ninguém cuidava de mim. Inclusive, no dia que ela foi me levar no hospital, quando eu abri a cabeça, ela falou: "Se você me denunciar, vão te levar para Fer bem e eu vou ser presa, mas você não vai ter mais ninguém, porque tudo que você tem sou eu, porque você não tem pai, então você só tem eu." E eu cresci ouvindo isso. Só que anos depois eu conheci a história da minha mãe. Lembra que eu falei que a minha mãe também foi mãe, foi filha de uma prostituta? A minha avó uma vez ela foi trabalhar e a minha mãe deveria ter uns 8 anos e ela era a mais velha mulher. Tinha o meu tio que era um pouquinho mais velho que ela. Devia ter uns 10 anos, mas era homem. E ela era a mais velha mulher da casa. E era um em torno de cinco a sete filhos. E ela foi trabalhar, só que ela ficou dias, por exemplo, se dias fora e só voltava dias depois. Nesse período a minha mãe tinha que se virar com aquele monte de criança. Como é que você acha que aquelas crianças respeitavam a minha mãe? quando ela batia naquelas crianças lá em nos anos 60 era muito comum a violência, né, de você bater pra pessoa. Hoje existem muitas regras, hoje existem muitas eh denúncias, né, de maus tratos, mas naquela época não tinha. Para você ver, a minha avó abandonava cerca de sete crianças dentro de uma casa que não tinha teto. Era um, a minha mãe falava que era um, uma lona e que quando chovia a lona rasgava. Ela falou que uma vez eles ficaram num tipo num cantinho, chovia na casa toda. Minha avó fora de casa, meu avô alcólatra tinha abandonado a minha avó. Meu avô era de Marinha, da Marinha Mercante. Tinha abandonado a minha avó, arrumado outra mulher, esquecido que tinha filhos. Abandonou minha avó com aquele monte de criança. Minha avó foi fazer a vida e a minha mãe, que era a irmã mais velha, cuidava daquelas crianças. Então eles iam pro mercado carregar compras. Ela falava que tinha, não é da minha época, mas com certeza da época de vocês, que tinha um carrinho de roliman. E com o carrinho de roliman eles faziam, carregavam as compras das senhoras no mercado para ganhar dinheiro para poder comer. Muitas vezes os vizinhos davam comida, eles pediam. Então a minha vida, a minha mãe também teve uma vida muito sofrida. O meu avô era alcólatra e ele era violento. E teve vezes dele bater também nos filhos e antes de sair de casa. E inclusive existe uma história oculta da família que a minha tia queria me contar e eu não quis saber. Ela queria me contar. Ela: "Eu preciso contar o que que seu avô fez com a sua mãe." Eu falei: "Eu não quero saber porque eu amo meu avô e eu não quero saber. Isso não diz mais quem ele é e eu vou chegar lá". Então, gente, essa era a minha história. Se eu, Monique, fosse olhar paraa minha história e me prender a ela, onde eu estaria hoje? Quem eu seria hoje? O que eu estaria fazendo hoje? Mas o passado não define o meu futuro. Assim como o seu passado não define o seu futuro. Talvez você, como eu, tenha tido uma história difícil, uma infância difícil ou um casamento difícil, um marido difícil. Talvez você teve que lidar por muitos anos com algum tipo de vício, alcoolismo, drogas, algo que foi difícil de você lidar, alguém que você teve que cuidar por muitos anos, porque eram pessoas que você amava. E aí, em dado momento você percebeu que a sua vida tava presa naquela história, porque em algum momento você escolheu aquela pessoa para casar, aquela pessoa para viver e agora aquela pessoa tava prendendo a sua vida, a sua história. E aí até hoje você se martiriza nisso. Talvez foi algo que falaram para você há 30, 40 anos atrás, que você ainda carrega, que ainda dói, que machuca, que quando você lembra as lágrimas rolam e ninguém sabe. Talvez foi a pessoa que tá do seu lado que te machucou. Talvez são as palavras que lançaram sobre você. Talvez foram coisas que fizeram contra você. você. Só que essas palavras, essas situações que você viveu tem te paralisado ainda hoje. Às vezes você tem dificuldade de se relacionar com alguém porque um dia te machucaram. Talvez você tenha dificuldade de confiar porque um dia você confiou e te traíram. Talvez você tenha dificuldade de se abrir num discipulado, porque em alguma outra igreja você viveu isso e te machucaram. Uma liderança te feriu e você carrega até hoje. Só que a palavra de Deus vem nos lembrar aqui, o passado não define o nosso futuro, porque Deus, ele redefine a nossa identidade. Você não é o que falaram para você. Você não é o que você viveu lá atrás. Você não é aquilo que projetaram sobre você aquelas palavras. Você acha que nas horas que a minha mãe me batia, ela lançava: "Eu te amo, você é maravilhosa e linda". Óbvio que não. Eram palavras horríveis, palavras que determinavam quem eu ia ser. Você não vale nada, você não presta, você é uma, eram só palavras que eu podia hoje levar isso. E eu levei durante um tempo. Eu levei. Aquelas palavras me feriam tão profundamente que durante um tempo eu questionei a minha identidade. Eu questionei quem eu era, eu questionei o que eu deveria fazer. O diabo tentou por muitas vezes me levar pro mesmo caminho, mas o passado não definiu o meu futuro, porque Deus redefiniu a minha identidade. O dia que eu entendi quem eu era no Senhor, tudo mudou. E uma das coisas que me ajudou, não tá aqui no script, mas eu vou falar para vocês, foi um curso chamado Mulher Única. Quem é que teve a oportunidade de fazer? É uma bênção. O mulher única, ele me ajudou a entender a minha identidade. E eu percebi que muitos erros que eu tinha cometido até ali, inconscientemente, porque eu não sabia, estavam atrelados ao meu passado. estavam atrelados a ao que falaram de mim, ao que fizeram comigo, porque a minha identidade estava distorcida, porque eu ouvia tantas vezes coisas repetidamente que aquilo eu já tava tomando como verdade. Eu te remi, chamei-te pelo teu nome. Tá lá no verso um. Nesse versículo aparecem três ações importantes de Deus. Deus cria, Deus forma e Deus redefine. Ele redime a nossa vida. Criar fala da nossa origem. Falar fala do formar fala do nosso propósito. E redimir fala de restauração. Nessa manhã o Senhor quer lembrar você, a sua origem. Foi Ele que te criou. Nessa manhã, o Senhor quer te falar que ele te formou e ele te deu um propósito. Talvez você hoje na nos seus 70, 60, 80 anos ou 50, 40, não sei, o Senhor quer falar para você que você ainda tem um propósito. Não acabou o que o Senhor quer fazer sobre a sua vida. Aquilo que o Senhor tem preparado para você é muito maior do que você imagina. Não há é o fim. Você tem um propósito. Se você está aqui, querido, acredite. Você tem um propósito nesse lugar. Talvez é um neto que o Senhor quer que você fale a tua a palavra dele para esse neto para você deixar um legado. Ainda existe um legado para você construir. Ainda existe um legado para você deixar. Não importa até agora o que você fez. O que importa é daqui em diante o seu posicionamento para onde o Senhor quer te usar. Ele quer te usar. Ele quer transformar a vida de alguém através da sua vida. Criar fala da origem, formar fala do propósito, mas redimir fala de restauração. Existem pessoas nessa manhã que ainda precisam de restauração. Eu sei, você é crente, você tá salvo, mas ainda existe um plano, um propósito do Senhor para você aqui. E se você continuar carregando que você tem carregado esses anos todos, você não vai conseguir chegar até onde o Senhor quer que você chegue aqui na terra. A salvação tá garantida para você. Você crê no Senhor Jesus como seu único Salvador? Você já fez a ordenança dele, já se batizou, mas creia, existe um propósito na sua vida para você cumprir aqui na terra que está paralisado, porque você continua carregando coisas que o Senhor já ordenou que você abandone. Quando Deus redime alguém, ele redefine quem essa pessoa é. Segundo ponto, o passado não define o seu futuro porque Deus está presente no processo. Gente, eu lembro de um dia que eu estava muito triste. Eu vivia muito triste. Eu era uma criança muito triste pelo que eu vivia ali com relação ao meu pai, não ter um pai, com relação à violência da minha mãe. Então, eu era uma criança triste, que vivia com medo. tinha um medo constante porque a minha mãe era tão violenta que ela me pegava muito assim de repente. Às vezes eu apanhava por nada. Eu não sabia porque eu tava apanhando muitas vezes e às vezes eu não tinha culpa. E eu eu criei em mim um senso de justiça muito grande que até hoje se alguém falar algo que eu não fiz, eu fico muito chateada, porque é um senso de justiça, porque eu fui tantas vezes acusadas de coisas que eu não fiz e levava culpa e apanhava que eu crescia com isso, que todas as vezes eu levava culpa sem ter. E aí o que que acontecia? Quando alguém ia me criticar, eu não gostava, porque eu achava que a pessoa estava me culpando de algo. Então era uma ira que acendia em mim. Isso, graças a Deus, o Senhor tratou. Hoje eu entendo que nem todo feedback é uma crítica, é apenas um feedback para você melhorar. Mas eu demorei. Às vezes a pessoa vinha me dar um feedback para para eu melhorar. Eu achava que tava me criticando, porque a minha mãe me criticava demais, demais e até coisas injustas. Mas determinado dia eu entrei no banheiro, tava no banheiro e eu fui lavar o meu rosto e olhei no espelho. Queridas, quando eu olhei no espelho, eu olhei dentro dos meus olhos e eu lembro do pensamento que veio na minha mente. Você é única. Eu olhava dentro dos meus olhos e eu pensava: "Eu sou única. Eu tinha uns 8 anos. Não tem ninguém igual a mim. Se eu morrer, ninguém no mundo vai se chamar Monique e vai ter o meu rosto. Ninguém no mundo vai se chamar Monique, vai ter o meu rosto, vai ter a minha irmã, vai ter a minha mãe. Ninguém no mundo é igual a mim. E ali eu comecei a olhar dentro dos meus olhos e entender a minha singularidade. Quem você acha que tava falando comigo naquele banheiro? era o Espírito Santo, mas eu não conhecia o Espírito Santo. Mas isso me prova que a palavra de dele é dele é verdade. Porque a palavra dele diz assim e a gente leu: "Quando passares pelas águas, eu estarei com você. Quando passares pelo fogo, eu estarei com você. Não temas, eu estou contigo." O Senhor estava ali comigo mesmo antes de eu o conhecer. Eu lembro que eu saí daquele banheiro com uma alegria que eu nunca tinha tido antes. E eu virei paraa minha mãe, falei assim: "Mãe, você sabia que não tem ninguém no mundo igual a mim? Só tem eu." A minha mãe achou que eu tava doida, pirada, porque do nada a criança sai do banheiro falando assim: "Não tem ninguém igual a mim. Se eu morrer, não, ninguém me substitui. Só tem eu. Eu, só eu, mais ninguém igual a mim. Não existe outra pessoa que possa substituir quem eu sou. >> Ali foi algo que o Espírito Santo plantou no meu coração, porque o Senhor está presente no processo. E eu quero te dizer uma coisa, lembra daquilo que aconteceu no seu passado? Lembra daquilo que você viveu? aquele momento de dor, o Senhor estava lá cuidando de você. Mas pastora, eu fui estuprada. Mas pastora, eu fui violentada. Acredite, o Senhor estava lá vendo tudo. O pecado ele está no mundo. O pecado ele está nas pessoas. As pessoas têm o livre arbítrio, as pessoas ela elas têm escolhas. O Senhor nos proporciona isso. E é por isso que nós hoje podemos escolhê-lo. Optar servir ao Senhor, optar ter ele como nosso Senhor Salvador. É porque nós temos esse livre arbítrio. E, infelizmente as pessoas usam o livre arbítrio para escolher coisas ruins que são fora da presença do Senhor, para causar mal às outras. Só que eu quero te dizer que o que fizeram com você não define quem você é. O que fizeram com você não define o que você vai viver a partir daqui. Talvez você tenha tido um filho ingrato, um filho que te maltratou, um filho que te violentou muitas vezes, mas o que fizeram com você não define quem você é, define quem essa pessoa está se permitindo ser, porque para ela ainda existe remissão, porque o Senhor também redime essa pessoa. Acredite, o poder do perdão do Senhor não é só pra gente, é para quem fez o mal pra gente também. A minha mãe, ela também teve a oportunidade de ser remida pelo Senhor, assim como quem te maltratou também teve essa oportunidade, porque o Senhor ele está para justos e injustos, porque todos nós temos o livre arbítrio e a opção de escolhê-lo. Mas o Senhor está presente no processo. Deus não promete ausência de sofrimento para ninguém. Ele nunca prometeu isso, mas ele promete presença no sofrimento. A teologia bíblica mostra que Deus caminha com o seu povo através da das dificuldades da história. Muitas pessoas interpretam o passado como um abandono de Deus. Deus me abandonou naquele período? Nunca. Nunca. Deus diz no texto, ele revela que ele está presente mesmo nos divios difíceis. Gente, Deus ele não sai quando uma criança é violentada, ele não sai dali. Vocês estão entendendo? É difícil dizer isso. É difícil você imaginar que num sofrimento de alguém, a presença de Deus continua ali, mas a presença dele continua, porque ele é Deus onipresente, onipotente, unisciente. Você imagina a ciência de Deus, essa unisciência dele de conhecer todas as coisas, quanto sofrimento sofrimento o Senhor vê, quanta coisa ruim quando ele olha pros povos que vivem em guerra, crianças sofrendo por causa da guerra humana, mas é escolha humana. Vocês entendem isso? conseguem compreender que mesmo nessas dores, nessas guerras, nessas coisas que a gente às vezes vira o rosto, que a gente não quer ver, não quer olhar, por exemplo, uma criança pedindo dinheiro no na internet porque tá com câncer, a gente não quer ver isso, mas o Senhor vê tudo isso. O Senhor tá presente. Isso é é causa do quê, gente? de pecado. O pecado que existe na raça humana está no nosso DNA, infelizmente, ele causa todos esses danos, mas o Senhor ele não abandona a gente, ele tá presente. Então, quando nós passamos por sofrimento, nós passando por passamos por dores, o Senhor está lá e ele está pronto para nos ajudar, nos socorrer daquilo que o homem fez. Não foi o Senhor que fez. Então, para de culpar Deus por coisas que não foi Deus que fez. Quem instaura a guerra no mundo não é Deus. O Senhor é o Senhor da paz. Ele quer paz, mas nós optamos pela guerra. Quem causou dano na sua vida foi a sua mãe, foi o seu pai, não foi Deus. Para de culpar Deus por coisas que ele não fez. Sabe onde ele tá agora? Aqui querendo te curar daquilo que te causaram. Ele tava lá, ele viu, mas ele também projetou um dia, uma oportunidade de você tá aqui hoje ouvindo o que eu tô te falando. E ele fala: "Eu te remi, eu chamei-te pelo nome, você é meu". Então, o Senhor, o o passado não define o nosso futuro, porque Deus pode restaurar a nossa história. Verso 18 e 19 diz: "Não vos lembreis das coisas passadas, eis que faço uma coisa nova. nova. Você quer viver algo novo?" Deus não tá mandando você apagar a sua história. Ele não tá dizendo o apaga isso. Você não viveu nisso. Não, não. Ele tá dizendo o seguinte: que você tenha vivido isso, a sua história não vai limitar aquilo que eu quero fazer na sua vida. E outra coisa, o passado não vai limitar a aquilo que eu ainda quero fazer na sua vida. Eu já fiz muito, mas eu quero fazer mais. Não acabou. Não acabou. Eu não cheguei no limite daquilo que eu tenho para você. você. O Senhor tem redenção, restauração, mas ele também tem uma nova história para construir. construir. O passado pode explicar muita coisa, querido, mas ele não tem autoridade para determinar o futuro de quem tá em Cristo. Quando eu entendi que Deus tem poder para restaurar a história, eu disse sim ao chamado dele na minha vida. E é por isso que hoje existe um livro. É por isso que hoje existe esse livro aqui que conta a minha história, ele conta toda a minha infância nos mínimos detalhes. Eu não fui criada por um Deus que dependia das circunstâncias pro que iria acontecer comigo. Eu não fui criada por um Deus que, ah, dependendo do que fizeram com ela, é isso que ela vai ser. Não, eu fui com criada por um Deus que cria tudo perfeito, porque ele é perfeito, maravilhoso. E ele me criou do jeitinho que eu precisava ser pro chamado que ele tinha na minha vida. E ainda que eu tenha vivido coisas que o homem, no caso, a mulher escolheu que eu tivesse vivido até ali, eu não ia escolher viver presa no que fizeram comigo, mas eu quero viver presa, agarrada aquilo que o Senhor diz sobre mim, aquilo que o Senhor planejou para mim, aquilo que ele desenhou nos mínimos detalhes. E eu quero viver em prol de uma missão que ele deu, não para mim, mas pra igreja dele. Ide e pregai o evangelho a toda a criatura até os confins da terra. Então é sobre esta palavra que eu escolho viver. A pergunta que eu deixo para você, você, qual é sobre qual palavra que você escolhe viver hoje? É sobre o que falaram por para você? É sobre o que você viveu? ou é sobre aquilo que o Senhor tem falado para você toda quinta-feira aqui ou é sobre aquilo que o Senhor falou com você nessa manhã? Sobre que palavra você decide viver? Talvez eu tenha contado a minha história e você tenha lembrado de alguém, uma pessoa que teve uma história como a minha. E talvez essa pessoa que você lembrou hoje ainda vive presa nesse passado com traumas, pânico, depressão, ansiedade. A vida não avança porque ela sempre está presa naquilo que fizeram com ela. A vida não prospera porque ela continua presa no ex-marido, na filha que abandonou, no filho que morreu. às vezes continua presa numa dor terrível lá da infância. A pessoa já tem 70 anos, mas a tá presa numa dor da infância. E o Senhor, quando chegou no final do ano e ele me deu o desafio de escrever esse livro, ele falou exatamente isso para mim, que esse livro aqui seria uma ferramenta de libertação para essas pessoas, porque o que ele fez na minha vida, o que eu vivi não foi em vão. O meu passado, ele não serve para para definir quem eu sou, mas ele serve para ser libertação. para quem ainda não entendeu que deve viver sobre a palavra do Senhor e não sobre a palavra de homens, não sobre o que fizeram com eles. Então, quando eu escrevi esse livro e não foi fácil, porque lembra, abrir uma gaveta gaveta não é fácil, mas o Senhor falou: "Você vai escrever o livro, você vai trazer a memória tudo aquilo que fizeram por você, mas é por um propósito maior, porque o que eu fiz com você, depois que você entendeu a sua identidade, depois que você entendeu que eu estava presente no processo e depois que você entendeu que eu restauro a sua história. É a mesma coisa que eu vou fazer com todos que ouvirem a tua palestra e também lerem esse livro. Então, isso aqui é propósito do Senhor, isso aqui é bênção, isso aqui é bênção na vida de outros. Não foi fácil, mas cada gota de lágrima que eu usei para escrever esse livro foi para transformar vidas. E ele, em nome de Jesus, é uma ferramenta para libertar pessoas. pessoas. É uma ferramenta para quando alguém chegar para você lamureando de algo que fizeram, você fala assim: "Ah, você tem que conhecer uma história de uma menina que eu vi um dia lá no Melhor Idade e ela trouxe a história dela e o que Deus fez na vida dela, ele vai fazer na sua." Só que você também vai falar assim: "A partir daquela palestra, eu entendi que existia uma coisa dentro de mim que eu estava carregando, algo que o Senhor tá trazendo a sua memória agora e que eu entendi que aquela pequena coisa eu ainda precisava abandonar. Eu estava há anos carregando aquilo e não tinha percebido que eu precisava me libertar daquilo. Aquela pequena coisa estava sujando meu coração e tinha se tornado uma bola de ferro agarrada a uma corrente presa nos meus pés. E eu estava me arrastando. Ao invés de correr e saltitar para onde o Senhor queria me levar. Aquela bola de ferro estava me arrastando, me impedindo de alcançar coisas tremendas na minha vida. Yeah.