Igreja Batista Atitude
22 de setembro de 2026
45min
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Nota deste sermão
55
de 100 pontos
É uma exortação pastoralmente empática e parcialmente saudável sobre o processo do perdão, mas fragilizada pelo uso forçado de João 11:39 e pela promessa de que perdoar remove obstáculos espirituais e garante milagres ou restaurações.
Critérios e notas consideram a tradição Batista Carismática / Celular (Igreja Batista Atitude)
Análise gerada por IA em 02 de outubro de 2026 · entenda a metodologia e os limites →
#AtitudeTV #Ibatitude #aovivo ______________________________ Acesse nosso site: https://igrejaatitude.com.br/?utm_source=youtube&utm_medium=organic&utm_campaign=bio_canal Somos a Igreja Batista Atitude! Rua Sylvio da Rocha Pollis, 751, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil. Pastor Sênior: Josué Valandro Jr.
Que a paz de Cristo esteja com todos vocês, não só hoje, mas todos os dias da nossa vida. Amém. >> Como a pastora falou, meu nome é Laura Matias. Eu sou a esposa do pastor Anderson Ezequiel, que pela misericórdia do Senhor está à frente da rede verde aqui na sede. Amém. Ja, que eu tô muito feliz e honrada pelo convite. Eu louvo a Deus pela sua vida, por você tá à frente desse ministério tão bonito, tão importante dentro da nossa igreja. Parece que ele não é tão valorizado, mas eu valorizo isso aí. A maior valorização vem do Senhor. Parabéns pela sua dedicação, pelo seu comprometimento. Que o Senhor continue te usando poderosamente, renovando as tuas forças, dando sabedoria, discernimento para continuar à frente desse ministério. Amém. Eh, Eh, como eu falei, nós estamos à frente da Rede Verde. Orem pela nossa vida quando vocês tiverem em oração. Nós assumimos um compromisso que veio do coração do Senhor. Senhor. E não é fácil, né? Porque o tarrafo tá lá em cima, né? Vim depois da pastora Valéria. É uma missão. Eu sou mãe da Beatriz. Nós somos pais, né, da Beatriz. Ela tem 29 anos, casada com o Artur, médica médica e mãe do Bernardo, que vai fazer segunda-feira, 20 aninhos. Uma bênção, meu filhinho. A filha e o genro também. Sonora preferida da dona Laí, que também faz parte aqui do da melhor idade, mas hoje ela está numa consulta médica, por isso ela ainda não chegou. E antes de começar a minha ministração, eu queria conhecer um pouquinho de vocês. Ô, Jaque, não dá para acender a luz não para mim ver atrapalha a transmissão? Não sei. Daqui para trás eu não consigo ver muito bem o rostinho de vocês, mas enfim. Quem aqui já passou na vida por uma decepção? Levanta a mão. >> Eita! Quem já precisou aqui tomar uma decisão muito difícil na vida? >> Última pergunta. Quem aqui já foi ferido por alguém que amava muito ou confiava muito? Eu também. Eu também. A Bíblia nos mostra em algumas passagens que diante das decisões difíceis, os reis, as pessoas, eles procuravam os anciãos para pedirem opiniões. E hoje, quem são os anciões da nossa sociedade? a melhor idade. Vocês, vocês são uma referência paraa nossa sociedade, paraa nossa igreja. A experiência de vocês e a sabedoria de vocês tem muito valor paraa nossa sociedade. E quando eu falo sobre sabedoria, eu não tô falando sobre formação acadêmica. Às vezes eu escuto as pessoas falarem assim: "Mas eu só tenho até a quarta série". Eu só fiz até o ensino médio. E outros vão dizer: "Eu tenho faculdade, eu tenho pós-graduação." Mas sabedoria não tem a ver com formação acadêmica. Sabedoria tem a ver com as experiências que vocês acumularam durante os anos de vida. Por isso eu creio que hoje eu tô ministrando para um grupo de pessoas que já viveram muitas coisas, que carregam muitas experiências, que venceram batalhas e tudo isso para glorificar o nome do Senhor. Nós somos um milagre, nós vencemos a pandemia. Eu lembro que meu pai na época da pandemia, ele tinha mais de 80 anos já. E eu falava para ele: "Pai, o senhor já viu alguma vez isso?" E ele falava: "Nunca vi isso. Não tenho experiência nenhuma para falar para você sobre isso. Infelizmente na pandemia o senhor recolheu o meu pai, mas eu sempre tive o meu pai como uma referência. Meu pai era uma pessoa muito sábia, muito inteligente. E antes de começar a ministração, eu quero trazer uma ilustração para vocês. vocês. Certa vez, um homem ficou sabendo que na cidade dele, onde ele morava, tinha um homem muito sábio. E ele então resolveu procurar esse homem, ir ao encontro deste homem. E ele então, ao chegar perto desse homem, ele já estava muito cansado, porque no passado ele sofreu alguma coisa na vida dele que deixou uma alguma coisa na vida dele que deixou uma dor muito grande no coração dele e ele carregava aquela dor por anos. E ao chegar diante do sábio, em poucas palavras, o sábio logo percebeu o que que estava acontecendo com aquele homem. E ele disse para o para o sábio: "Eu vim aqui porque eu carrego uma dor dentro de mim e eu não consigo me livrar disso". disso". E o sábio então logo pegou uma pedra, entregou para aquele homem e falou para ele: "Você vai fazer o seguinte, você vai carregar essa pedra com você durante 24 horas e amanhã você volta aqui novamente pra gente conversar". O homem então achou aquilo muito estranho, mas obedeceu. Pegou a pedra, ele tava de bicicleta, foi embora pra sua casa. Imagina uma pessoa, né, guiando uma bicicleta, segurando uma pedra com a outra mão. Ali ele já encontrou dificuldade. Chegou em casa, foi tomar banho. Para tirar a roupa já foi difícil, porque ele não podia largar a pedra. Tomou o banho, botou a pedra na mesa e lembrou que não podia botar a pedra na mesa, tinha que ficar com a pedra o tempo todo. Jantou, foi deitar-se à noite, colocou a pedra aqui, ó, do ladinho dele no travesseiro. E toda hora à noite, durante a madrugada, ele acordava, porque ele esbarrava na pedra e aquela pedra gelada com pontinhas machucava ele e ele despertava, lembrava da pedra. pela manhã ele foi pro trabalho, a mesma dificuldade para pegar o ônibus, para trabalhar o dia inteiro e as pessoas todas achando aquilo estranho, perguntando: "Mas por que que você tá com essa pedra?" E ele tentando explicar até que no final do dia ele voltou lá ao homem sábio, exausto e disse pro sábio: "Eu não aguento mais carregar essa pedra. Ela tá me machucando, ela tá me impedindo de fazer várias coisas, ela tá me tornando tudo muito difícil. E o sábio então olhou para aquele homem e perguntou: "Mas por que que você não largou a pedra?" E o homem respondeu: "Ué, porque o senhor mandou, o senhor me pediu para passar 24 horas carregando essa pedra". Então o sábio vira para aquele homem e fala: "Meu filho, muitas das vezes nós fazemos isso exatamente com as nossas dores e com as nossas mágoas. Alguém nos fere, fere, mas somos nós que escolhemos continuar carregando dores todos os dias. Revivemos aquelas palavras, trazemos a memórias aquilo que nos feriu, permitindo permitindo trazer aquilo tudo do passado no presente. Tá? O homem respondeu: "Mas como é que eu faço então para me livrar dessa pedra?" E o sábio respondeu: "Você só precisa tomar uma decisão. Você precisa decidir que não vai mais carregar essa mágoa. Não é fingir de uma hora para outra que nada aconteceu. Não é achar que tudo que você passou agora não tem mais importância nenhuma. E sim, é você entender que a sua vida é preciosa demais para você permanecer preso no passado, trazendo à memória essa dor. essa dor. E tem um texto bíblico muito conhecido da gente, João 11, que narra a história de Lázaro. Lázaro era amigão de Jesus. Jesus frequentava a casa de Lázaro. Jesus era amigo das irmãs de Lázaro. Mas Lázaro certa vez ficou doente e muito doente. E as irmãs de Lázaro imediatamente pediram para chamar Jesus, porque diante daquela situação toda, elas entenderam que a única solução era Jesus vindo para operar um milagre na vida de Lázaro. Só que Jesus estava numa cidade distante e demorou. As pessoas falam que Jesus demorou qu dias para chegar, mas na verdade Jesus não se atrasa. Jesus chega na hora certa. Jesus já sabia de tudo que ia acontecer. Então Jesus resolveu o que ele tinha que fazer e quatro dias depois chegou na cidade onde estava Lázaro. E eu quero ir com vocês. Vocês trouxeram Bíblia? Bíblia? Eu trouxe a minha. Mas vamos lá, não tem problema não. João 11. 11. E aí nós vamos lá pro versículo 38. Então, quando Jesus chegou, Lázaro já tinha morrido, já tinham se passado quatro dias do seu sepultamento. Ou seja, uma pessoa que já morreu há quatro dias, que já foi sepultada, já tá em estado de decomposição. Aos nossos olhos, não tinha mais jeito, já tava resolvida aquela situação. Mas o versículo 38 vai dizer o seguinte: "O título aqui na minha versão é: Jesus ressuscita Lázaro." Jesus outra vez profundamente comovido, ele vai até o sepulcro. As pessoas levam Jesus, né? Até o sepulcro. E quando ele chega lá, era uma gruta e tinha uma pedra colocado na entrada. Se você tem aquele costume de sublinhar a sua Bíblia, sublinha. tinha uma pedra colocada na entrada. Jesus para diante daquela pedra e dá uma ordem para as pessoas que estavam ali ao redor. Ele fala: "Tirem a pedra". E disse Marta, irmã do morto, mas Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias. E Jesus então diz: "Eu não te falei, Marta, que se você cresse, você veria a glória de Deus?" E então tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: "Pai, eu te agradeço porque me ouvistes. Eu sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa do povo que tá aqui em volta, para que eles creiam que tu me enviaste". E depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: "Lázaro, venha para fora". E o morto saiu só até aqui. Ali naquela situação, Jesus tinha todo o poder e autoridade para dar uma ordem para aquela pedra e a pedra explodir, a pedra rolar. Mas não. Jesus para diante daquela pedra e ele pede que as pessoas tomem uma decisão, que as pessoas cheguem até a pedra e tirem a pedra de lá. Isso nos ensina algo muito importante. Há coisas na nossa vida que somente Deus pode fazer, que a gente chama de milagre. Mas há decisões que o Senhor espera que eu e você tomemos. Perdoar, por exemplo, é uma dessas decisões. O Senhor não vai fazer isso por você. Perdoar é entregar a Deus a sua mágoa. É permitir que ele te cure por inteiro. E aqui eu quero trazer três ensinamentos para vocês sobre perdão. O perdão ele começa quando quando nós reconhecemos que nós temos uma ferida e que a gente precisa liberar o perdão. Muitas pessoas não conseguem ser curadas. Sabe por quê? Porque elas fingem que não estão feridas. Ah, não, tá tudo bem, deixa isso para lá. Quando por dentro, na verdade, aquela ferida tá sangrando. O perdão ele não começa quando você nega a tua dor, quando você nega que não tá acontecendo nada. O perdão ele começa quando você reconhece que você tem uma ferida e você leva essa sua dor aos pés da cruz. Eu vivi um problema muito sério dentro da minha casa que marcou profundamente a minha vida. Eu já tinha aproximadamente uns 15 anos de relacionamento com o meu esposo. Nós começamos a namorar com 15 anos. Não tentem fazer a conta, tem muito tempo. [suspirando] E nós vivíamos eh juntos, nós não éramos casados, só para contextualizar aqui. Eu era espírita, o Anderson era desviado. O Anderson nasceu num berço evangélico, mas aos 14 anos ele se desviou. E 15 anos depois do nosso relacionamento, nós já tínhamos os dois filhos. filhos. E nós vivíamos uma vida parecendo aquela da novela, sabe? Aquela família da novela. Financeiramente nós não tínhamos dificuldade nenhuma. O Anderson tinha um bom emprego. Nós tínhamos casa própria, casa de praia, bons carros. Meus filhos estudavam nas melhores escolas do bairro. um ótimo, excelente plano de saúde, porque o Anderson era funcionário da Petrobras, então o plano de saúde da Petrobras é top. top. Nós tínhamos as melhores roupas, viajávamos, enfim, aos meus olhos eu tinha a vida que toda pessoa quer ter, mas nós não tínhamos o principal que era a presença de Jesus na nossa vida. E em pouco tempo, foi uma coisa muito rápida, o nosso casamento começou a apresentar algumas coisas muito estranhas. Entrou numa decadência. Aquele homem que era amoroso, que me respeitava, que me amava, começou a me tratar mal, começou a me ofender, começou a se tornar uma pessoa ignorante. Veio as vieram as primeiras brigas, as discussões e o tom da voz foi aumentando, porque isso é um degrauzinho de cada vez, né? vez, né? As discussões foram piorando, as ofensas, a quantidade de palavrões que ele usava para me ferir. Cada vez aquilo foi aumentando mais, a situação foi ficando muito ruim dentro de casa. Com isso veio a baixa autoestima. A pessoa que eu mais amava me humilhava. me tratava com indiferença e eu não entendia porque que aquilo tava acontecendo. Diversas vezes eu fui humilhada no bairro onde eu morava porque ele fazia dívidas e as pessoas vinham cobrar a mim. E eu tinha pavor desse negócio de nome sujo. Eu tenho até hoje. Meu nome foi parar no SPC. Ele pegou um talão de cheque meu, falsificou a minha assinatura, vendeu as folhas do talão de cheque, vieram as cobranças na porta da minha casa, pessoas armadas procurando por ele, mas pela misericórdia do Senhor, o Anderson não estava em casa. E as coisas de dentro de casa começaram a sumir. Sumia o eletrodoméstico, a roupa de marca, cara, sumia, o tênis novo desaparecia. Começaram as torturas psicológicas. Ele me contava com detalhes como que ele ia me matar. Ele me contava como que ele ia me dar um soco na boca, quebrava todos os meus dentes e eu não conseguiria comer nenhum pão. É >> esse ali, ó. Até que um dia >> não era. >> não era. >> Até que um dia eu tava lavando roupa e eu virei uma meia dele que tava do avesso. avesso. E quando eu virei a meia do lado direito para jogar na máquina, caiu no chão dois pacotinhos de cocaína. E ali eu entendi o que que estava acontecendo dentro da minha casa esses anos todos e eu nunca percebi. percebi. O Anderson era um usuário de drogas desde os 14 anos. E aquilo que era onda, que era legal, que deixava ele animado, que deixava ele extrovertido, chegou na fase da dependência química. Quando você escutar assim, tem um dependente químico na família de fulano e a família tá perdendo tudo que tem, é tudo mesmo. Chegou ao ponto do Anderson tirar o bocal das lâmpadas para vender. Aí você vai pensar assim, você vai me perguntar: "Ué, mas e a Petrobras?" Então, o dependente químico chega num ponto que ele não domina mais a vida dele e ele não conseguia mais sair para trabalhar. Ele não acordava, ele mentia, ele comprava atestado falso, até que ele foi mandado embora da justa da Petrobras por justa causa e abandono de emprego. um homem concursado, engenheiro. Eu nunca tinha visto ninguém perder um emprego público. Meu esposo era um dependente químico e estava numa fase muito crítica e por uma questão de segurança, já que as cobranças cada vez aumentavam mais, eu tive que sair de dentro da minha casa com dois filhos e fui morar de favor dentro de uma casa do meu pai. Toda a minha família era contra, porque as pessoas que estão de fora, que não tem a mesma fé que a nossa, quando você conta uma situação dessa para eles, a primeira coisa que eles falam é: "Você tá casada com ele porque você quer, separa dele. Você tá passando por isso porque você quer. Você é conivente com ele." Ainda falavam isso para mim. você que sustenta o vício dele. Então, eu não tinha apoio nenhum da minha família. A dona Laí, que é amiga aqui de vocês, ela foi expulsa do bairro onde nós morávamos. Ela teve que sair do lugar porque as cobranças também começaram a chegar na casa dela e as pessoas querem que qualquer um pague a dívida. Alguém tem que pagar a dívida. sair de casa com as duas crianças e um abismo puxa o outro. Não tendo mais fonte de renda, além de ser dependente químico, ele se tornou um viciado em jogo de caça niquis. Conhecem caçaniques, aquelas maquininha maldita. Porque ele precisava do dinheiro para sustentar o vício dele e ele se tornou um viciado naquele naquela maquininha. pegou o último bem que nós tínhamos, porque ele já tinha vendido tudo. Sobrou só a casa onde nós morávamos, que quando eu saí de casa, ele pegou a casa e vendeu uma casa que hoje, vamos dizer que tivesse avaliada, era uma casa muito boa, tinha piscina, sauna tudo muito top. Vamos dizer que ela tava avaliada hoje em 1 milhão. Ele vendeu para um amigo por 100.000. pegou metade do valor, me deu e a outra metade ele cheirou em três meses. Não tinha mais onde morar, foi morar onde? Na rua. Virou morador de rua. Morou na rua por 3 anos. E eu nessa situação toda me tornei uma mulher magoada, ferida, decepcionada, triste, com a auto a baixa, a autoestima lá embaixo. E isso tudo eram pedras que eu decidia todo dia carregar. eram minhas pedras de estimação. Quando a ferida não é colocada diante de Deus, ela transforma o teu coração em uma prisão e você continua sofrendo mesmo depois de toda a situação ter mudado. Talvez você esteja dizendo aqui hoje, pensando: "Mas eu já perdoei, eu já tô curada, eu tô bem." Mas quando alguém menciona o nome daquela pessoa que te feriu, o problema volta, a dor volta. Quando você lembra de tudo que aconteceu, você revive todo aquele pesadelo outra vez. Hoje eu tô contando para vocês essa história história porque eu tô curada. E hoje Jesus te trouxe aqui nessa manhã, não foi por um acaso. Você pode até achar que foi a pastora Jaque que te convidou. Ah, mas toda quinta-feira eu tô lá. Não, não, não, não. Hoje Jesus marcou um encontro com você nessa manhã e ele está te convidando nessa manhã a entregar a sua pedrinha de estimação. E você vai dizer hoje ao Senhor com toda a sinceridade do teu coração: "Jesus, eu fui ferido, sim, eu ainda sinto dor, mas eu não quero mais esconder isso." E você vai pedir ao Senhor nessa manhã: "Senhor, cura o meu coração". E existem dois ensinamentos, três ensinamentos, como eu falei. O primeiro é você reconhecer que você tem a ferida. O segundo, O segundo, o perdão, ele é uma decisão, ele não é um sentimento. Você não vai acordar um dia de manhã e vai falar: "Hoje eu acordei cheia de vontade de liberar o perdão pro fulano, de liberar o perdão pra ciclana". Não, se você ficar esperando esse dia, esse dia não vai chegar. Você tem que tomar decisão. decisão. Depois que o Anderson saiu de casa, né, foi morar nas ruas, um dia o Senhor alcançou ele numa praça lá em Bangu. Ele tava morando nas ruas e nós encontramos ele nessa praça e eu consegui mostrar para ele que ele não merecia aquela vida. consegui levar ele pela quarta vez para uma clínica de dependente dependente lá em São Paulo. Ele aceitou fazer o tratamento. Ele ficou internado 9 meses. Ele teve, ele fala que quando ele chegou nessa clínica, ele teve um verdadeiro encontro com Jesus, que Jesus já estava lá naquela clínica aguardando por ele e lá ele teve a vida dele restaurada, porque essa clínica tem o tratamento todo baseado na Bíblia. E 9 meses depois ele voltou dessa clínica totalmente restaurado. Era uma outra pessoa, outro caráter, outro vocabulário. E eu que só ouvia falar de milagre, eu nunca tinha visto um milagre assim de perto. Eu ficava impressionada quando eu olhava para ele. E ali começou a minha conversão, porque eu pensava assim: "Meu Deus, milagre existe." mesmo. É possível viver um milagre. E eu via ele andando, ele falando com as pessoas, eu, meu Deus, é outra pessoa, que diferença. Ou seja, a vida dele já tava numa outra fase. E depois que o Anderson foi então alcançado pelo amor de Jesus, né, ele fez o tratamento, ele voltou pro convívio da sociedade, a vida dele começou, né, uma nova fase, mas dentro de mim havia algo que me prendia lá no passado. Toda vez que ele tentava se aproximar de mim, que ele tentava me pedir perdão, o diabo trazia a minha mente tudo aquilo que eu tinha passado e eu não conseguia liberar o perdão para ele. Eu era aquele homem que decidiu ficar com as pedras. Toda vez que alguém vinha falar alguma coisa, eu usava minhas pedras como desculpa. Poxa, mas agora ele é uma outra pessoa. Não. E olha o que que eu falava. Ele não merece ser perdoado. Ele não merece o meu perdão. Se depender de mim, ele vai pagar tudo que ele fez comigo. comigo. Eu quero que ele pague na mesma moeda. Meu Deus. Eu pensava assim, eu sofri demais. Agora ele vai também sofrer. Ele vai ter que sentir um pouquinho da minha dor. Gente, isso é a arma que toda pessoa ferida tem. A pessoa ferida, a arma dela é ferir a outra pessoa também. Na verdade, a vida dele já tava evoluindo, a vida dele já estava avançando e eu eu tava estagnada. O meu coração ainda estava preso lá no passado e todos os dias eu decidia carregar as minhas pedras. Foi então que o Espírito Santo começou a ministrar no meu coração através da vida dele e me mostrar que ele tinha milagres liberados já paraa minha vida e pra vida da minha família, mas que tinha uma pedra no meio do caminho que impedia eu e minha casa de vivermos as promessas do Senhor. Lembra lá no versículo 39, quando Jesus dá a ordem, fala: "Tire a pedra". Tirar a pedra é uma decisão. Largar a pedra é uma decisão. Remover a pedra é uma decisão. Eu precisei então entender que não poderia esperar sentir essa vontade de perdoar para então tomar essa decisão. Eu precisei obedecer primeiro e permitir que Deus tratasse os meus sentimentos durante esse processo. Perdoar não é fácil. Eu não estou dizendo aqui, nem estou desmerecendo a dor de ninguém. Perdoar é difícil. Perdoar não é romântico e não é um passe de mágica. Perdoar não apaga o teu passado. O teu passado faz parte da tua história. Mas perdoar impede que o teu passado continue escrevendo o futuro da tua vida. Enquanto você não toma essa decisão, o teu futuro fica travado. Perdoar não significa esquecer tudo aquilo que aconteceu. Não, isso é amnésia. amnésia. Não é isso. A memória permanece. Eu tô aqui contando para vocês 1/3 do que eu passei, tá? Mas a dor ela deixa de governar a tua vida. Você fala com tranquilidade. Por quê? Porque você não tem mais aquela dor. dor. Perdoar não significa voltar a confiar imediatamente naquela pessoa. Como eu falei, não é um passo de mágica. Eu levei anos, anos, acho que uns 2 anos, aí nós voltamos a morar juntos. E como voltar a ter relação sexual com uma pessoa que tinha feito isso tudo comigo? comigo? Aí eu levei mais um tempo, só para vocês entenderem que é um processo. processo. A confiança ela precisa ser reconstruída dia após dias. os atos e as atitudes dele me convenciam de que ele era uma nova pessoa e aquilo foi me ajudando no tratamento também. Perdoar não significa aceitar novos abusos. Eu sempre falo, quando eu vou orientar alguém, as pessoas só fazem aquilo na sua vida. As pessoas só vão fazer aquilo que você permite que elas façam. façam. Não é porque você perdoou que você vai esquecer e que a pessoa agora pode fazer o que ela quer com você novamente. Não, porque aí você tá repetindo os mesmos atos, achando que agora vai ter resultados diferentes, não é isso? Perdoar significa dizer: "Eu não vou mais permitir que aquilo que fizeram comigo continue controlando as minhas emoções, as minhas decisões, a minha família e o meu futuro." Talvez hoje você não consiga dizer: "Ah, eu perdoei agora eu amo o fulano de paixão". Não, calma. É um processo. Mas você pode começar dizendo: "Senhor, hoje, nessa manhã de quinta-feira, eu tomei uma decisão. Eu vou liberar o fulano. Cure em mim aquilo que ainda eu não consigo fazer sozinho." E o terceiro ensinamento sobre perdão que você tem que ter, quando nós decidimos remover a pedra, nós abrimos espaço para a ressurreição. Jesus disse no versículo 39, "Tirai a pedra". pedra". Depois que a pedra foi removida, ele chamou Lázaro para fora. A pedra, na verdade, não era o milagre. A pedra era, na verdade, o obstáculo que estava impedindo as pessoas de viverem aquele milagre. Da mesma forma, talvez o perdão não seja o fim da sua história. Não foi o fim da minha história, mas pode ser o começo de uma nova fase na sua vida. Quando eu decidi tomar essa essa atitude, Deus começou a trabalhar profundamente no meu coração. Eu fiz terapia com Jesus. Eu nunca pedi auxílio a um profissional, mas eu oriento a vocês. Se tem alguém aqui que ficou traumatizado, às vezes você carrega um trauma da infância, precisa fazer uma terapia, já que acabou de falar aqui que inclusive o ministério tem aqui um serviço de terapeuta. Isso é muito bom, porque a terapeuta, ela te ensina dois dias, dois terapeutas. Olha aí, não faz quem não quer. A terapeuta, ela vai te dar ferramentas que vão te ajudar muito. Hoje eu posso dizer que eu tenho uma família restaurada. Deus. Deus. >> Meu casamento hoje está firmado no Senhor. >> O homem que o que um dia estava preso ao mundo das drogas foi alcançado por Jesus, tratado, transformado, tudo pra glória de Deus. Eu [aplausos] não estou dizendo que foi fácil, mas hoje eu vivo as promessas do Senhor. E hoje eu posso declarar que eu e a minha casa servimos ao Senhor. [aplausos] E eu profetizo nessa manhã que enquanto você, quando você obedecer, quando você decidir também remover as pedras do seu coração, o Senhor também trará a ressurreição às áreas da sua vida que você já até esqueceu. Traz a memória aí, aquilo que você pedia lá atrás ao Senhor, mas aí você esqueceu. Você nem ora mais por aquilo. Nessa manhã nós vamos entregar ao Senhor e você vai decidir largar essas pedras aqui no altar >> e você vai começar uma nova fase na sua vida. Talvez a sua família esteja ferida. Talvez você foi ferido, talvez você teve um relacionamento que foi destruído. E eu não tô dizendo aqui relacionamento só de marido e mulher, não. Às vezes é o relacionamento com uma pessoa que era muito sua amiga, um sócio, um ente querido da sua família que você deixou de se relacionar por causa de uma ofensa, por causa de um trauma. Talvez você já perdeu até a esperança de se relacionar novamente com essa pessoa, mas aquilo que aos seus olhos está morto, pro nosso Deus não tem nada difícil demais. Pro nosso Deus não tem nada que seja impossível. Quando a pedra é removida, o ambiente muda. Quando o perdão é liberado, o coração volta a ficar tranquilo. Quando o coração é curado, Deus começa a reconstruir relacionamentos. Traz à memória os teus sonhos e libera milagres retidos no mundo espiritual paraa sua vida. E hoje eu pergunto, você vai refletir, é só você e Deus. Você não precisa verbalizar. Qual é a pedra que você está carregando? Quem ainda ocupa espaço dentro da sua mente? Que ofensa continua controlando as suas emoções? E nessa manhã, o que que você precisa entregar para Deus? Traga a sua memória. Talvez a pedra foi uma traição, foi uma rejeição lá na infância, na adolescência, foi uma humilhação, uma injustiça, uma palavra maldita, uma decepção. Eu não sei o que você passou, mas hoje Jesus está dizendo para você: "Meu filho, minha filha, tira a pedra do caminho. Eu tenho milagres retido paraa sua vida que precisam que você tome uma decisão. A maior barreira pra restauração da sua vida pode estar na dor que você decide todo dia continuar carregando. A pessoa que te feriu, de repente, ela já tá vivendo uma nova fase da vida dela. E você continua todo dia carregando a mesma mágoa, continua preso lá no passado, porque em 1987 ele me traiu porque em 1990 eu emprestei um dinheiro para ele. Ele disse que ia me pagar e não me pagou. Porque lá na minha adolescência, meu pai disse que eu não era ninguém, que eu não ia dar em nada, que eu era um burro, que eu não sabia estudar, que eu não aprendia. Mas hoje o Senhor tá aqui, ele quer te libertar. Você não precisa mais carregar nada disso. Entregue a Deus a sua dor. Entregue a sua indignação. Entrega o teu desejo de vingança. O Senhor é o nosso justo juiz. Entregue as perguntas que ficaram sem resposta. O perdão, como eu falei, ele não muda o teu passado. Ele não apaga o que fizeram com você. Mas o Senhor pode ocupar na tua mente, no teu coração, um espaço que só ele pode ocupar. A pedra que você decide remover hoje vai abrir o caminho pro milagre que Deus quer realizar na sua vida. E eu quero te fazer um convite nessa manhã. Só um minutinho. Se tem alguém aqui que se identificou com o que eu disse, que foi ferido lá no passado passado e que até hoje continua carregando esse trauma, essa mágoa, eu quero que você coloque agora a mão no seu peito e feche os olhos. Se você reconhece que você precisa liberar perdão para obedecer aquilo que Deus tem para você, ou se você é a pessoa que feriu alguém, que magoou alguma vez uma pessoa, se você causou algum mal a alguém, hoje nós não estamos aqui para julgar o que aconteceu no passado, o que que foi certo ou o que que foi errado, Mas nós vamos dizer hoje lá no seu coração, é você e Deus que a maior ferida que te causaram, ela tem solução e é Jesus. Talvez você possa estar pensando assim: "Ai, mas eu não consigo. É muito difícil para mim. Eu não consigo esquecer tudo aquilo que fizeram comigo. E talvez seja até verdade mesmo. É difícil. Você não consegue mesmo sozinho. Mas Cristo está aqui hoje e ele quer te ajudar. E você vai repetir comigo uma oração. Nós vamos repetir agora em voz alta. Todo mundo: Santo Deus, >> eu reconheço que fui ferida. Reconheço, >> reconheço que carreguei essa dor por muito tempo. >> Reconheço que carreguei essa dor por muito tempo. >> Hoje decido entregar essa pedra a ti. >> Eu libero perdão. >> Com força, gente. Eu libero perdão. >> Libero perdão. >> Não porque o que aconteceu foi certo. Não porque você decido, >> mas porque eu decido ser livre. >> Porque eu decido ser livre. >> Senhor, >> cura o meu coração. >> Cura o meu coração. >> Restaura a minha vida. >> Conduz a minha vida. tira de mim, >> Conduz a minha vida. tira de mim, >> Tira de mim >> todo desejo de vingança, >> todo desejo de vingança. >> E coloca no meu coração >> a tua paz. >> A tua paz. >> Em nome de Jesus. >> Amém. >> Glória a Deus pela sua vida. E hoje eu declaro sobre a sua vida: "A pedra será removida. O teu coração foi curado, a esperança foi renovada. Você verá a restauração do Senhor na sua casa, na sua família, na sua vida. Você crê? >> Amém. >> Por quê? Porque pela graça do Senhor, nós vamos viver as promessas de Deus para nossa vida e nós vamos declarar: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor". Amém. Amém. Glória a Deus. >> [aplausos]
“O Senhor não vai fazer isso por você. Perdoar é entregar a Deus a sua mágoa.”
Doutrina: Graça, santificação e responsabilidade humana
Tensão: A frase enfatiza corretamente que o perdão envolve uma decisão real, mas pode sugerir que a pessoa produz sozinha uma resposta espiritual que Deus apenas observa. O perdão cristão é uma obediência humana dependente da graça e da ação do Espírito.
Correção sugerida: Formular assim: “Deus nos chama a perdoar e nos capacita pela sua graça; precisamos responder conscientemente, mesmo quando os sentimentos ainda não acompanharam a decisão.”
“Traz à memória os teus sonhos e libera milagres retidos no mundo espiritual para a sua vida.”
Doutrina: Soberania de Deus e natureza da fé
Tensão: A frase sugere que a decisão humana libera recursos sobrenaturais previamente retidos, tratando a fé e o perdão como mecanismos que acionam a ação divina.
Correção sugerida: Afirmar que Deus ouve a oração, pode curar e restaurar, mas age soberanamente. O perdão não é uma técnica para controlar o resultado da providência divina.
“O Senhor também trará a ressurreição às áreas da sua vida” quando a pessoa obedecer.
Doutrina: Promessa divina, cura e restauração
Tensão: Uma esperança legítima é convertida em garantia universal de restauração. A Escritura permite pedir cura e restauração, mas não autoriza prometer que todo relacionamento, sonho ou área da vida será reconstituído nesta forma.
Correção sugerida: Distinguir entre o efeito espiritual do perdão sobre o coração e os resultados providenciais que permanecem nas mãos de Deus.
“Ele tinha milagres liberados já para a minha vida e pra vida da minha família, mas que tinha uma pedra no meio do caminho que impedia eu e minha casa de vivermos as promessas do Senhor.”
Problema: A mágoa é apresentada como uma barreira espiritual que retém milagres e promessas específicas. A Escritura não autoriza concluir que toda demora ou ausência de restauração decorra de falta de perdão.
Risco pastoral: Pode culpar pessoas traumatizadas por não receberem cura, reconciliação ou restauração, além de criar expectativas de que o perdão produzirá resultados externos determinados.
Sugestão: Dizer que o perdão pode libertar a pessoa do domínio da vingança e ajudá-la a caminhar em obediência, mas não garante reconciliação, cura emocional instantânea ou qualquer resultado específico que Deus não tenha prometido.
“Quando nós decidimos remover a pedra, nós abrimos espaço para a ressurreição.”
Problema: A imagem homilética é tratada como uma verdade espiritual derivada diretamente de João 11, embora o texto não associe a pedra à mágoa nem à necessidade de uma decisão humana para que Deus ressuscite Lázaro.
Risco pastoral: Transforma uma aplicação ilustrativa em uma espécie de lei espiritual e pode reduzir a complexidade do sofrimento a uma escolha pessoal.
Sugestão: Apresentar a imagem explicitamente como analogia: “Assim como aquelas pessoas participaram da remoção da pedra, nós podemos responder obedientemente a Deus e buscar tratamento para nossas feridas; o poder de restaurar, porém, pertence ao Senhor.”
“Eu profetizo nessa manhã que enquanto você, quando você obedecer, quando você decidir também remover as pedras do seu coração, o Senhor também trará a ressurreição às áreas da sua vida que você já até esqueceu.”
Problema: É uma promessa ampla de restauração condicionada à decisão do ouvinte, sem base textual para garantir que áreas específicas da vida serão restauradas.
Risco pastoral: Pode produzir desilusão, culpa espiritual e interpretação equivocada de que quem não foi restaurado não perdoou suficientemente.
Sugestão: Substituir por: “Ao perdoar, você pode experimentar liberdade do ressentimento; ore para que Deus restaure o que for segundo a sua vontade, sem transformar essa decisão em garantia de resultados específicos.”
“As pessoas só fazem aquilo que você permite que elas façam.”
Problema: A frase generaliza excessivamente a relação entre limites pessoais e comportamento abusivo, ignorando violência, coerção, manipulação e situações em que a vítima não consentiu nem permitiu o abuso.
Risco pastoral: Pode culpabilizar vítimas de violência doméstica, abuso psicológico ou exploração financeira, especialmente no contexto do testemunho narrado.
Sugestão: Dizer: “Estabelecer limites pode reduzir a exposição a novos abusos, mas o abusador é responsável por seus atos, e a vítima deve buscar segurança, apoio pastoral, profissional e, quando necessário, jurídico.”
Momento de ministração
“A pedra será removida. O teu coração foi curado, a esperança foi renovada. Você verá a restauração do Senhor na sua casa, na sua família, na sua vida.”
Quem falou: Pregadora principal — Laura Mathias
Problema: A declaração transforma uma oração de esperança em afirmação categórica de cura presente e restauração futura para pessoas cujas histórias e necessidades não são conhecidas pela pregadora.
Momento de ministração
“Com força, gente. Eu libero perdão.”
Quem falou: Pregadora principal — Laura Mathias e participantes
Problema: A repetição coletiva pode ser útil como expressão de decisão, mas a pressão para declarar com força pode sugerir que a verbalização produz automaticamente perdão ou cura. Pessoas traumatizadas podem precisar de tempo, segurança, aconselhamento e um processo gradual.
“A pedra era, na verdade, o obstáculo que estava impedindo as pessoas de viverem aquele milagre.”
Equilíbrio bíblico: João 11:38-44 deve ser lido principalmente como um sinal que revela a glória de Deus e a autoridade de Jesus. A retirada da pedra foi uma participação prática dos presentes, não a causa espiritual da ressurreição.
“Libera milagres retidos no mundo espiritual” e “a pedra [...] vai abrir o caminho pro milagre que Deus quer realizar”.
Equilíbrio bíblico: Ensinar que o perdão é obediência que pode trazer liberdade interior, mas não uma transação ou mecanismo para obrigar Deus a conceder cura, reconciliação, prosperidade ou restauração de sonhos específicos.
“As pessoas só fazem aquilo que você permite que elas façam.”
Equilíbrio bíblico: Manter a distinção entre perdoar, estabelecer limites, denunciar crimes, buscar proteção e reconstruir confiança. O agressor permanece responsável por seus próprios atos.
“Eu fiz terapia com Jesus. Eu nunca pedi auxílio a um profissional”, seguido da recomendação de terapia.
Equilíbrio bíblico: Preservar a recomendação de terapia, mas evitar qualquer formulação que possa sugerir que o cuidado espiritual substitui psicoterapia, tratamento médico ou medidas de proteção em casos de trauma, dependência e violência.
“Eu libero perdão [...] porque eu decido ser livre.”
Equilíbrio bíblico: Conectar o perdão à graça recebida em Cristo, à cruz, ao arrependimento e à justiça de Deus, sem apresentá-lo como uma chave espiritual que compra ou desbloqueia a bênção divina.
Reconhece que o perdão não exige negar a dor nem fingir que nada aconteceu.
“Perdoar não apaga o teu passado. O teu passado faz parte da tua história.”
Impacto: Oferece uma abordagem mais realista e pastoralmente segura para pessoas que sofreram feridas profundas.
Distingue perdão de confiança imediata e reconciliação automática.
“Perdoar não significa voltar a confiar imediatamente naquela pessoa. [...] A confiança precisa ser reconstruída dia após dia.”
Impacto: Protege contra a pressão de restabelecer relações sem evidências de arrependimento, mudança e segurança.
Afirma explicitamente que perdoar não significa aceitar novos abusos.
“Perdoar não significa aceitar novos abusos.”
Impacto: Esse esclarecimento é importante para não transformar o perdão cristão em autorização para a continuidade da violência.
Reconhece o valor de ajuda terapêutica para traumas.
“Se tem alguém aqui que ficou traumatizado [...] precisa fazer uma terapia” e “a terapeuta vai te dar ferramentas que vão te ajudar muito”.
Impacto: Evita, nesse ponto, uma oposição simplista entre fé cristã e cuidado profissional.
Centraliza a oração em Deus e em Cristo, e não em uma suposta capacidade autônoma da pessoa.
“Cristo está aqui hoje e ele quer te ajudar” e “Senhor, cura o meu coração”.
Impacto: Mantém uma linguagem de dependência de Deus, embora essa ênfase seja enfraquecida pelas declarações posteriores de resultados garantidos.
Compare as dimensões nas barras abaixo. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
A narrativa de João 11:38-44 é relatada em seus elementos básicos, e os conselhos sobre reconhecer a dor, reconstruir confiança e não aceitar abusos são compatíveis com princípios bíblicos. Contudo, João 11:39 é usado para sustentar a ideia de que o perdão remove uma barreira que retém milagres, e Josué 24:15 é ampliado de uma declaração de compromisso para uma possível garantia de restauração familiar.
Hermenêutica
A aplicação analógica de uma narrativa do Antigo ou do Novo Testamento pode ser legítima, mas João 11:38-44 não é apresentado apenas como analogia. O sentido original de João 11:39 é convertido em uma regra espiritual sobre mágoa, perdão e desbloqueio de milagres. A interpretação de Josué 24:15 é aceitável como exemplo de compromisso, mas precisa ser limitada para não virar promessa automática.
Precisão Teológica
A mensagem é teologicamente sólida ao distinguir perdão de esquecimento, confiança imediata e tolerância a abusos. Entretanto, afirmações sobre 'milagres retidos', 'promessas travadas' e restauração garantida vinculada à decisão de perdoar distorcem a relação entre graça, fé, obediência e soberania divina.
Compreensão Contextual
A pregadora compreende aspectos práticos da cena de João 11, como a presença da pedra, a preocupação de Marta e a autoridade de Jesus. Porém, não preserva adequadamente o foco de João 11:38-44 na identidade de Jesus e na glória de Deus. Também não mantém plenamente o contexto de Josué 24:15 como renovação de compromisso de Israel.
Aplicação Prática
A aplicação é forte ao encorajar reconhecimento da dor, processo gradual, reconstrução de confiança, limites contra abusos e busca de terapia. A pontuação é reduzida pela frase 'as pessoas só fazem aquilo que você permite', pelas promessas de restauração e pela pressão do momento de declaração coletiva, que podem prejudicar pessoas traumatizadas.
Clareza do Evangelho
Como sermão de exortação para crentes, não era necessário apresentar uma exposição evangelística completa. Ainda assim, pela exceção obrigatória de Nível 1, a pontuação deve ser baixa: embora Jesus, a cruz e a graça sejam mencionados, a mensagem obscurece o evangelho ao associar liberdade, milagres e restauração à decisão humana de remover a pedra, em vez de enfatizar que a graça de Deus não é controlada por um ritual ou desempenho.
Risco de leitura imposta ao texto:
A pontuação é baixa porque a mensagem importa para João 11:39 significados não fornecidos pelo texto: a pedra como mágoa, a remoção como condição espiritual e os milagres como realidades retidas até que a pessoa perdoe. A aplicação exemplar sobre o processo de perdão não é, por si só, eisegese; o problema está em tratá-la como o significado causal do relato.
Risco de conflito com doutrina essencial:
Não há negação explícita da Trindade, da divindade ou humanidade de Cristo, da ressurreição física, da salvação pela graça ou do juízo final. O risco decorre de uma violação central de Nível 1: a mensagem apresenta decisão humana e perdão como meios de liberar milagres e restaurações, além de fazer declarações proféticas abrangentes. Trata-se de um risco doutrinário relevante, mas não de uma heresia clássica explícita.
Abra apenas a parte que deseja consultar.
Tema principal:
O perdão como decisão de abandonar a mágoa, apresentado por meio da imagem da pedra retirada do sepulcro de Lázaro.
Tom pastoral:
Empático, testemunhal, encorajador e voltado à restauração emocional e familiar, mas com forte linguagem de promessa e declaração profética.
O perdão começa quando a pessoa reconhece sua ferida em vez de negá-la.
Suporte: “O perdão começa quando nós reconhecemos que nós temos uma ferida” e “você leva essa sua dor aos pés da cruz”.
Perdoar é uma decisão progressiva, e não simplesmente um sentimento espontâneo.
Suporte: “O perdão, ele é uma decisão, ele não é um sentimento” e “é um processo”.
Perdão não equivale a esquecimento, confiança imediata ou aceitação de novos abusos.
Suporte: “Perdoar não significa voltar a confiar imediatamente” e “perdoar não significa aceitar novos abusos”.
A remoção da pedra em João 11 representa a decisão de perdoar e abrir caminho para a ressurreição de áreas da vida.
Suporte: “Tirar a pedra é uma decisão” e “quando nós decidimos remover a pedra, nós abrimos espaço para a ressurreição”.
Textos:
A restauração do marido dependente químico é apresentada como testemunho de que Cristo pode transformar pessoas e famílias.
Suporte: “O homem que um dia estava preso ao mundo das drogas foi alcançado por Jesus, tratado, transformado” e “hoje eu vivo as promessas do Senhor”.
Uso Contextual
A narrativa básica é relatada corretamente, mas a aplicação passa de uma analogia pastoral para uma explicação causal que o texto não oferece.
Questões Exegéticas
No contexto de João 11, a retirada da pedra prepara o acesso ao sepulcro, enquanto a ressurreição é realizada exclusivamente pela palavra e autoridade de Jesus. O texto enfatiza a identidade de Jesus, a glória de Deus e a fé dos presentes; não apresenta a pedra como símbolo de mágoa nem ensina que decisões humanas liberam milagres retidos.
Leitura Sugerida
O episódio pode ser usado analogicamente para falar de obediência e participação humana, desde que se afirme claramente que a retirada da pedra não causou a ressurreição. A aplicação deveria preservar a soberania e a iniciativa de Jesus.
Uso Contextual
A citação de 'Tirai a pedra' é correta, mas sua interpretação como princípio espiritual sobre perdão e desbloqueio de milagres é forçada.
Questões Exegéticas
A ordem de Jesus a Marta e aos presentes não significa que eles possuíam autoridade espiritual para produzir o milagre ou que o milagre estivesse condicionado ao mérito da decisão deles. A afirmação de que a pedra era 'o obstáculo que estava impedindo as pessoas de viverem aquele milagre' importa ao texto um significado simbólico não explicitado por João.
Leitura Sugerida
O versículo deve ser lido como uma ordem concreta dentro da cena do sepultamento. Uma aplicação pastoral possível é dizer que a obediência pode fazer parte da resposta humana a Deus, sem afirmar que perdoar desbloqueia automaticamente milagres ou promessas.
Uso Contextual
Usado de modo compatível com o contexto.
Leitura Sugerida
A oração de Jesus mostra sua comunhão com o Pai e tem como propósito que os presentes creiam que o Pai o enviou. O texto sustenta a centralidade da pessoa e da missão de Jesus, não uma fórmula geral de declaração humana.
Uso Contextual
Aplicação exemplar legítima enquanto compromisso de uma família com o serviço a Deus, mas extrapolada se usada como garantia automática de restauração familiar.
Questões Exegéticas
No contexto, Josué convoca Israel a escolher a quem servirá e declara o compromisso de sua própria casa. O versículo não promete que a declaração de um indivíduo fará todos os familiares se converterem ou que produzirá necessariamente uma restauração específica.
Leitura Sugerida
Pode ser usado como modelo de compromisso pactual e liderança espiritual responsável, não como fórmula de garantia para que toda a família sirva ao Senhor.
Reformular João 11:38-44, tratando a retirada da pedra como uma aplicação ilustrativa de obediência e participação humana, não como o significado original do texto nem como causa da ressurreição.
Eliminar expressões como 'milagres retidos', 'promessas travadas' e 'enquanto você obedecer, Deus trará restauração', substituindo-as por linguagem de oração, esperança e submissão à soberania de Deus.
Distinguir claramente perdão, reconciliação, confiança, limites, proteção e justiça, especialmente em casos de violência doméstica, dependência química e abuso financeiro.
Retirar ou reformular a frase 'as pessoas só fazem aquilo que você permite', afirmando que vítimas não são responsáveis pelos abusos cometidos contra elas.
Conectar o perdão à graça recebida em Cristo e à obra da cruz, evitando apresentá-lo como uma chave que desbloqueia bênçãos ou obriga Deus a realizar milagres.
Preservar a recomendação de terapia e ampliar a orientação para que pessoas traumatizadas recebam acompanhamento pastoral, psicológico, médico e jurídico quando necessário.
No momento de ministração, substituir declarações categóricas de cura e restauração por orações que peçam a ação de Deus sem prometer resultados específicos.
Resumo em uma frase:
É uma exortação pastoralmente empática e parcialmente saudável sobre o processo do perdão, mas fragilizada pelo uso forçado de João 11:39 e pela promessa de que perdoar remove obstáculos espirituais e garante milagres ou restaurações.
🤿
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