Quando você olha pro paraa área financeira, é uma vida que parece que é um quarto fechado da alma para Jesus. Ali Jesus não entra. Eu tenho, eu tenho visto isso, irmãos. Isso tem me assustado. Conversando com cristãos, você conversa com cara sobre várias coisas, trabalho, vocação, igreja, família e tá tudo joia. Chega no financeiro, chega na relação econômica, parece você tá conversando com o não cristão. É o mesmo jeito de pensar. É, enfim, por quê? quê? Irmãos, Irmãos, a gente a gente não apenas é convertido pela consciência de que o nosso débito foi pago e de que um crédito merecido foi colocado na nossa conta diante de Deus. Uma conversão mais profunda envolve a consciência de que para isso acontecer, acontecer, um preço muito alto foi pago no seu lugar. Não é que pro seu débito ser cancelado e pro crédito acontecer não custou nada para ninguém. Mas o que o que captura ainda mais o coração do que essa consciência da salvação é você entender que isso custou tudo. E quando eu falo tudo é verdadeiramente tudo, porque custou a vida do Deus encarnado. O preço, irmãos, dessa quitação de um micróbio que somos nós, foi a infinitude. A infinitude teve que se entregar para que uma partícula finita do universo, como a gente tivesse a conta saudada. saudada. Irmãos, isso é de novo uma obra que só o espírito pode fazer no nosso coração, gerar essa percepção, essa consciência para além só da proposição, né? Para além só da concordância cognitiva, mas fazer isso descer pro coração e você sentir o custo da salvação. Como a gente canta, eu nunca saberei o preço que foi pago pelos meus pecados ali na cruz. Sempre tem um engraçadinho que falava, foi o preço do sangue de Jesus, mas o ponto é quanto custa o sangue de Jesus. Quanto custou o sangue de Jesus? E quando a gente olha pra cruz, o que que a gente estava, gente? Nós éramos os soldados romanos querendo matar Deus. E aí a gente descobre que nesse nosso ato de tentar matar Deus, na verdade era Deus que estava se entregando à morte para nos salvar da morte. E aí essa consciência, irmãos, gera aquela noção de que o que é grátis pra gente, o que foi gratuito, que é graça, custou a vida da fonte da vida. E isso captura o coração. Isso é mais do que uma teoria para você concordar. Isso é algo que tem que te dar um murro no estômago, espiritualmente falando, te fazer sentir o peso da glória e da graça de Jesus. E aí a economia começa a andar mais. Paulo fala disso. Paulo fala: "Deus revela o seu amor gracioso para conosco nisto em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Paulo tá dizendo o seguinte, ele até usa essa expressão. Ele fala: "Talvez por um homem bom alguém até se anime a morrer, mas Deus mostra o seu amor por nós, porque Cristo morreu por nós quando a gente estava tentando matá-lo para proteger a nossa vida. É aí que a graça aparece. É aí que a consciência da graça aparece. E por que, irmãos? E esse é o ponto crucial da pregação, porque é só se você olhar pra morte de Jesus, entender o valor que ela tem e perceber perceber que era para você tá ali e que, na verdade, se você está em Cristo, ali está a sua morte. Você morreu ali, já não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Você Você fica livre do maior medo de todo ser humano que leva ele a viver economicamente, tentando se proteger o tempo inteiro, que é o medo da morte. Por isso que eu sou fã do evangelho, irmãos. Por isso que eu sou mesmo da religião da ressurreição, porque ela atacou a raiz de tudo que faz da gente pecador, que é o medo de essa finitude pequenininha que nos foi dada ser perdida. E por causa disso, a gente tenta infinitamente proteger o pouco que a gente tem com o medo da guela da terra se abrir debaixo dos nossos pés e a gente ser engolido. Isso faz a gente pegar em armas e tentar construir todo um sistema de defesa para você não perder, para sua limitação não significar a sua derrota. Mas aí imagina que tem um anúncio, uma boa notícia de que você já foi derrotado, mas de que a vida infinita te espera do outro lado da cruz. O efeito psicológico e existencial mais profundo do evangelho é a libertação da do medo da morte, irmãos. Isso é a raiz. É a hora que você fala: "Então, calma, o infinito me absorveu". E aí você entrega aquele pouquinho que você tem sem medo de perder, porque você entende que tudo é seu e você é de Deus. Irmãos, a morte, obviamente, a gente já pensa lá no cemitério da paz, o seu sepulcro, né? Mas o poder do evangelho não é só pro seu último dia, irmãos. Não é só para te libertar do medo de você literalmente ter uma morte física e ser sepultado e acabar lá mais um dia ressuscitar. Obviamente Obviamente isso é a grande mensagem do evangelho, mas tem várias antecipações, porque a gente experimenta a vida e a morte em várias dimensões ao longo da nossa vida. Por exemplo, uma coisa que marca a nossa cultura é a morte, é o medo da morte estética. Todo mundo tem medo de ficar feio na nossa cultura. especial. É ou não é? não é? Você tem medo de ficar feio, de envelhecer, de olhar no espelho e sentir que você não é mais aquela beleza tonteante que um dia talvez você foi. É o medo da morte estética. A gente tem medo da morte social, por exemplo. É o medo de ficar sozinho, de perder os amigos, de só ter gente com quem você conversa trivialidade, ninguém te conhece profundamente. É um medo real. Quantas pessoas têm medo de ficarem idosos, por exemplo, e ninguém ir visitar e você ficar perdido e sozinho? É a é a morte social. A gente tem vários medos, irmãos. Medo da morte, da inteligência, da capacidade cognitiva. Medo de ficar demente, por exemplo, de começar a esquecer as coisas, né? Tá começando a acontecer. Você fica assim: "Meu Deus, será que isso vai embora também? Será será que isso vai embora também? Será que tudo é embora? Será que a vida é uma torneira aberta e tá tá escorrendo? E é, irmãos, e é uma área que nos toca particularmente, que tem a ver com essa série, é o medo da morte econômica. Que que é a morte econômica, irmãos? No limite é o medo de ficar pobre, é o medo de ficar miserável, é o medo de Jesus amado. Essa dívida só tá acumulando juros compostos, juros sobre juros. Eu não sei como que eu vou pagar e tá indo tudo embora. O patrimônio da minha família já foi todo para quitar a dívida, ainda tô com dívida, minha renda não tá pagando. E aquele medo de chegar a um ponto em que você não tem recurso para viver dignamente. Esse é o limite. Mas do mesmo jeito que tem a morte física e tem várias antecipações dela, você tem o limite da morte econômica, que seria a miséria, né, essa pobreza. Mas talvez muitos chinos não tenham medo realmente de ficar pobre. Mas quantos de nós, irmãos, ainda não vivem aterrorizados pelo medo de perder uma renda, uma renda, de sofrer um dano, uma injustiça num processo legal e aí você ser injustiçado e pagar uma conta mais alta do que você acha que você deveria pagar? ou medo ou medo de numa negociação, por exemplo, ser passado para trás, numa sociedade sair prejudicado. Todos esses são medos do dano, do prejuízo, da falta, da desvantagem, né, de sair em desvantagem. O brasileiro, então, por ser muito desconfiado, ele é muito assim, né? Você já entra sempre desconfiado assim, o outro tá tentando ganhar alguma coisa em cima de mim, eu não posso perder, senão sou bobo. sou bobo. E você tem mais medo de ser bobo do que de ser crente. E eu falo isso, irmãos, não é levianamente, porque eu morro de medo. Quem me acompanha mais de perto sabe que um, dois meses atrás eu tive o risco de perder uma renda significativa. Parte do da minha renda é variável e eu dependo dela para pagar minhas contas. E uma parte dessa renda variável eu tive o risco de perder, irmãos. Eu fiquei sem dormir várias noites, tem dois filhos pequenos. pequenos. É real esse esse medo. É real o medo de perder. Então assim, eu poderia estar sentado, eu tô pregando pra gente, mas o que o evangelho diz é que a morte de Jesus ela tem recurso não só para te levantar no dia da ressurreição, ela tem recurso para cuidar de você no seu medo da morte econômica. econômica. Jesus cuida de você. Nunca vi um justo mendigar o pão. O Senhor não me abandonará na sepultura. Não permitirá que seu justo veja a corrupção. Se você crê na ressurreição, irmãos, isso significa crer na ressurreição em tudo na vida. Pode até ser que a vitória não virá desse lado da eternidade, mas como a sua vida foi esticada pro infinito, irmãos, você sabe que o seu redentor vive e por fim sobre essa terra se levantará. E isso, irmãos, é o poder da ressurreição, libertando o crente do medo da morte econômica para fazer com que ele seja generoso. Presta atenção, irmãos. Se uma pessoa não é livre da miséria, seja a miséria absoluta, seja qualquer antecipação dela, se uma pessoa não é liberta do medo da miséria, não tem jeito dessa pessoa ser misericordiosa. A palavra misericórdia significa colocar o coração córdeo, na miser, na miséria do outro. Se você tem medo da miséria, como que você vai querer participar do outro quando ele estiver na miséria?