Igreja Presbiteriana do Brasil
18 de abril de 2026
1h 29min
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Até onde vai a autoridade do governo? 🏛️ Neste episódio, exploramos a "Soberania das Esferas" e como a família, a ciência e a arte possuem autoridade direta de Deus, independente do Estado. Entenda por que o governo é um "remédio mecânico" para o pecado e como a vida orgânica da sociedade deve florescer. Assista e descubra os limites do poder estatal!. - Igreja Presbiteriana do Brasil ● Instagram: https://shre.ink/cDFd ● Facebook: https://shre.ink/cDFS ● Site: https://shre.ink/cDtY ● Multi IPB: https://shre.ink/cDt6 ---------------------------------- - Direitos autorais: ● Isenção de responsabilidade de direitos autorais de acordo com a seção 107, da Lei de Direitos Autorais de 1976, a permissão é feita para "uso justo" para fins como crítica, comentários, reportagens, ensino, estudos e pesquisa. ● Para questões relacionados a direitos autorais, entre em contato conosco. Todos os direitos reservados ao canal IPB Oficial (IPB) Ⓡ Lei nº 9.610/98. FICHA TECNICA: Produção: Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação Direção executiva: Rodrigo Leitão - @orodrigoleitao Direção de arte e criação: Vandi Brito Direção Técnica: Rônix Déterson - @ronix.ig Distribuição: IPB Multi tags: Bússola Teológica, Fé Todo Dia, Coram Deo, Calvinismo, Graça Comum, Vida Cristã, Teologia Reformada, Sagrado e Secular, Sola Scriptura, Adoração, Soteriologia, Cosmovisão Cristã, Abraham Kuyper. #ipboficial #calvinismo #bussolateologica
[música] Começa agora o podcast Bússola Teológica, uma nova programação ao vivo abordando temas teológicos de forma muito prática Que Deus abençoe seu dia e que este programa possa edificar a sua vida. [música] Queridos irmãos, muito boa tarde, a graça e a paz. Estamos começando mais um programa Bússola Teológica, um programa aqui da Igreja Presbiteriana do Brasil e também um programa produzido por nossa agência Presbiteriana de Comunicação e Evangelização. E hoje iniciando o programa de uma maneira um pouco como diferente, se assim eu posso dizer, né? Estamos aqui não só desprovidos da presença do reverendo Samuel, nosso ancora. H, e por motivos, né, de força maior, ou seja, ele está hã em compromisso, né, denominacional, conciliar. Deixo aqui já o nosso grande abraço ao nosso querido irmão. Mas ao mesmo tempo estamos começando o programa de uma forma peculiar. Por quê? Porque estamos acompanhados hoje de forma online, se assim posso dizer, do reverendo Paulo, né, que geralmente está na banca conosco. Além do que temos um convidado muito especial, já esteve diversas vezes conosco, mas todas as vezes eh eh que nós temos aqui a graça da sua companhia, a o programa se torna ainda mais enriquecedor. Queridos, antes de entrarmos no tema proposto para hoje, eu queria pedir algo com muito carinho a você que nos ouve, nos assiste. Gostaria que você se inscrevesse no canal, ativasse aí as notificações e não só isso, que você não só durante o programa, mas em especial ao final do programa, compartilhasse o nosso conteúdo, a fim de que e este conteúdo chegue ao maior número de pessoas possíveis. Amém? Dito isso, vamos então ao tema. Aliás, antes do tema, deixa eu apresentar aqui os nossos convidados, né, que já não são mais a estreiantes, mas sempre estão aqui abrilhantando o programa. Vou começar então aqui pelo reverendo Davi. Se apresente, meu querido irmão. >> Boa tarde. Boa tarde a todos. Bem, sou Davi, não é? [risadas] Pai da esposa da Kênia, pai da Ana Clara, do Jonatas. Sou pastor na Igreja Presbiteriana Metropolitana de Alfaville e na terceira igreja presbiteriana de Cotia, num projeto de plantação que temos ali já há alguns anos. É um prazer estar aqui com vocês. O tema um tema interessante, bem desafiador e algumas coisas bastante polêmicas, né? Eu acho que quem ficar até o final aí vai ter bastante coisa para aproveitar. >> Amém. E aí, Paulo, fala um pouquinho aí como é que tá a igreja, enfim. Pegando engancho, então, já nesta fala introdutória do reverendo Paulo, vamos vamos ao tema então de hoje, né? Vivemos em dias em que o papel do Estado está cada vez mais ampliado e talvez desfocado. Parece até uma contradição de termos, né? Hã, vemos o Estado não só legislando, regulando, ah, definindo algumas coisas, mas também em muitas ocasiões intervindo naquilo que a luz pelo menos do nosso teórico, né, daquilo que daquele ah do livro que está servindo como base das nossas reflexões em esferas que não são competências do Estado. Então, a pergunta inicial que precisa ser feita para que a gente comece aqui a nossa discussão é: até onde vai a autoridade do Estado? Será que essa autoridade ela é absoluta ilimitada? Ela pode, em determinados casos, adentrar em outras esferas? Ou seja, é justamente sobre isso que nós vamos trabalhar. Então, eu gostaria já de lançar essa essa essa pergunta introdutória a fim de que a gente possa refletir e até então apresentar a ideia aqui, né, de Kiper no que diz respeito à autonomia das esférias. Reverendo Davi, >> eh, eu acho, a princípio, eu acho que é interessante a gente olhar para o pressuposto do Kiper quando ele tá pensando nas esferas, né? E o Caier aborda o assunto firmado naquilo que talvez seja a doutrina mais fundamental da da fé reformada, que é a soberania de Deus. E essa esse aspecto da soberania de Deus, eh quando ele eh faz parte da análise do Caier sobre a as esferas, faz com que ele lembre a todos nós, não é? inclusive aos leitores da sua época, que embora nós tenhamos a nossa vida de maneira autônoma entre essas três esferas, todas elas estão são subordinadas à soberania divina. E é interessante que essa soberania divina sobre as esferas, elas ela não se dá por meio de de um documento legal e formal, eh, regulamentando entre uma e outra esfera, mas eh Deus exercendo de fato o seu poder soberano sobre cada uma delas, não é? E e normizando, normalizando por meio da graça comum e da extensão eh do seu poder a essas esferas. E aí o o estado fica com seu papel muito claro, a igreja e a família e as demais esferas aí ficam bem bem clarificadas no pensamento dele, né? >> Então vamos lá, só paraa gente eh aqui também dar um respaldo aos ouvintes que talvez nunca tenham ouvido falar, né? Seja no autor ou na própria teoria. Quais são as esferas mesmo, reverendo? Seria estado, >> estado, eh, >> família e igreja, né? >> Muito bem. Então, segundo ele, são três esferas de atuação que estão subordinadas a Deus, né? Deus. >> E uma vez em que ele diz que ah elas são autônomas, significam que uma não depende da outra para sua atuação, né? Desde que elas estejam atuando na sua própria esfera, sem intervenção direta ou indireta, na esfera alheia. Seria isso? Eh, eu acho que a autonomia aí é uma palavra um pouco tanto quanto eh, ainda que na nossa tradução aqui do português a gente tem alguns lugares o Caier tratendo isso, mas elas são interdependentes no sentido de que eh uma esfera, ainda que ela tenha seu limite estabelecido e pré-estabelecido, ela não vive desconectada das outras esferas, não é? uma esfera acaba tendo uma uma relação com a outra, mas essa relação não é de dependência, não é? Mas é de codependência daquilo que Deus faz. Eu acho que esse é o é um ponto aí importante pra gente pensar do pensamento do Caip. >> Maravilha. Reverendo Paulo, estavam dizendo que não estavam lhe ouvindo, mas acho que essa esse problema já foi sanado, né? Então eu vou jogar uma bola aí para você, para que você nos ajude, né? Ah, dentro essa essa essa essa essa introdução que já foi feita aqui, o que sobre o que é essa o que são essas esferas, enfim, né? A minha pergunta é a seguinte, para que a gente comece a compreender o pensamento aqui do autor. Eh, essas esferas elas surgem segundo o autor no mesmo momento. Ou seja, Kiper, ele argumenta durante aí a a a sua escrita que o Estado não pertence à sua estrutura original, né, da criação, mas que surge como uma resposta divina ao pecado. Gostaria que que você falasse um pouquinho sobre isso, né? eh se existem estruturas ou esferas que são estruturas pré-queda ou se todas elas são pós-queda e o que isso influencia nessa discussão, em especial no que diz respeito ao estado. >> Ó, é bem interessante essa essa afirmação de Kiper. Eh, eh, só repetindo rapidamente aqui, eu só dei bom dia para vocês. Pessoal do chat tá pedindo aí para repetir o que eu disse, né? Só dei bom dia. Disse que vai, eu tô com uma expectativa boa dessa primeira participação aqui online e de que as coisas vão se ajustando aos pouquinhos, né? Mas Kyper ele vai eh desenvolver [roncando] que as esferas da família e e da igreja, que é uma um aspecto espiritual, aí elas a gente poderia até fazer uma relação, uma conexão delas com aqueles mandatos que nós temos lá no texto de Gênesis 1 e dois, né? É o mandato cultural, mandato social e mandato familiar. e que o estado ele vem como uma esfera que tem a sua o seu surgimento após o pecado, de que se não tivesse pecado, eh, o pecado não tivesse entrado ao mundo. Eu não gosto muito dessas dessas conjecturas muito hipotéticas, né? Porque o pecado entrou no mundo, então não tem muito bem como saber. Mas no na proposta de Kiper, na perfeição de como nós somos criados, da forma como a qual o Senhor Deus nos criou, eh eh toda essa essa esses toda essa esfera ou toda essa autoridade, toda essa esse papel que o Estado cumpre, ele seria meio que solucionado de forma familiar, patriarcal, não patriarcal no sentido pejorativo, como é usado nos dias de hoje, né? mas um aspecto dessa autoridade da família, mas que por conta da do pecado, da da entrada no pecado do mundo, aí nós temos essa criação dessa ou a derivação, melhor dizendo, dessa esfera do Estado para poder regular a convivência ou as ou até servindo como parte da providência de Deus para preservação da vida humana dentro desse eh dentro desse aspecto aí eh eh de relações interptex. >> Então, não sei se seria correto. Podemos dizer que essencialmente ou fundamentalmente a a esfera de atuação ou aquilo pelo qual Deus ah criou ou trouxe a existência, aquilo que nós hoje conhecemos como estado, seria simplesmente dar a ela o poder de espada. Será que seria mais ou menos essa a ideia? Que que vocês acham? Eu não diria apenas o poder de espada, ainda que o CPER fale exatamente isso, né? Eh, mas eu acho que a visão do CAIP é um pouco mais abrangente, porque uma vez que, como o reverendo Paulo traz, né, o pecado está no mundo, o estado surge como uma estrutura que possibilite a a organização das demais esferas, inclusive, inclusive, >> tá? >> Porque nós temos aí microiranos dentro dos lares, não é? Nós temos homens, né, que que exercem poder. Quando eu falo homem aqui, tanto homem quanto mulher, né, a humanidade, os seres humanos, não é, que exercem eh a um autoritarismo na microesfera do seu lar, por exemplo, na escola, na economia. E o Estado então teria o poder não para legislar sobre isso apenas, mas também para eh inibir ou até mesmo eh impedir que esses esses tiranos, não é, por assim dizer, pudessem eh destruir, não é? E a e a ilustração aí é da árvore e da e da da a trelice e a videira. Embora a gente tem um livro assim, né, reverendo que não é não é esse o caso, [roncando] mas ele coloca a ideia de que o estado é aquela trelista que sustenta a a planta. Portanto, ela é uma estrutura externa. na planta, ela não faz parte da planta, ela é um estura mecânica, mas que é extremamente necessário para que a planta que está quebrada pelo pecado possa sustentar-se em pé e possa continuar eh fluindo, né, de si para inclusive para o próprio estado. estado. >> Mas vamos lá, vamos pensar nisso, né? E aqui e eu vou tentar trazer talvez reflexões ou até mesmo contribuições que nos levem a pensar no que nós estamos trabalhando, né? Ah, o reverendo Davi disse que um dos papéis, me corrija, né, se eu tiver aqui equivocado, eh, é intervir ou legislar nas microrelações, sejam elas familiares. Eu tenho, eu não sei se foi exatamente assim que o senhor nos trouxe, mas eu particularmente tenho um pouquinho de dificuldade com a ideia de legislar. Por quê? Porque eu entendo, pelo menos dentro da perspectiva, né, aqui do autor, que existem coisas relacionadas a esse termo, né, legislação que não competem ao Estado. Vamos pensar, por exemplo, e aqui eu tô só formulando para que a gente entre numa outra discussão, né, os limites dessa legislação. Será que essa legislação ou essa intervenção ela é absoluta? Por quê? Pensem o seguinte, será que o Estado tem condições, ou melhor, tem a prerrogativa, e aqui nós estamos falando de uma prerrogativa teológica, né? Ah, de intervir ou legislar dentro dos lares >> sobre, por exemplo, questões éticas, questões morais, questões de foro íntimo. Entende a minha pergunta? Entendo. Eh, é bem pertinente, inclusive, eh, Naruso, porque de fato aí a gente esbarra no aspecto do limite do Estado, não é? Eh, porque não há como usar a espada sem uma lei, porque a espada é exatamente usada quando essa lei ela é quebrada, não é? Então, eu preciso ter um limite e eh legal para que a espada aja com justiça. Sem esse limite legal, a gente vai ter um problema muito sério. Então, o ponto do Estado na legisla, no ponto de vista de legislação, de legislar, ele vai legislar naquilo que compete a ele. >> Boa. >> Então, por exemplo, eh, o estado, e a gente tá tá sofrendo isso em alguns lugares no mundo e aqui no Brasil também não é diferente. O estado não pode legislar, por exemplo, que tipo eh de eh educação religiosa ou até mesmo moral eu ofereço pros meus filhos. >> Então, na verdade, o estado ele tem os seus limites, né? >> Tem tem os seus limites. E o problema todo nosso é exatamente entender qual é esse limite do Estado. E eu acho que esse é é o esse é é o >> ainda mais nos dias de hoje, né? É isso que o Caier tá se degladiando na na sua palestra, tentando apontar os limites, não só do estado, mas o das os das esferas, porque imagine também que na família ela também tem um limite, né? Eu não, a família não pode, eu não posso extrapolar os valores da minha família >> ou usar o estado para propagar os meus valores, os meus valores, entende? Eh, eh, a gente tem visto aí, a gente tem no nosso país mesmo, né? A gente tem uma crise aí do estado muito grande, né? A gente tem uma crise, os as esferas do estado, os poderes do nosso estado estão aí se degladiando, não é? e e aquilo que deveria servir paraa proteção hoje tem sido usado justamente para para controle coecitivo muitas vezes. Então o ponto eu acho que é essencial para nós é entender como esse limite pode acontecer, onde que esse limite é dado, que onde é que a gente consegue observar claramente esse limite. >> Reverendo Paulo quer complementar alguma coisa? Tá mudo. Eu acho que uma questão, é, agora foi, acho que uma questão bem interessante pra gente refletir nesse sentido também, eh, que hoje quando nós olhamos para para as esferas e para como a vida a e as filosofias contemporâneas e modernas parecem querer se desenvolver, fica quase que parecendo que a família, a igreja ou todas as outras coisas que significam aí a existência humana, elas estão elas são derivadas de uma certa a autoridade que o que o estado dá, né, para para ela para isso funcionar, né, como se a família só pode fazer aquilo ou ela a autoridade que ela tem para criar os seus filhos ou como ela deve criar os seus filhos, ela parte eh do próprio estado. Quando a a escritura deixa muito clara que todas essas esferas, família, estado, igreja, tudo isso, ela eh tem uma autoridade derivada do próprio Deus. Então, ela a elas elas devem funcionar eh como como o próprio Deus definiu na sua estrutura da na estrutura da sua natureza, que elas devem funcionar. Então, tanto o estado quanto a família quanto a igreja, elas têm uma regulação natural, se assim a gente eh poderia dizer, que >> inclusive acho que é um termo que o próprio Kiper usa, né? >> Isso, isso. O próprio Kiper eh usa esse usa essa ideia de natureza, né? É Deus quem estabelece a autoridade de cada uma dessas naturezas e como elas devem funcionar. não o estado, eh, não qualquer tipo de ideologia que esteja eh, no controle ou no governo, mas é o estado quem garante e quem conduz que que essas coisas funcionem, como elas devem funcionar. E aí uma não deve entrar na esfera de atuação da outra, porque isso seria uma uma corrupção, se a gente pudesse dizer assim, da sua da naturalidade ou daquilo que o próprio Deus estabeleceu que aquela que aquela esfera deve atuar ou onde ela deve atuar, né? o no estado, no caso, como esse preservador, né, eh, para manter a natureza dessas esferas funcionando para que elas não extrapolem seus próprios papéis. papéis. >> Então, deixa eu fazer uma pergunta que talvez seja a pergunta dos nossos ouvintes, né, pelo menos aqueles que ah nunca ouviram falar. Se a gente pudesse definir em pouquíssimas palavras de forma muito objetiva, a qual é o papel de cada uma das esferas, como é que a gente poderia responder isso aos nossos ouvintes? Vamos começar pela família, escola, estado. >> Eh, eu acho que não tem uma resposta assim tão simples para isso, não é? Porque eh eu tá, deixa deixa eu, deixa eu volotar um pouco antes para tentar responder isso, né? Aqui no que o Paulo tava colocando. >> Eh, eu comecei dizendo da importância que o Kaiper faz, do uso que o Kiper faz, o uso importante da doutrina da soberania de Deus, >> tá? >> Não é? Então ele ele faz uma um exercício bem interessante que talvez nos ajude a pensar nessa resposta. Narusa, ele coloca a o poder que emanda do povo. Ele mostra isso quando ele fala da Revolução Francesa, em que ali a a autoridade, a soberania derivava do povo, ou seja, da maioria. Aquilo que a maioria decidia, aquilo é é a lei, aquilo é a regra. E qualquer coisa que fosse eh de encontro a essa lei, seria punido. Inclusive a guilhotina na França subir e descia aos borbolhões, né? Ele vai trazer também a ideia da soberania do Estado. E ele usa como exemplo o que acontece na Alemanha, não é? quando o estado alemão acaba criando ali eh uma espécie de panteísmo, onde o Estado recebe uma um status quase de de divindade. O Estado é a verdade absoluta, tá? E o Kiper contrapõe isso aí tudo e vai dizer: "Não, não é nem o povo, não é o estado, o soberano é Deus. E de Deus deriva a eh esse essa soberania tanto na esfera da família, da igreja e do estado. Então essas esferas elas eh naturalmente de devido a à graça providente de Deus possuem sobre o papel da família. Eu acho que a gente tem aí um um aspecto geográfico inclusive envolvido, porque a família ela ela é tem soberania sobre a aquilo que diz respeito à vida e ao cor da família ali do da organização dentro do seu lar, não é? Tem um livro interessante, eu eu procurei, ele já não tá mais publicando. É um é um é um antropólogo, escreve um texto chamado A casa, a Rua e o Outro Mundo. Eu procurei ele para poder trazer para cá e não consegui encontrar esse livro. a casa, rua e o outro mundo. E nesse texto ele vai começar a mostrar pra gente que a lei da rua é diferente da lei da minha casa, >> certo? >> Certo. São mundos diferentes. Dentro do meu mundo, dentro do mundo da minha casa, eu tenho uma legislação, não é? Que ainda que não seja eh desconecta das demais esferas, eu tenho uma gestão e uma abrangência ali dentro. Quando eu vou para isso, >> são as teias sociais que se entrelaçam, né? dentro ali. Quando eu vou para falar do estado, o estado não é aquele que vai permitir eu exercer o meu poder dentro da minha casa. O estado é aquele que vai no uso da espada, por assim, como o Carp usa, impedir que dentro do meu lar eu ultrapasse a minha esfera, >> certo? >> Eu eu ultrapasso os limites da minha esfera. Então, de repente, eu eu tenho um filho e ali dentro do filho, usando-me da soberania que eu tenho como pai, eu começo a violar o meu filho, violentar o meu filho com agressão, com eh eh com mecanismos eh de de de subversão dos valores da dignidade do meu filho. O estado pode e o estado deve intervir porque eu a extrapolei o meu limite, não é? é uma relação tanto quanto complexa e muito, >> mas vamos lá, dentro dessa temática ainda, e aqui eu eu já trago um tom mais provocativo para que a gente pense, meus irmãos, o seguinte, sabe nessa naquela questão até num termo que ele trabalha bastante, salvo engano, é esse termo da formação da consciência do indivíduo, algo que está muito em voga hoje, né, que se utiliza não só da escola, mas de tantas outras instituições. Minha pergunta é muito simples, né, para que a gente pense nessa relação que muitas vezes é truncada, complexa, ah, nesse tecido social. Minha pergunta é, ah, será que o Estado ele tem o direito, logicamente falando de uma perspectiva teológica reformada, né, de intervir ou até mesmo direcionar esta formação da consciência do indivíduo? Eu tô me referindo, por exemplo, a aspectos éticos e morais. Por exemplo, hoje nós vemos nas nas escolas uma discussão em especial em temas que a gente sabe que são pautas, né? Seja de identidade, gênero, seja de sexualidade, questões éticas e morais, que pelo menos, ao meu ver, no sentido muito leigo, é dever ou papel essencialmente da família. Minha pergunta é muito simples. Será que o estado ele tem essa prerrogativa? Deus deu essa prerrogativa ao estado para que ele também direcione essa questão? a gente tá indo aí pro final do livro e fazendo um salto, né? Mas é interessante porque o que o CP apresenta como freio e contrapeso disto é aquilo que ele vai chamar de chamar de da soberania da consciência do indivíduo, né? O que o que impõe freio a a essas esferas e o que bota limite a elas é exatamente sabermos que a minha consciência ela é a soberania última, não é? A minha consciência é que vai fazer com que, ao observar tanto o estado ou a família ultrapassando esses contrapesos, dizer: "Eu tenho o poder de me insurgir contra o Estado, de me levantar contra a igreja". >> Então, cabe a um cristão, por exemplo, a tal da desobediência civil? >> Sim. Não só da desobediência civil. Veja, eh, a Bíblia diz assim que os filhos devem honrar os pais, certo? E devem honrar os pais. O, a Bíblia não diz que ele deve honrar os pais bons ou os pais, ele diz que tem que honrar os pais. E aí depende de que pai ele tem que honrar, tá? Mas a Bíblia também nos mostra que se um pai exige que o filho negue a Cristo, por exemplo, o filho pode deshonrar o pai e não negar a Cristo. E Jesus vai falar que aquele que não deixar pai e mãe por mim não é digno de mim. >> Ou que os ama mais, >> os ama mais do que Então o que que ele tá dizendo para isso? que existe um limite de ação que essas esferas podem exercer sobre o indivíduo. Então, quando o Estado começa a ultrapassar esse limite e começa a querer formar a consciência do indivíduo, não é, de maneira coercitiva, seja ela essa correção por meio de um currículo implantado nas escolas, seja essa correção por políticas públicas que que fomentam isso, que fomentam isso, o estado ele tá fugindo da esfera, tá extrapolando a esfera dele e entrando nas esferas, porque um um imagina eh ó, vou revelar aqui, viu? Paulo, [roncando] quando estudante, fiz geografia, os irmãos sabem disso, eu era, eu fazia parte do, do movimento estudantil da minha universidade e, e que era um movimento estudantil na minha faculdade, né, no grupo que eu fazia parte, ele era a partidário, nós não tínhamos um partido político. E naquele momento nós estamos não estávamos preocupados com o que acontecia no país, a gente estava preocupado com com o que acontecia na nossa universidade. O que que era interessante daquele movimento? movimento? quando a gente se levantava para para algumas pautas que eram nacionais, por exemplo, quando o a o MEC estabeleceu provão que avaliavam as universidades, nós fizemos um movimento estudantil que e aí sim a gente saiu da da nossa universidade, isso tomou conta do Brasil em vários lugares, né? Porque havia uma prova para avaliar a a faculdade que era exatamente a mesma prova aplicada em São Paulo, na Bahia e no Pará. Ou seja, os cursos de geografia desses três lugares eram bem diferentes, porque eles tinham a ver com a nossa geografia, com a nossa com a realidade eh eh geográfica que a gente experimentava, mas a gente era avaliado por uma um único currículo e isso obviamente ia fazer com que eh uma uniformidade aparecesse no currículo que não era real, que não existia. Então quando o estado cria uma política pública que quer uniformizar, que quer padronizar, não é? E ele p >> sobre o pretexto de dar a mesma qualidade a todos, né? Examente. Exatamente. Então, e e isso é é um viés extremamente pautado lá na Revolução Francesa, não é? E que é essa ideia de de o de padronizar tudo. Nós somos diferentes. O Nordeste é diferente do Sudeste com as suas particularidades, com as suas peculiaridades. A minha família é diferente da sua família, não é? a as oportunidades e aquilo que são discutidas dentro do meu lar é diferente daquilo que é discutido dentro do seu lar. Então, o governo não pode de forma alguma querer intervir eh e e legislar a ponto de criar um uniformitarismo num país inclusive como nosso, que é geográfico, né? >> Tem até um livro que se salvo engano, o título é esse mesmo, é quem controla, como que é? Quem quem quem controla a escola governa o mundo. Esqueci do do Taylor Gato. É quem gover esqueci o título. Depois se o Ronix puder fazer a gentileza de pesquisar, ele vai trabalhar exatamente sobre essa questão, né? Quem controla a escola governa o mundo. Por quê? Porque é um a escola é um grande instrumento de formação de consciência. Não é à toa que nós estamos numa polarização imensa, em especial no que diz respeito à questão educacional, né, meus irmãos? A ainda nessa questão, e aqui até deixa eu fazer um parêntese aqui, tô jogando essas perguntas aí um tanto quanto a polêmicas e complexas aos meus companheiros de bancada, porque eu estou diante de dois grandes especialistas aqui no teórico, então eu tô aqui aprendendo com os meus irmãos. >> Eu conheço o Paulo, grande especialista. Qual o outro que você tá falando? >> Não, temos dois grandes estudiosos aqui do Pensamento de Cer e é uma é uma grande alegria, né, a gente tá aprendendo junto aqui e inclusive aproveito para pedir que os que os que os nossos ouvintes mandem aqui perguntas, tá bom? Vamos lá. Não sei se vocês concordam comigo, mas nesse assunto, né, sobre o estado, papel, seus limites, eu tenho uma pequena impressão de que de uma maneira até que entre parentes, né, voluntária, a a o povo, eu eu falo aqui no contexto brasileiro, né, nosso contexto, tá? que é diferente, obviamente do contexto da escrita, do contexto histórico e assim por diante do autor. Ah, tem entregue ao Estado quase que a totalidade a a a como se dando um poder absoluto, ou seja, não só da sua abrangência, mas dos temas em que o Estado pode ou deve intervir. Será que essa é uma impressão apenas minha ou vocês fazem eco comigo nessa nessa percepção? Vai lá, Paulo, senão vou ficar falando aqui sozinho. Não, Não, >> não. Eh, ô, Reverando, você pode repetir a o último pedacinho da pergunta? >> É, se vocês carregam com se vocês também compartilham essa impressão de que o estado assumiu, né, a todos os os tentáculos, ou melhor, seus tentáculos estão sobre todos os lugares, todas as esferas, sobre todos os temas. Isso não porque ele num primeiro momento a usurpou, mas porque foi dado a ele, entre aspas, né, por livre, espontânea vontade da própria população. Se essa é uma percepção minha que tem a ver com a nossa primeira questão, ou seja, a formação de consciência, né? É, eu eu concordo. Eu acho acredito que eh e a gente pode depois tentar para os culpados, né? Eh, se é que a gente pode dizer que eles estão culpados, mas que a gente foi dando eh foi terceirizando demais o poder e foi abandonando algumas esferas, algumas algumas áreas, tanto na produção cultural quanto da própria família pro estado. Eh, acho que isso faz um pouco parte eh da de da não é uma certa preguiça que a gente tem de fazer algumas coisas, né, de terceirizar muito a as questões e o estado acabou assumindo, né? Eh, eu eu gosto muito de de séries militares e tudo mais. Tem uma série eh muito boa que é acompanha os os os Navy Seals, né? Eles vão vão dizer que não existe grupo de poder, né? Então, se a eles na ilustração eles falam que a marinha americana é como se fosse um balde cheio de água, né? Com o pé em cima. Se você tira o pé, a água toma o lugar, ela não vai ficar o formato do pé ali parado, né? Ela vai tomar o o espaço. Então, sim, a o estado hoje tem colocado seus tentáculos em várias áreas da da nossa vi, né, em várias esferas. a gente ainda no Brasil desfruta de uma certa liberdade religiosa que nos permite, né, eh, cultuar, mas nós temos vários, vários exemplos [roncando] de outras, eh, de outros países, de outras terras em que a, o estado controla todas as esferas. Então, diz eh por meio de controle de natalidade, controle religioso, né, vetando trechos da escritura ou dizendo ou acompanhando sermões dos pastores, como por exemplo na na China. Eh, e ele vai tomando lugar. Então, se a gente for permitir que ele vá tomando esse lugar, ele vai tomando o lugar e a gente vai ficando sem eh sem esse espaço, né? A gente vai perdendo esse espaço cada vez mais. Então, eu concordo se reverendo com a sua avaliação e a gente precisa ficar bem atento, né, eh, a a esse ao ao estado e estendendo os seus tentáculos. a gente poderia até aqui entrar num aspecto mais ideológico, eh, que eu acho que não cabe aqui, de que muitas vezes o estado ele ele vai querer, ele vai desejar eh entrar nas nessas outras esferas para regulá-las, para que elas estejam aí de acordo com ou não roubem um certo controle, né? Mas eu acredito que eh muito disso se dá quando nós, como família ou nós como igreja acabamos abandonando, né, e deixando eh o controle dessas esferas e e legando a a autoridade que nós temos para para essas outras para essa outra esfera que é a esfera do estado. E Paulo depois entregar esse poder. Eh, veja só, eu eu queria aprofundar um pouco mais isso, Paulo, porque a se a gente olhar a essa delegação, ela não é delegação de poder. E inicialmente, ela é uma delegação de responsabilidade. Então, nós abrimos mão da nossa responsabilidade e porque é melhor que outro assuma a minha responsabilidade, então eu delego isso a alguém. Então eu estou desempregado e eu delego ao estado a obrigação de arrumar o emprego para mim. Então, se eu tô desempregado porque eu não me formei ou porque eu eu simplesmente não fui não fiz o que eu tinha que fazer para me qualificar, para acessar o mercado de trabalho, eu responsabilizo o Estado por conta disso. E aí na nossa Constituição lá tem lá educação, saúde e moradia. É, são deveres do Estado. Isso no estado é é enlarguecido, como é o nosso, não é? Mas veja só, eu queria ir além porque isso não é só da família para o estado, é também da família pr pra igreja. Quem educa religiosamente os as crianças ou >> infelizmente infelizmente quem tem feito isso é a igreja e não a família. A família tem feito essa, a igreja tem feito essa, esse trabalho de educar religiosamente as crianças, porque as famílias não estão fazendo. E além disso, as famílias também fazem a mesma coisa com a educação. Quem quem educa os nossos filhos é a escola, quando na verdade a família tinha que cumprir o seu papel na sua esfera e ela fazer o trabalho de educação dos seus filhos. E a escola não tem a a na sua esfera a responsabilidade de educar meu filho. Eh, eh, só que como eu deleguei essa responsabilidade, quando eu delego responsabilidade, eu delego poder. É inevitável que o poder seja delegado. Então, >> compete a voltando ali, né, a se o Kerca a soberania de Deus como elemento estruturante, ele vai colocar o pecado como elemento desestruturante. E isso acontece por conta do nosso pecado. É muito mais fácil eu dizer, por exemplo, hoje que meu filho ele ele não consegue aprender porque ele tem um problema eh eh cognitivo ou um problema eh psicológico ou uma síndrome qualquer. E eu não tô dizendo que não existem essas coisas, não. Não sou negacionista, não é? Nós sabemos que essas essas síndromes existem, essas doenças existem de fato e são reais e precisamos cuidar dela nas três esferas, estado, família e e igreja. Precisa cuidar dessas dessas crianças, né, desses dessas pessoas que sofrem com essas com essas com esses transtornos. Mas vejam, nós temos visto um crescente número de de diagnóstico, quando na verdade é só falta de estruturação da família. Se a esfera familiar se estruturar, o problema acaba. Então, é, mas é muito mais fácil eu assumir o problema, eh, dizendo que é uma, é uma doença do que eu dizer que é o meu comportamento. E aqui eu só quero fazer um parêntese. Me perdoe, irmãos, porque eu sei que essas coisas são polêmicas. E eu quero dizer para você que tem filhos autistas, que tem filhos com DA e que tem diagnósticos e que de fato essas crianças sofrem com esses transtornos, não entenda que eu estou falando culpando a família por conta disso. O que eu estou dizendo é que eh quando isso entra no modo padrão de que qualquer problema do indivíduo é culpa de um agente externo e que tá trazendo isso paraa nossa família, porque a solução vem de fora, a família tá delegando poderes para que o estado ou a igreja ou a escola faça aquilo que ela tem que fazer. Então, se você sofre com isso, vá à nossa igreja. A gente quer amar vocês, a gente quer cuidar de vocês. Procura igreja. Na igreja vocês vão receber apoio para cuidar dos filhos de vocês, não só dos filhos, como da família. Nós estamos aqui para ajudar as famílias a caminharem com Cristo, sem, entretanto, invadir a esfera de autonomia da família. Mas a Bíblia nos orienta como fazer isso. Se você tem dificuldade, procura a gente que a gente vai te ajudar. >> Amém. Deixa eu fazer uma rodada aqui rapidinho, mas eu já vou deixar uma pergunta pra gente pensar quanto enquanto isso, tá bom? Ah, falamos aqui, tanto o reverendo Paulo como o reverendo Davi enfatizou esse perigo, né, de transferir, seja a responsabilidade ou com a responsabilidade o poder que não compete ao Estado, né? A pergunta que eu quero que vocês pensem pra gente refletir aqui é: qual é o grande perigo em torno de tudo isso, né? Qual o grande perigo de delegarmos, transferirmos, seja o poder, seja a responsabilidade de forma absoluta ou até mesmo em muitos casos inquestionável ao Estado. Mas deixa eu trazer só aqui um um breve uma breve saudação aos nossos ouvintes, né? Reverendo Flávio Américo, esse programa é top. Saudações do programa História da História, um grande que horas que é que é o programa do reverendo Flávio mesmo? O O >> quarta-feira e meia:30 também. quarta-feira, meia:30. Então fica aí também já, né, uma uma um coro para que você que não conhece, nunca participou, é ao vivo também. É >> isso, ao vivo nesse mesmo modelo que a gente tá hoje. >> Perfeito. Então, um grande abraço. Um grande abraço. Quarta-feira, tá? ao meio 30 com também com com possibilidade de participação. Um grande abraço, reverendo. Ah, temos aqui também reverendo Marcelo Oliveira mandando um abraço. Ah, Roque Presbiteriano, Aurizete Almeida mandando um abraço. O Pedro Oliveira também ele faz uma pergunta, né? Então, mas e o estado hoje, pelo menos no Brasil, está refletindo o seu próprio poder ou ele mesmo está aumentando o seu poder de atuação? Então fica também essa pergunta. >> Tá bem na sua pergunta aí, né? Quando responder a sua, responde essa. >> Pronto. Exato. Exato. É. E aí temos aqui também a Bianca, acho que é Bianca Sabino, né? Falando: "O perigo é a doutrinação dos nossos filhos e o enfraquecimento da família." está tudo dentro aí do que a gente vai falar, né? Alan Pavani também sempre conosco mandando um abraço. Presbítero João Marcos lá da igreja presbiterando a Lapa. Enfim, vamos lá, vamos tentar interagir com não só com aquilo que a provocação que eu deixei, mas também com essas interações aqui dos nossos ouvintes. >> Bom, eu acho que o Paulo tá ali travado, né? Então vou começando aqui pra gente não >> Ah, eu pensei que ele tava focado. Eh, eu acho que eu vou eu acho que eu vou chocar algumas pessoas. Mas eu acho que o grande perigo, eh, e que a gente acaba escondendo e, e, e, e, e, e pormenorizando, meus irmãos, e, e para você que é reformado, que tá ouvindo a gente, é a diminuição frequente [roncando] e crescente que nós damos à influência do pecado em nossa vida. Eu acho que esse é o grande problema, porque quando a doutrina do pecado é esquecida, eu me esqueço que o Estado é formado por homens pecadores. E homens pecadores com poder na mão tem fome de mais poder e vai querer aumentar a sua necessidade de poder. É assim também em casa. Homens que são os líderes, né, os cabeças das suas famílias, são os sacerdotes. Esses homens, por conta do pecado e da influência do pecado e por de minimizar o efeito do pecado na sua família, na sua própria vida, eles acabam, não é, agindo com tirania sobre mulheres e filhos. E mulheres, da mesma forma, por não reconhecer os seus pecados, da mesma maneira agem com tirania com homens e filhos e os filhos da mesma forma. A doutrina do pecado que tem sido esquecida a cada dia é o o para mim o o maior perigo que a gente pode identificar nessas relações. Porque imagine se o magistrado ele é um é alguém com a mente de Cristo. E olha que coisa interessante. Se o magistrado civil é alguém com a mente de Cristo, não interessa que tipo de governo é, se ele é um monarqu, se é uma monarquia, se é uma democracia, se é um parlamentarismo, se é um absolutismo, até um isso não vai evoluir para uma tirania, porque o modelo de Cristo de autoridade é o de servo, entende? Então, como eu como como eu diminuo o efeito pecado, como eu eu coloco panos quentes sobre ele, eu não trato de dessa categoria nas nossas conversas, o [roncando] estado, então as porque são formados de homens pecadores, não é? Não reconhecendo o seu limite, quer trabalhar para ampliar o seu limite. E a gente tem a discussão hoje no Brasil para para as perguntas que veio aí, né? Nós nós temos um estado que quer aumentar, que quer aumentar de tamanho, né? E se nós olharmos ao longo do tempo, ele mais do que triplicou de tamanho, não é? E hoje, hoje o Brasil de hoje talvez tenha um dos maiores estados que o esse país já viu, não é? E e isso vai trazer consequências desastrosas pra nossa nação. A gente já está colhendo frutos disso. E aqui eu não tô falando de política porque o estado é mais do que o governo, né? O estado é mais amplo do que o governo. Então, para quem achar que eu tô defendendo esse ou aquele candidato, né, pode esquecer aí que não é isso que eu tô fazendo. Mas é só mostrando que o efeito pecado, quando ele é desconsiderado da análise, ele traz essas distorções. Então, para mim, o maior perigo é não reconhecer a influência do pecado dentro das esferas. >> Verendo, vou insistindo uma pergunta porque de certa forma continua sendo a interação, né, do pessoal aqui do chat. Ah, como a gente pode perceber, seja a invasão ah do Estado em outra esfera de atuação ou vice-versa? Primeira pergunta. Segundo, qual deve ser a nossa postura enquanto cristãos? E aqui eu falo cristãos reformados porque talvez não seja a opinião de outras tradições também tida como cristãs, né? Então, como nós podemos perceber essa talvez eh invasão, né, seja na em determinadas esferas e qual deve ser a nossa postura ao percebermos isso? >> A gente pode falar coisa polêmica aqui no no programa, tá liberado. É bom evitar. É bom evitar. Então eu vou eu [risadas] vou evitar. Vou trocar o exemplo aqui. >> É, então tá bom. Mas veja bem, quando o estado usa da máquina pública para impedir que um apresentador de televisão emita a sua opinião sobre um assunto, ele tá interferindo na esfera, [risadas] não é? Não é isso? Então, veja só, o Estado não pode interferir na maneira como eu enxergo o mundo. Então, agora, se a minha maneira como eu enxergo o mundo, ela é externalizada, não é? Se a minha consciência ela ela tá deturpada pelo pecado e ela vai externar uma opinião, não é, que seja contrária aos valores do Estado, o Estado não tem autonomia para impedir ou tentar cercear a a minha visão de mundo, entende? Então, é claro que se a minha visão de mundo comete um crime no qual a lei estabelecida, né, eh eh ela é terminantemente contrária, então eu tenho que pensar duas coisas. A minha consciência ela está ela está errada ou é a lei que está errada? Porque o Estado faz leis injustas, ok? E nem todas as leis que nós temos são justas, tá? E e aí tem uma discussão muito grande, eh, irmãos, a respeito do que é justo e do que é legal. Então, por exemplo, é justo que um trabalhador, é legal que um trabalhador trabalhe, né, 40 horas por semana e ganhe um salário mínimo. É legal, certo? >> Dentro do aspecto jurídico, uma vez que foi positivado, né? >> É, né? É legal. Entretanto, em alguns contextos, isso é extremamente injusto, entende? Então, justiça e legalidade são coisas diferentes, não é? Nem sempre aquilo que é legal é justo. E nem sempre o que é justo é legal. Então, a a isso se dá exatamente porque nós somos impactados pelo pecado e não conseguimos nem nenhuma das esferas consegue viver livre do efeito do pecado enquanto estamos desse lado de cá da eternidade. Então, e eh quando o estado tenta eh lançar seus tentáculos sobre a consciência do indivíduo, claramente ele está, não é, eh intervindo fora da sua esfera e na esfera alheia de maneira equivocada. Reverindo Paulo, >> eu não citei nome, viu Paulo? Para, só para deixar claro aí. [risadas] >> Sim, sim, sim, sim. Tô, tô, tô ouvindo aqui vocês. Ah, fizemos um ajuste aqui agora a câmera. Espero que o áudio também esteja chegando tranquilo aí. Eh, eu eu acredito que aí só retornando um pouquinho a quando a gente fala de responsabilidade das esferas, eh, é sempre uma tendência, né, debaixo do mundo de pecado, pelo impacto que o pecado teve com a gente, teve no mundo, de uma esfera invadir a outra, né, a a responsabilidade e cumprir ou tentar cumprir o papel uma da outra. Eh, e nesse sentido, ah, por mais que o estado vá regular aí aquilo que é que é legal na [limpando a garganta] no aspecto aí que o Reverendav trouxe pra gente, né, eh, de fato, no Brasil hoje é legal você trabalhar uma carga horária eh aí e receber o salário mínimo, mas isso é justo. E aí a justiça vem no sentido, né, a gente poderia discutir aqui longa, de forma muito longa o que que é justo, né? Eh, perfeito, >> se é que essa pessoa receba esse esse valor ou não. Eh, ou se ou se isso tudo é justo pelo esforço, tudo mais. >> Muita injustiça é cometida em nome da justiça, do justo, né? >> Exatamente. >> Sim, sim, sim, sim. e e às vezes até mesmo em troco da legalidade, quando a gente pensa, por exemplo, no no aspecto daquilo da nossa cosmovisão, que é a cosmovisão calvinista, aquilo que a gente tem trabalhado aqui, e queer trabalhou lá nas suas palestras e tudo mais, a o estado pode definir eh coisas que são legais porque tem lei para isso e são injustas, né? Então você pode eh aprovar e ou descriminalizar muitas coisas que são criminalizadas hoje, como por exemplo o aborto, eh mas que não são certas, não são justas, não não estão de acordo com a natureza a natureza normal do de como as coisas foram criadas, estabelecidas pelo próprio Deus, como como muitas vezes em outros momentos coisas que não são justas eh também eram legais, como a escravidão que foi experimentada aí no técnicos passados e tudo mais. Então, eh o que o que essa o que o livro tem nos convidado a refletir, que esse tema nos convida a refletir, é que quem eh tem autoridade de fato é Deus. Ele que determina como a vida deve funcionar, como a família deve funcionar, como a igreja deve funcionar e como o estado deve funcionar. E nós precisamos ficar atentos aí a se cada uma dessas esferas está funcionando dentro da sua responsabilidade, dentro da sua natureza, fazendo a ou cumprindo a missão que Deus deu para ela. A gente tem falado muito sobre o estado. Reverendo Davi falou um pouquinho sobre a família. Nós podemos falar também eh com relação à igreja, né, de que muitas vezes as nossas igrejas elas não estão cumprindo eh o papel que o Senhor Deus estabeleceu para elas, mas vamos além ou elas querem cumprir algo que o Estado deve cumprir ou que as famílias devem cumprir. E aí você vai eh furtando essas atribuições, essas responsabilidades e aí a vida se desconfigura. E e normalmente a gente pode traduzir aí usando um termo mais acerto de forma moderna como algo que não é muito saudável, né? ou como o que não é justo. Não é justo, por exemplo, um pai que não crie os seus filhos no caminho do Senhor, que não tem a prática do doméstico, de adversar os seus filhos e tudo mais, mas leve ele na igreja, depois coloque sobre as costas da igreja a o fato dessa criança não ter permanecido nos caminhos do Senhor, mesmo que a gente conte com a graça, né, >> em muitos desses momentos. >> Muito bom. >> Eh, e e acho que é aí eu acho que ajuda, né? Eu fiz aqui um resumozinho a respeito aí de quais são os três deveres do estado. Eu acho que vai clarificar quando ele sai, né? >> Então, segura, Revi, só pra gente amarrar aqui uma ideia que vai complementar com isso aí. Perceba, meus meus meus caros irmãos, ninguém aqui tá defendendo ou levantando a bandeira de que o estado não tem o seu papel, a sua legitimidade. Muito pelo contrário, né? Isso é uma, inclusive é é um outro assunto que a gente pode tratar da ideia de de que nós não precisamos do estado para nada. Não é isso. A ideia que nós estamos trabalhando é que cada esfera tem o seu campo de atuação. E nesse sentido agora o reverendo Davi vai fazer um breve resumo. >> Quer ver? Ó, nisso aí a gente pode fazer uma comparação assim, Paulo. >> Nós precisamos de polícia apenas porque há crimes. Se não houvesse crimes, não é? Se houvesse, se não houvesse o pecado, na minha ilustração aqui no meu ponto, não seria necessário polícia, tá? Então, a polícia é desnecessária no mundo ideal, mas no nosso mundo não podemos dispensar a figura da como da mesma forma o estado. Então, ó, só para só pra gente deixar aí, ó, qual é o dever do estado para com a igreja, né? O dever do estado para com a igreja e e a esfera do estado intervindo na igreja, qual é o limite dela? é o de respeitar a multiformidade da igreja. O estado tem que trabalhar para permitir que todas as formas de de igreja e de religião sejam, né, livres para adorar como lhe convém. E nós não estamos dizendo que todas as religiões são iguais, não estamos concordando com todas as religiões, >> mas o o estado não pode tomar sua preferência. >> Pode. Exatamente. O estado no estado, e aqui não tem muito a ver com laicidade, é outra coisa, né? Mas a ideia é que o estado ele não pode interferir ao ponto de dizer essa religião pode e aquela religião não pode. Mas a a cristandade hoje, pelo menos uma pequena ou até grande parcela, não tem confundido o papel do Estado, ou seja, tentado fazer do Estado um instrumento de proselitismo. E o isso, ao meu ver, é extremamente danoso. Não sei se vocês concordam comigo. >> E mais do que isso, a >> ver o pau dormiu ali, ó. [risadas] A igreja, a igreja hoje >> tem tratado o Estado como um um libertador, um um um salvador. >> Então aí isso é extremamente pernicioso. Tá. Agora veja, a igreja, a família delegou pra igreja, a igreja tá delegando para estado, não só a função de ser um um o esse mediador no sentido das esferas, mas como o mediador entre nós e Deus. O estado tem assumido e tá indo para quase para pra idolatria do Estado. É o Estado que vai ter que definir a as quereras intrarreligosas, entende? Então isso é extremamente pernicioso. Qual que é o dever do Estado em relação ao indivíduo? É garantir e proteger a liberdade do indivíduo. O Estado tem que garantir a minha liberdade. Ele não tem que eh em nome da minha liberdade, não é? Eh eh criar uma batalha para tirar minha liberdade. Vamos pensar assim. A no nosso país, o estado na tentativa de proteger o adolescente criou o estatuto da criança do adolescente. E no momento que ele fez isso, ele criou uma guerra entre pais e filhos. O estado para tentar intervir na relação dos pais com os filhos, o os filhos com os pais mais velhos, ele criou o estatuto do idoso e aí criou uma guerra entre o idoso e o jovem e aí entre o patrão e o trabalho, criou a CLT e as leis trabalhistas. E aí para proteger o trabalhador, ingessa o trabalhador e toma o dinheiro dele e aí lida com o dinheiro do trabalhador. Ou seja, eh o o Estado ele ele avança nas esferas de maneira equivocada e acaba, ao invés de promover a liberdade, o que ele faz é o oposto. Ele traz a escravidão, ele quer escravizar. Então, para na ideia do estado moderno é eu, se eu não determinar o que você tem que fazer, você não tem condição de fazer o que é certo, entende? Então isso é complicado. E o e o em relação ao poder, em relação a Deus, qual o que é que o estado deveria fazer em relação a isso? É reconhecer que o poder que ele tem emana de Deus e não dele. Nossa Constituição, no artigo primeiro, né? É, acho que é isso mesmo, se eu não tiver enganado aqui, diz assim: "Todo poder emana do povo, não é? Eh, mas isso é um equívoco, >> tá escrito, [risadas] não é? Mas só ver o nosso nossa nossa realidade hoje, não é? A briga entre as esferas de poder que nós temos no país, o que é que tá acontecendo? E a gente percebe que o povo eh de fato no nosso país é aquele que menos tem poder e nem sequer o poder do voto é é é garantido por nós, não é? Eh, na nação que a gente vive. E aí eu, é claro que esse é um assunto polêmico, pode ficar em outro momento, né, pra gente pensar sobre isso. >> Deixa eu acalmar o coração aqui do nosso produtor aqui do Honix. Deixa eu levar o assunto para um outro tema que tá dentro desse grande tema, né? Kiper faz uma importante distinção entre vida orgânica. >> Calma aí, ó. Você pode tesourar aí, viu? Você pode falar: "Pastor, tá tá passando o limite, vai me dar problema, tá? [risadas] >> Pode deixar. Tô tô ouvindo aqui >> agora. Agora vê que negócio interessante aqui dentro dessa discussão, n? A gente tá com medo do estado, não é? não é? >> Exatamente. >> A gente tá com medo do estado >> para você ver que já tem em nós encontramente. É assim, é assim, eu tenho que pensar sobre o que eu vou falar para que a gente não receba as consequências do fardo do Estado sobre nós, entendeu, [risadas] [risadas] né? Então assim, é claro que como cristãos, isso é é bem importante, a desobediência não permite que a gente seja a gente assuma um risco de anarquia, de rebelião, de belicoso, né? Beleras vezes em que aquilo, a determinação, aspecto legal for contra a palavra de Deus, nós temos que louvar apenas o único e verdadeiro Deus, né? >> Exato. Né? E sempre com respeito, né? Com decência. a a o cristão nunca foi chamado, né, para agir de maneira eh eh não graciosa, né, dentro das suas relações. >> Então, vamos lá. Eh, como eu tava dizendo, né, Kiper faz uma importante distinção entre vida orgânica e vida mecânica. Reverendo Paulo tava falando isso no comecinho e acabou que a gente mudou um pouquinho de assunto, né? Como é que a gente pode, seja reverendo Paulo, reverendo Davi, a entender essa diferença apresentada, né, pelo autor de uma maneira simples, se assim for possível. possível. Paulo, Paulo, >> Paulo tava dormindo aí, né? Eu vi você travado com olho fechado. [risadas] [risadas] Aqui eu tirei um cochilo. E aí aquela coisa, né? Se quando se o conteúdo daquilo que Davi falou der problema, eu tenho todas as desculpas do mundo, né? Porque eu não posso ser chamado de covarde porque eu não falei porque eu tava [risadas] dormindo. Também não posso ser acusado de ter falado besteira porque eu tava dormindo. Então >> foi estratégico. Então [risadas] >> foi estratégico. Fechei o olho aqui, aproveitei a desculpa aí da tecnologia >> pra gente poder para poder escapar dessa. Brincar. >> Mas pera aí, irmão. Mas o irmão concorda comigo ou não? Só pra gente se se se juntar aqui na na punição, né? O irmão concorda comigo, né? >> [risadas] >> com relação a gente tá com medo do estado. estado. >> Acho que o grande desafio da igreja eh daqui paraa frente vai ser eh essa racionalização, né? Eh, de temer os homens e temer a Deus. Eu acho que a é pelo menos essa a minha leitura, mas ela é muito particular, não é lei, não é e não, não pode ser que não seja tomada por todos, né? Acho que cada vez mais, seja por meio do Estado ou seja por meio da sociedade, né? cancelamento na rede social e tudo mais, a gente vai ter que tomar eh e refletir muito sobre eh a quem nós devemos temer, né? Porque quando qualquer uma dessas esferas invade aquilo que a escritura nos ordena, a gente tem que se posicionar contrário a essas coisas, né? Seja eh eu não acho que todo mundo tem que fazer vídeo protestando e e tudo mais, né? Mas nas esferas ou na naquela nossa rede de influência próxima, igreja, família, aqueles que estão próximos da gente, a gente tem que se posicionar e na medida do possível eh lutar para que a todas essas esferas estejam de acordo com a sua natureza, com aquilo que Deus estabeleceu. E respondendo a pergunta do reverendo Naruzi, acho que quando a gente faz essa distinção aí eh de mecânico e orgânico, basta a gente pensar eem nessa influência do pecado mesmo, né? É, tudo aquilo que está estabelecido por Deus antes do pecado. E aí a gente pode pensar eh casamento, sociedade, família, própria adoração, a gente pode entender como uma um aspecto de vida orgânica e aquilo que que é imposto, aquilo que é colocado de fora para garantir a ordem como algo que é mecânico, né? Eh, muito interessante que eh dentro das próprias esferas e aí eh talvez não a família eh me ajudem nessa reflexão, mas dentro da esfera da igreja, por exemplo, nós temos aquilo que é chamado de de igreja orgânica, né, de uma vida orgânica da igreja que que é expressa a conversão das pessoas, dos relacionamentos, da desse discipulado orgânico do crescimento da igreja e uma institucionalização né, que vem também por causa do pecado para nos ajudar e a direcionar a a exercer a a uma das marcas da igreja saudável, que é a disciplina eclesiástica, para trazer sempre a igreja de volta para dentro dessa dessa normalidade das coisas e a normalidade das coisas de acordo com aquilo que está expresso e revelado na escritura. escritura. É, e é interessante, Paulo, isso aí, porque pegando essa essa ilustração sua, né, na esfera da família, a mesma coisa. A disciplina é algo completamente mecânico. Não deveria ser natural usar disciplina com os filhos, não é? >> Mas o que é que o pecado faz? Por exemplo, hoje a gente não pode disciplinar. A disciplina tem sido algo que é completamente combativo nessa educação positivista que a gente vê aí, né? educação positiva. O hoje e eu não a a ideia de uma disciplina eh no no âmbito familiar é complicada. E aí voltando aquele assunto do Naruso, eh o estado já tentou legislar sobre isso, sobre o que eu posso e o que eu não posso eh eh fazer na disciplina do meu filho, não é? E aí sempre e e veja o não é que porque é mecânico é é ruim. Eu acho que o o o Kerzia, né? Não quer dizer que é mecânico, é ruim, não é isso não é não é necessariamente isso. O estado é mecânico e mas ele é necessário, ele não é ruim. O Kiper não defende a a não existência do estado. E nós como reformários, >> aquela analogia cabe bem na triliça >> e da videira, né? Assim e e a e a e a escritura também não nos ensina a não ter o estado. Pelo contrário, ela diz que nós devemos honrar e respeitar o estado, não é? Porém, eh, o que ela mostra é que essa essa a função do Estado, ela é transitória. Assim como a função da disciplina, quer na igreja, quer na família, ela é transitória. Ela não deve, não é algo que deve eh nos acompanhar na eternidade, por exemplo, não é? Eh, e pelo menos esse estado que como a gente conhece, né? Eh, eu concordo com o Paulo, ele chamou logo no comecinho, talvez você volotar o vídeo, você vai ver, eh, quando o reverendo Paulo diz assim que a gente não pode ficar também muito conjecturando como seria o a nossa vida antes da queda, se teríamos ou não um estado, que tipo de estado teríamos antes da queda, não é? O que a gente tá dizendo é que esse estado, como a gente tem hoje, é que ele é uma consequência da queda. Como seria a nossa relação de poder, né, dentro dessas esferas? porque lá veriam muitas famílias. Ainda seria uma teocracia, como é que seria nosso governo, né? Mas haveria de alguma forma uma organização, estrutura e que não cabe a gente ficar conjecturando o que seria. Mas o fato é que hoje a a gente tem que trabalhar e ensinar nas igrejas, aos nossos filhos, aquilo que é natural, que é a soberania da consciência do indivíduo. Nem estado, nem família, nem igreja tem o poder para gerir a minha consciência. >> E como fica aí a provocativa mesmo, tá? Como é que fica aquela aquele imperativo que nós devemos inculcar na cabeça dos nossos filhos a palavra de Deus? Será que isso não seria um papel um tanto quanto mais coercitivo da família sobre o indivíduo? E aqui eu me falo de pai para com filhos, né? Ou isso não se aplica? Entende minha pergunta? >> Entendi. Entendi. >> Vamos lá. Eh, deixa eu, deixa, deixa eu entrar nessa, nessa bola dividida aí. A gente tem que sempre partir do pressuposto, meus irmãos. Eh, eu sei que a nossa experiência, eh, ela é de uma multiplicidade de religiões e de pensamentos e de, e de filosofias, ideologias e tudo mais. Isso também a gente tem que ter em mente que é consequência do pecado, ok? Então, se a gente agir, e aí aquilo que Kiper estabelece, ele trata e trabalha aspectos do pecado, mas ele tá sempre falando a partir de uma perspectiva bíblica. Então, ah, dentro de uma perspectiva bíblica, você inculcar a palavra de Deus na cabeça dos seus filhos não é você ser coestivo, você não é você eh eh infringir a consciência e a liberdade de consciência dos seus filhos. é você eh cumprir o seu papel natural como família. Lembra? Vamos lembrar lá lá em Gênesis eh 1 e 2, nos relatos da criação, eh qual era o ou qual é o propósito da família a grosso modo, tá? De forma muito simplista, é para multiplicar-se sobre a terra e encher a terra da glória de Deus. Isso é uma um conceito muito bem trabalhado aí dentro do Alegre de Todos os povos, né, do John Piper. Eh, um livro de missologia, né, do John Piper e e amplamente eh defendido por muitos reformados, que é esse aspecto de você espalhar a glória de Deus, eh, e aí a glória de Deus como parte dos seus atributos, quem ele é, né, a sua beleza, a sua justiça, a sua bondade, o seu amor pela terra. Então, depois que o pecado invade o mundo, eh, como que essas coisas funcionam, se estabelecem? Você faz isso através do discipulado, ensinando seus filhos no caminho que eles devem andar. Você prega, você inculca, você disciplina, você corrige. E aí essa disciplina e essa correção, ela entram quase como se fosse um um pedacinho derivado aí do estado, eh, por conta do pecado, né? Eh, mas eu não acredito que seja eh cerciar essa essa liberdade, até porque eh de uma perspectiva calvinista eh por mais que essas esferas tenham seu espaço eh separado e derivado, né, e cada um tem a sua soberania, cada um tem a sua autoridade, a sua responsabilidade, isso não eh exime elas de serem eh governadas pelo próprio Deus. E aí de um aspecto aí de depois da queda, como que isso funciona? Isso funciona com a a cristão, eh, de forma intencional. Eh, vou, tô tentando influenciando, acho que influenciando é a melhor palavra, tanto o estado quanto a, a família e a igreja para cumprir aqueles propósitos naturais que para o qual eles foram criados e para o qual eles foram estabelecidos, né? Então, a gente não pode eh se esquecer disso. Ah, quando a gente entra nessa discussão, e aí eu gostei muito da fala do reverend que ele disse que a gente não tá falando de estado laico, mas a gente tá dizendo que o estado ele não ele não deve cumprir o papel da família da igreja, mas ele também não deve cercear o papel da família da igreja. Quando a gente fala de do papel, a gente tá dizendo de forma bem clara que é o papel dado por Deus para essas esferas e para essas para essa para para esses grupos, né, ou esferas que é família, estado e igreja. revendo Davi. >> É, e dentro dessa linha, né, Paulo, é quando eu não reconheço a soberania de Deus sobre as esferas, então eu tenho que eh trazer poder de algum lugar, porque o CPER vai lembrar bem que nenhum ser humano tem autoridade sobre o outro. Essencialmente, ninguém tem o poder sobre um outro ser humano, eh, um poder que é inato, não é? E e por causa dessa ideia, os nazistas e fizeram o que fizeram. Os brancos escravizaram os negros, os negros escravizaram os negros de outras tribos, tribos na Amazônia escravizam outras tribos na Amazônia porque entendem que existe um poder que dele mesmo para com o outro. Mas a Bíblia não nos permite fazer isso. Então, essa essa relação entre os poderes eh que não reconhece a soberania de Deus. Ou seja, eu preciso prestar contas, dar contas daquilo que eu faço a esse soberano faz com que eh a gente crie essas distorsões. E quando eu eu estou na minha casa, na esfera da família, e aí é que é que é a beleza do evangelho, você lá na sua casa você vai educar o seu filho. E educar significa subverter, né? Essa é o princípio básico da educação. Eu vou ensinar meu filho que ele precisa subvercer a sua própria vontade em detrimento da vida social. Então, a a educação é fazer isso, é é ensinar os os menores, os que estão aprendendo a viver, como eles podem subverter a sua própria vontade sem viver infelizes e frustrados, não é? Tal. Então isso é isso é educação. Só que eh o católico vai fazer isso de um jeito, o protestante vai fazer isso o islâmico vai fazer isso de outro jeito e cada religião vai usar e o Estado tem que proteger essa esfera. Dizer assim: "Olha, você na sua casa, você pode educar o seu filho, não é? E >> e seria o ideal. Mas entretanto, mais uma vez, por conta do pecado, não é? E, e, e por conta de minimizarmos e nem podermos nós falar de pecado. E agora é uma crítica, não é mais ao estado, viu, reverendo Paulo, é a igreja agora. Porque as igrejas hoje com medo da da sociedade, da cultura do cancelamento, agora não quer falar mais de pecado. E a gente não aborda mais da doutrina do pecado. Se você na sua igreja, você faz três mensagens seguidas de de de trazendo o impacto do pecado sobre a vida, na quarta alguém já te convida. Pastor, você tá falando demais de pecado. Vamos falar sobre graça, não é? n assim é só acontece comigo, né? Em qualquer lugar que você vai assim. Então a gente não quer mais falar sobre isso, não é? E essa doutrina que é estruturante da da fé reformada, do impacto do pecado sobre a vida e sobre as esferas, quando ela é negligenciada, ela vai trazer consequências desastrosas pra vida da igreja. Ela não rouba a liberdade. Pregar sobre o pecado não traz perda de liberdade. Ao contrário, ela amplia a nossa liberdade em Cristo e não não nos reduz. Estamos quase candid foi por isso, foi por isso que eu falei que a gente vai ter que cada vez mais eh pesar isso na balança, porque nós temos hoje no atual estado do mundo, da sociedade e tudo mais, do avanço de dessa, a gente pode colocar como politicamente correto, né, que um muitas questões que a escritura ensina e nos manda fazer e praticar, elas são subversivas hoje. elas são eh consideradas altas que você não deve falar. E aí quando e é interessante que você percebe como as coisas estão caminhando e quando você começa a ensinar essas coisas na escritura, na igreja, você começa a pregar essas coisas e e dar aula sobre essas coisas. Por exemplo, papel do homem, da mulher, sobre criação de filhos, sobre a teologia da aliança e vários outros assuntos que para por muito tempo foram muito normais e naturais. Hoje em dia eles são completamente eh subversivos, né? E e aí a gente vai ter que pesar na balança cada vez mais. A gente vai falar desses assuntos ou não? A gente vai ensinar o povo de Deus todas as coisas que eles que ele nos tem ensinado ou a gente vai aderir à popularidade do politicamente correto e e essa influência da do próprio estado na na nossa vida ou não? É, e isso é interessante, né? Eu quero, quantos seguidores eu tenho na minha igreja, né? Quantos seguidores eu tenho no canal da minha igreja? E, né, e a gente tá preocupado com isso agora. Quantos seguidores eu tenho? >> Popularidade [risadas] cobrando alto preço, muitas vezes, né? A fidelidade. >> Exatamente. Exatamente. Então, eu tenho que decidir, né? E aí me lembro de de Atos. Vou perder se eu ensinar esse três vezes. >> Isso. Isso. Quantos membros vão sair da minha igreja? Ó, veja aí. Eu lembro de Atos, quando Pedro é é é punido e e açoitado e ele responde: "Importa servir a Deus ou aos homens? Avalem vocês mesmos. Nós temos que tomar essa decisão todo domingo quando eu subo para pregar, essa é a decisão que tá no nosso coração. coração. >> É verdade. >> O que que eu tenho que a quem que eu tenho que prestar conta de qual é a soberania que está sobre mim?" Não é? >> Caminhando já pro pra parte final do nosso programa. Já >> vamos pensar aqui em aspect >> em aspectos práticos, embora todas as nossas reflexões visaram, né, o cotidiano, aspecto prático, assim por diante. Meus irmãos, diante de um cenário como esse que foi abordado, em que essas esferas estão cada vez mais confusas, pelo menos no que diz respeito ao seu campo de atuação, se é legítimo ou não aquilo que ela está exigindo, cobrando e assim por diante, né? Como é que nós, enquanto cristãos, podemos viver com fidelidade, discernimento e muitas vezes firmeza naquilo que professamos crer? Não é uma pergunta fácil, né? Eu sei disso. disso. >> Não, é, essa essa é mais fácil, [risadas] essa >> menos polêmica, né? >> Essa, né? Veja, eh, eu acho que a gente, voltando para essas duas duas doutrinas aí estruturantes, né? A soberania de Deus e a doutrina do pecado ou da depravação total, não é? Se Deus é soberano e se eu vivo debaixo dessa soberania, acho que a frase do Caipe que sintetiza isso é: "Eu não dobro meu joelho diante de homem algum. Eu só dobro meu joelho diante de Deus". Então, seja o estado, seja a família, seja a igreja, se não está alinhada com a vontade de Deus, eu não dobro o meu joelho para ele. Então, o cristão não deve dobrar os joelhos para ninguém, nem mesmo seu pastor, nem mesmo esse aqui que vos fala, aqueles que são minhas ovelhas, se não estiver pautado na palavra de Deus. Então, nós não dobramos o nosso joelho ao estado, nós dobramos o nosso joelho diante do nosso Senhor. Então, o crente tem que viver dessa forma. Agora, eu devo fazer isso com humildade. Aí eu acho que tá um ponto aqui que é extremamente importante. Eh, o cristão envolvendo na política, na economia e o que deve ter, devemos ter sim cristãos envolvidos nessas todas essas essas áreas, não é? Eh, mas não defendendo a bandeira da sua placa, mas defendendo a bandeira cristã, que a bandeira cristã é da liberdade, não é? É, é da liberdade de eu poder dizer assim: "Eu adoro a Cristo e sirvo a ele e ninguém pode me impedir adorar ou ou querer que eu adore outra coisa que não seja o meu Senhor", não é? E quando o Estado tenta fazer isso, eu humildemente eu me entrego à morte, não é? Eu não vou e ao mesmo tempo, não é só uma um parêntese, reverendo ao mesmo tempo, não impedir que a gente ou que outras religiões também, acho que isso é a coisa mais natural do mundo, né? Eh, tentemos convencer os outros de que o nosso Deus é um >> eh então não não imp porque o que acontece muitas vezes, né? >> Exato. Exato. Isso é muito interessante, né? Porque eh e e não é novo, é fruto do pecado. Sócrates é condenado, não é por idolatria. Ele tá dentro do planteão e mais idólatra e ele tá sendo condenado por idolatria. Não, não tem lógica, entende? Então, e por quê? Porque eu eu tenho a liberdade de ensinar e de discutir e dentro da nossa própria denominação, há da nossa própria denominação, há conteúdos que nós discutimos e tá estudando e e tá discordando e e um querendo levar o outro ou trazer o outro. É o famoso proselitismo, né? Eh, eh, não há eh pecado e nem há nem há crime no proselitismo. Agora, eh, quando eu quero impor, né, por medidas que autoritárias por parte do governo, da família ou da igreja, ou mesmo quando eu quero eh criar instrumentos indiretos para fazer com que a as pessoas assumam a minha fé, aí eu tô com problema sério, quer seja dentro da igreja ou dentro do estado. Vou pedir pro Ronix, então, gentilmente fazer a última rodada aqui no chat. Muito bem, vamos lá, pessoal. Olha só, temos várias participações aqui. O Ricardo, Ricardo tava até perguntando outro dia: "O bússol acabou?" Falei: "Não, cara, tá, tá de volta". Então, >> bom te ver. >> Inclusive, o Ricardo hoje chegou tarde, né? >> Chegou, chegou. Mas >> a gente não pode ficar uma semana fora, né, cara? [risadas] É, teve alguma algumas questões aqui, mas tudo certo. O programa continua fortíssimo aí. Ô, Ricardo, bem-vindo de volta. Tivemos a participação também do João Marcos, né? Ele ele ele teve um comentário aqui dizendo que discorda do reverendo Davi sobre porque a igreja não quer falar sobre o pecado. Não é medo do cancelamento, é abraçar os valores do mundo, perdendo assim o poder, eh, o poder se salgar o mundo, né? Poder de salgar o mundo, no caso, né? Acho que foi a digitação, mas aí foi um uma contribuição a respeito da visão dele em cima disso. Tivemos a Fernanda que participou também dizendo ali perfeito. A A Bi Bianca, acho que é Bianca, ela falou isso. Sabino, como é mesmo o nome do livro do John Piper? Vocês citaram o livro aí? >> É alegre todos os povos. >> É, >> repete, por favor. >> Alegre, >> alegre todos os povos. Então, alegrem-se todos os povos. Esse é o nome do livro, tá? Eh, o Alan Pavani, ele pergunta: "O pensamento de que o estado é uma máfia é errado do ponto de vista reformado?" Ele mandou essa pergunta. Acho que dá, [risadas] [risadas] dá para vocês abordarem um pouquinho, >> rapaz. O Alan o Alan cortou o cabelo e veio com essas perguntas competentes, [risadas] né? Eu [roncando] vi um um vídeo dele no Instagram esses dias, tava cortando cabelo doando lá pro Instituto do Câncer de Mama, né? Eh, e aí aparece aqui hoje na live com esse um monte de [risadas] pergun, né? Até o nosso juramento da pública profissão de fé, nós devemos nos submeter aos poderes até que eles submetam as escrituras. >> Poder derivado, né? Isso. Então, teve várias participações, eu não sei até onde que você leu da última vez, mas teve o Pedro também que mandou eh família Educa, estado ensina, >> o Lucas mandando um abraço ao reverendo Davi, aos demais, né, >> Lucas? É muita gente. O pastor Flávio também continuou participando com a gente aí. Muito, muito bom ter vocês aqui, pessoal. >> Michele Pereira também. Rôonix, não sei se você consegue visualizar, tá entre as últimas aí, né? >> Deixa eu ver aqui. >> Graça e paz a todos. Posso ler aqui? Diante do diante do cenário que vivemos, precisamos continuar com nossa fé no criador do mundo. O cristão que somos define que o governo não nos governa e nem mesmo estado. Vivemos da fé. É o que nós estávamos discutindo, né? Nós não somos anarquistas no sentido de oposição. Nós devemos sim, pelo menos é o que nós estamos tentando abordar, né? a a a obediência, desde que esta obediência não fira a nossa consciência que é pautada somente pela escritura, né? >> Exato. Exato. >> Vereador Thiago. >> Pois não. >> Deixa eu deixa eu endereçar aqui essa questão do João Marcos, né? De que ele disse que discorda do reverendo Davi. Eu acho que essas coisas elas não precisam estar necessariamente em oposição, não. Eh, o a igreja começa a se moldar ao mundo a partir do do momento que ela tem medo medo >> isso. >> Medo de se opor ao mundo, né? Então você vai, talvez a gente poderia pensar até num certo ciclo, né? Você começa a ter medo de ensinar as verdades bíblicas e aí por porque por não está ensinando as verdades bíblicas, você vai se amoldando ao mundo e aí cada vez mais parecido com o mundo, mais medo eh você vai ter de de contrariar os princípios e os valores desse mundo. Então eu não que essas coisas elas são necessariamente eh contrárias. >> É isso mesmo, Paulo. Era era seria essa a minha fala também. Eh, não é um pensamento excludente não, até porque quando a gente fala eh da política do cancelamento, isso é um é uma conformação com o mundo. É a igreja se conformando com o mundo que vive essa política de cancelamento, que é tão perniciosa, que é tão prejudicial. Mas volto lá, né, com com Roussea é a ditadura do povo que agora se expressa por meio das redes sociais dessa forma, de maneira completamente arbitrária. Grupos de pessoas cancelam outras, né? eh por simplesmente discordar, né, o que acontecia na Revolução Francesa com as guilhotinas subindo e descendo. Agora não se corta mais pescoços, se cancelam as pessoas nas redes sociais, qualquer um que se distancie desse ideal da maioria, não é? Eh, eh, eh, eh, é, >> não só da maioria, mas também muitas vezes da da minoria, né? Hoje em dia é relativa essa questão, né? É, mas que isso traz, né, traz essa à tona essa essa coisa que quando o governo vem do povo, seja que povo se refira a isso, não é? E a a qualquer povo, a gente vai ter as mesmas distorções, porque o pecado está no povo e está no povo que forma o governo, não é? A Rezende diz assim: "Aprendo muito com os debates tão ricos e sempre de forma tão graciosa e respeitosa. Algo muito necessário para este tempo. Um abraço para todos. Que alegria que o reverendo Davi é o meu pastor. Deve ser alguma suas ovelhas, né? Um grande abraço, viu, Natália? Deve ser Natália. Nati, Natália, né? >> Meus irmãos, estamos aqui já na parte final, quase estourando. >> Então, dois minutinhos aí para que vocês façem as considerações finais. 5 minutos. minutos. >> 5 minutos. >> Aí 1 minuto dá para ganhar 5 minutos. >> Vou vou consultar aqui a voz da consciência >> até as duas, né? >> Isso. Faltam 6 minutos. 5 minutos. Dois minutinhos para cada um. Então, >> ai. >> Então vamos lá. Deixa eu começar porque eu tô mais longe. Vamos usar o princípio conciliar aí. Aques estão mais longe da [risadas] >> brincadeira. A minha fala final é é muito clara assim, né? Eh, dentro de tudo isso que a gente conversou. Eh, não se desculpe pela palavra de Deus. Eh, ou procure entender o que a escritura tá dizendo. Estude, se aprofunde de de falar, né? Não seja apressado, mas não se descul pela pela palavra de E aí se você tiver aqui em Vinhedo, nesse final de semana aparece aqui na igreja prestando da Aliança em Vinhedo para fazer uma visita pra gente. A venida das saudade 60, o escola dominical às 9 e o culto às 10 horas. Deus abençoe vocês aí. >> Amém. >> Foi, foi, foi, foi econômico nos dois minutos, né? >> É, é. Ele sabe que eu falo demais. Aí ele tá pensando nisso, né? Vai lá, R Davi. >> Eh, irmãos, eh, o que que eu posso fazer um resumo aqui do que a gente viu e e talvez seja um conselho, é um conselho até pastoral, bem na linha do do do reverendo Paulo. Nós vivemos tempos difíceis, não é? E quando estamos enfrentando tempos difíceis, eh, naturalmente o medo, o receio, a preocupação, a ansiedade, ela toma conta e ela, ela se apresenta de várias formas em nossa vida. Não é? [roncando] Mas nós precisamos lembrar que mesmo diante de um governo marchado pelo pecado, que é é corrupto, não do ponto de vista político, mas corrupto do ponto de vista de pecado mesmo, né? Nó como a igreja também sofre com a corrupção de dentro para fora, a família. Nesse ambiente, eu preciso estar lembrando todo instante que Deus é soberano. E em nenhum momento esse Deus soberano perdeu o controle do mundo. Ainda que nós estejamos enfrentando diversos problemas no nosso país, de diversas ordens econômicas, sociais, políticas, jurídicas, insegurança de todos os lados, eu preciso lembrar que todos indistintamente hão que se haver diante do soberano Deus e que terão que prestar contas a ele. Então, eu não preciso temer eh o o dia de amanhã, não é? Eu só preciso temer o soberano Deus, não é? e saber que o temor a ele é o princípio da sabedoria, de como eu devo me comportar em relação ao estado, à família, à igreja, não é? E isso faz com que eu queira participar de um corpo vivo que adora a Deus e que se fortalece no meio dessa dinâmica de de glorificar Deus e entregar toda soberania para ele. Dito isso, vou fazer aqui vezes com o reverendo Paulo. Se você não tá em Vinheira, eu tá aqui em Alfaville, né, em Barueri, vai visitar a gente, não é? Procura a gente no Instagram IPM Alfavilha. Você vai nos encontrar lá no nosso endereço, nossas redes sociais. E se você tá em Cotia, vá ali também na terceira igreja prébitariana de Cotia, a gente quer receber você lá e e adorar a Deus junto contigo. >> Muito bom. Então, deixa eu aqui fazer as honras desses dois últimos minutos, né? Se eu pudesse, como preciso aqui resumir tudo o que nós falamos, eu diria: "O estado é necessário?" Sim, mas não é absoluto. Por quê? Porque só existe um absoluto, o nosso Senhor. Todos os demais poderes, sejam as suas esferas de atuação, são poderes derivados e relativos do Senhor, né? >> Ou seja, quando falamos de estado, precisamos entender que ele foi sim um instrumento instido por Deus, tem o seu papel legítimo, mas também possui limites muito bem definidos pela própria escritura. Ou seja, o Estado deve servir a Deus e não substituí-lo, como tem feito ah atualmente, né? seja chamando para si prerrogativas que não lhe competem ou quando é lhe lhes é dado lhe dado este poder também que não lhe compete, né? Ou seja, ele não é a fonte da vida, não é o nosso redentor. Só há um redentor, um mediador entre Deus e os homens, né? E talvez possamos resumir tudo isso em uma única afirmação muito direta. Quando o Estado ultrapassa seus limites, ele deixa de cumprir o seu verdadeiro e único papel. E aí fica a pergunta, qual é o nosso chamado? Submissão ah total. Não, submissão equilibrada. Submissão total somente a Deus. Segundo, discernimento. Precisamos ter discernimento de quais são os papéis de cada esfera. E só podemos ter isso à medida que nós nos debruçarmos à fonte de vida, a palavra de Deus. E por cima, precisamos desenvolver uma fidelidade total e absoluta ao nosso Senhor Jesus Cristo. Querido, se você está ali pela região do Alapa, fica também o convite. Venha nos conhecer. Igreja Presbiteriana do Alto da Lapa, rua Dr. José Elias. 67. Culto aos domingos, tanto às 10 horas quanto às 18 horas. Que Deus te abençoe. Um grande abraço também, Reverendo Samuel, que com certeza está nos assistindo. Até semana que vem, se o nosso bom Deus assim permitir. >> Amém. Amém. Genano Paulo.
Pontuação Geral
90
/100
Análise baseada na tradição Reformada / Calvinista
Uma discussão teologicamente sólida e pastoralmente relevante sobre os limites da autoridade do Estado à luz da soberania de Deus e da doutrina das esferas de Kuyper, firmemente ancorada na tradição reformada.
Tema principal:
Os limites da autoridade do Estado segundo a teoria das esferas de Abraham Kuyper, dentro de uma perspectiva reformada/calvinista
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O conteúdo está alinhado com a Escritura e a tradição reformada, sem contradizer ensinos explícitos. As poucas ausências (como maior desenvolvimento de Romanos 13) não constituem erro.
Hermenêutica
Uso consistente da interpretação dentro do framework reformado. Os textos bíblicos são citados de forma apropriada ao contexto da discussão.
Precisão Teológica
Teologia sólida, com forte ênfase na soberania de Deus, pecado e estrutura da criação. Coerente com a ortodoxia reformada.
Compreensão Contextual
Boa contextualização histórica do pensamento de Kuyper. A aplicação ao contexto contemporâneo poderia ser mais desenvolvida com exemplos específicos.
Aplicação Prática
Oferece princípios claros para discernimento e ação (ex: não dobrar os joelhos a autoridades humanas que contradizem a Deus). A aplicação poderia ser mais concreta.
Clareza do Evangelho
O Evangelho não é o foco central da discussão, mas está pressuposto na soberania de Cristo e na necessidade de submissão final a Ele. Não há distorção, mas também não há exposição explícita do evangelho da graça.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Muito baixo. Os participantes evitam forçar textos bíblicos para defender pontos, trabalhando mais com princípios teológicos extraídos de uma leitura consistente.
Risco de Heresia
Praticamente nulo. O conteúdo reafirma doutrinas centrais do cristianismo (soberania de Deus, pecado, autoridade das Escrituras) e não promove distorções sérias.
O debate permaneceu em nível teórico e histórico, com poucos exemplos concretos atuais.
Equilíbrio bíblico: Sugere-se trazer exemplos contemporâneos de invasão de esferas (ex: legislação específica, políticas educacionais) para maior clareza pastoral.
A ênfase foi quase exclusivamente nos limites e perigos do Estado, com pouco desenvolvimento sobre seu papel positivo como ministro de Deus para a justiça.
Equilíbrio bíblico: Equilibrar com uma exposição de Romanos 13:1-7, mostrando que a autoridade legítima do Estado também é uma ordenança divina para o bem comum.
Fidelidade à doutrina reformada da soberania de Deus como fundamento de toda autoridade.
Discussão sobre como Kuyper contrapõe a soberania do povo ou do Estado à soberania divina.
Impacto: Orienta os ouvintes a temer e prestar contas apenas a Deus, não a instituições humanas.
Ênfase correta na doutrina do pecado como chave para entender distorções nas esferas.
Argumento de que negligenciar o pecado leva ao expansionismo estatal e a abusos de poder.
Impacto: Chama a igreja a pregar e viver à luz da realidade do pecado, evitando conformação com o mundo.
Defesa clara da liberdade de consciência e da resistência legítima baseada na Escritura.
Discussão sobre desobediência civil e o limite da obediência às autoridades.
Impacto: Encorage os cristãos a discernir e, quando necessário, resistir a ordens que violem a Palavra de Deus.
Tema principal:
Os limites da autoridade do Estado segundo a teoria das esferas de Abraham Kuyper, dentro de uma perspectiva reformada/calvinista
Tom pastoral:
Didático, reflexivo e pastoral, buscando orientar os ouvintes sobre os limites das esferas de autoridade (Estado, Família, Igreja) e alertar sobre invasões indevidas, especialmente do Estado em áreas que não são de sua competência.
Textos bíblicos:
Deus é o soberano absoluto, e dele emanam todas as autoridades nas esferas da vida.
Suporte: Discussão sobre como Kuyper fundamenta a autonomia das esferas na soberania de Deus, não na autoridade humana ou estatal.
O Estado é uma instituição pós-queda, com função limitada de preservar a ordem e a justiça (poder da espada), e não pertence à estrutura original da criação.
Suporte: Debate sobre o surgimento do Estado como resposta ao pecado, com papel mecânico (como uma treliça) para sustentar a vida social corrompida.
Cada esfera (Estado, Família, Igreja) tem autonomia e limites dados por Deus, e a invasão de uma esfera sobre outra é uma distorção da ordem criada.
Suporte: Exemplos de como o Estado não deve legislar sobre educação moral/religiosa dos filhos, nem a igreja deve assumir papéis do Estado ou da família.
A negligência da doutrina do pecado leva à expansão indevida do Estado e à tirania em todas as esferas.
Suporte: Argumentação de que minimizar o pecado faz com que se ignore a tendência humana ao abuso de poder, inclusive no Estado.
A consciência do indivíduo, pautada pela Escritura, é a instância final de resistência legítima quando esferas extrapolam seus limites.
Suporte: Discussão sobre desobediência civil e a primazia da obediência a Deus sobre a obediência a autoridades humanas que contrariam a Palavra.
Textos:
Uso Contextual
Usado indiretamente para falar dos mandatos cultural, social e familiar como estruturas pré-queda, em contraste com o Estado (pós-queda).
Uso Contextual
Citado implicitamente na discussão sobre obedecer a Deus antes que aos homens, no contexto de resistência a autoridades que ultrapassam seus limites.
Uso Contextual
Mencionado para ilustrar que a lealdade a Cristo pode exigir desonrar pais em casos extremos, mostrando limites da autoridade familiar.
Diagnóstico geral:
Sólida
Incluir exemplos contemporâneos concretos de invasão de esferas para maior aplicabilidade.
Desenvolver mais o papel positivo do Estado como ministro de Deus (Rm 13) para equilíbrio doutrinário.
Explicitar como a graça comum opera através do Estado mesmo em sua forma pós-queda.
Conectar mais explicitamente a discussão sobre autoridade e resistência com o senhorio de Cristo e o evangelho.
Incentivar a audiência a um engajamento construtivo nas esferas (cultura, política) como parte do mandato cultural.
Resumo em uma frase:
Uma discussão teologicamente sólida e pastoralmente relevante sobre os limites da autoridade do Estado à luz da soberania de Deus e da doutrina das esferas de Kuyper, firmemente ancorada na tradição reformada.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Reformada / Calvinista (Igreja Presbiteriana do Brasil). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.