A gente vai dar sequência à série nova de pregações aqui da igreja, que tem o título Riquezas e Pobrezas, e que tem por objetivo principal equipar a igreja com uma visão bíblica da dimensão econômica. da vida. Ou seja, como que Deus deseja que o ser humano e o cristão em especial lide com seus recursos limitados, lide com a finitude, com o fato de que você não tem todo o tempo do mundo, você tem 24 horas por dia, né? Sua conta tem um determinado valor que não é infinito. Eh, a nossa inteligência, nossa beleza, tudo tem limites. Como que a gente lida com isso? Esse é o objetivo dessa série, eh, riquezas e pobrezas. E hoje a gente vai falar sobre graça recebida, graça repartida. É o título que deram para essa pregação de hoje, que convido a abrir em Tiago, no capítulo 2. A gente vai eh ler a partir do versículo 8. Tiago 2, nós vamos ler do versoito até o final do capítulo, texto bem conhecido que diz assim: atenção, Tiago 2, versículo 8. Todavia, fazeis bem se estais obedecendo à lei real, segundo a Escritura que diz: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Mas se fazeis discriminação de pessoas, estais cometendo pecado, e, por isso sois condenados pela lei como transgressores. Pois qualquer um que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, torna-se culpado de todos. Porque o mesmo que disse não adulterarás também disse não matarás. Então, se não cometes adultério, mas és homicida, torna-tes a ti mesmo transgressor da lei. Falai e procedei como quem há de ser julgado pela lei da liberdade. Porque o juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia. Mas a misericórdia triunfa sobre o juízo. Meus irmãos, que vantagem há se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Essa fé poderá salvá-lo se um irmão ou irmã estiverem necessitados de roupas e do alimento de cada dia, e algum de vós lhes disser: "Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos, e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que vantagem há nisso?" Assim também a fé por si mesma é morta se não tiver obras. Mas alguém dirá: "Tu tens fé e eu tenho obras. Mostra-me tua fé". sem obras, e eu te mostrarei minha fé por meio de minhas obras. Crês que Deus é um só, fazes bem, pois os demônios também creem e estremecem. Mas, ó homem insensato, queres ser convencido de que a fé sem obras é inútil? Não foi pelas obras que nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar seu filho Isaque? Vez que a fé cooperou com as suas obras e pelas obras a fé foi aperfeiçoada. Assim se cumpriu a escritura que diz: "Abraão creu em Deus e isso lhe foi atribuído como justiça e ele foi chamado amigo de Deus. Vedes então que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé". De igual modo, a prostituta Raabe não foi também justificada pelas obras quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Pois assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta. Amém. Vamos orar. Pai santo, obrigado, Senhor, pelo privilégio que é nos expormos, Senhor, a sua santa palavra. Obrigado pela revelação do Senhor, Deus, que comunica na nossa linguagem realidades que seriam inalcançáveis a nós, Senhor, e que abrem os nossos olhos, Deus, para aquilo que é verdadeiro, justo, bom, Senhor, belo, salvando-nos dos nossos enganos, das nossos, dos nossos sofismos, Senhor, das nossas maquinações, das nossas ilusões, Senhor. Faça isso mais uma vez nessa manhã, Senhor. Abre os olhos do nosso coração. opera, Senhor, uma cirurgia espiritual no nosso coração, Senhor, para a libertação conquistada por Jesus na cruz, Senhor, criar raízes mais profundas, Deus, na nossa alma, na nossa mente, Senhor, para que a gente viva do modo como o Senhor nos fez para viver, Pai, em nome de Jesus. Amém. Irmãos, como eu disse, o título que o presbitério deu para essa pregação específica foi graça recebida. Graça repartida. Na linguagem de Jesus ali no seu sermão da missão, quando ele envia os apóstolos, eh, poderia ser: "De graça recebestes, de graça dai". Mas para além de um mandamento ou de um dever moral que o cristão tem, essa é uma realidade que deve ser vivida enquanto uma experiência de fé e não só enquanto um cumprimento de um mandamento. Porque na visão bíblica mais ampla, irmãos, a mensagem é a seguinte: se uma pessoa verdadeiramente experimentou a graça de Deus em Cristo, então necessariamente essa pessoa vai reproduzir essa graça nos seus relacionamentos. Essa é a visão que a Bíblia transmite. É que se genuinamente você recebeu o dom gratuito de Deus em Cristo Jesus, a sua atitude, a sua inclinação, a sua predisposição para com o próximo tenderá a gratuidade, a não simplesmente buscar quitar a conta, ficar kit, né, em termos de direitos e deveres, mas a ir além a andar a segunda milha, a presentear o que não merece. refletindo, reproduzindo a imagem de Deus no mundo pela experiência que você mesmo teve de receber algo que você não merecia. merecia. ou dizendo numa linguagem negativa, a gente pode dizer que é a visão bíblica que se alguém, atenção, não reproduz a graça nos seus relacionamentos horizontais, é porque essa pessoa nunca teve uma experiência autêntica da graça de Deus na sua relação vertical com ele. Não é que há um condicionamento da salvação, é que se a imagem do pai não é refletida na sua ação, é porque você não é verdadeiramente um filho. Porque não tem jeito de você ter sido impregnado, condenado à graça de Deus e isso não aparecer nas suas ações. A parábola que foi pregada aqui pelo Réges na série de pregações sobre as parábolas de Jesus, conhecida como a parábola da dívida do rei ou do servo impiedoso, do credor incompassivo. Os irmãos conhecem bem. E ela diz exatamente essa mensagem. Jesus fala que um servo chegou paraa prestação de contas com o seu senhor e que ele tinha uma dívida impagável. Mas ele suplica a misericórdia do seu Senhor, que concede o perdão da dívida. Só que logo ao sair da presença daquele senhor, ele encontra um conservo que lhe devia um valor significativo, mas infinitamente menor do que a dívida que tinha acabado de ser perdoada. E o servo diz as mesmas palavras que ele tinha acabado de dizer: "S compassivo para comigo". E ele não perdoa a dívida, manda aquele seu conservo paraa prisão, de forma que os outros colegas eh vão até o Senhor e dizem: "Olha o que ele acabou de fazer". O seu senhor fica irado e faz a seguinte pergunta: Atenção, não, você não deveria ter exercido para com o outro a mesma misericórdia que eu exerci para com você? Essa é a pergunta da parábola. E aí ele é lançado na prisão até que ele pague a dívida e como era impagável eternamente. E Jesus conclui a palavra, a parábola, dizendo: "Assim também vos fará o meu Pai Celestial, se de coração não vos perdoardes uns aos outros." Como o R deixou claro, não é que há um condicionamento no perdão de Deus, mas é que se o perdão de Deus foi de fato recebido, esse tipo de situação é impossível impossível para alguém que é crente na graça de Jesus. É impossível. Então, irmãos, essa é uma mensagem consistente nas escrituras. Tem que aparecer na vida do crente o jeito de Deus nos tratar. Isso tem que aparecer no jeito da gente tratar os outros. Eh, essa isso vem pela consciência, como essa parábola deixa claro, esse processo só acontece, não é, se você ouviu dizer do evangelho, né, se você ouviu dizer que sua dívida foi perdoada, mas é se isso vivifica a sua mente, a sua consciência, te desperta as sensações, a percepção paraa realidade do evangelho. É só se entra na sua cabeça pela iluminação do Espírito Santo que realmente você teve um débito impagável, imerecidamente perdoado. perdoado. É que essa disposição nasce. É só se por obra do milagre da pregação do evangelho, um dia caí a ficha de, cara, a minha conta estava infinitamente negativa e o débito foi quitado. E pensando na visão bíblica, até mais amplo do que isso, porque não é só que o negativo virou zero, é que o negativo virou infinitamente positivo pelos méritos de Jesus. Você foi creditado ilimitadamente diante de Deus. Quando essa ficha cai pela iluminação do espírito na pregação do evangelho, a disposição generosa nasce. E aí você tem uma disposição misericordiosa, por um lado, que é não dá ao outro o mal que ele merece, apaga, né, pelo mal que ele fez. Isso é misericórdia. Mas também a disposição generosa, que é dar ao outro o bem que ele não merece. E assim você reflete Jesus e o cascateamento da graça de Deus vai gerando uma economia da graça, em que o jeito de Deus começa a circular no mundo e aparecer uma outra lógica de você se relacionar com a sua finitude, com a sua limitação diante da finitude e da limitação do outro. Então, irmãos, uma autêntica regeneração espiritual precisa, não como mandamento, mas como necessidade em termos de realidade, tem que gerar uma conversão econômica. A gente fala muito de conversão no sentido espiritual, né? Que você depositou sua fé em Cristo e agora você está nele pela fé. Mas o fato é que se você está em Cristo, todo o seu ser está em Cristo. E por isso todas as dimensões da sua vida precisam estar em Cristo e isso vai aparecer. aparecer. Provérbios diz que do coração procedem as fontes da vida. Então, se com seu coração você creu e confessou com seus lábios, toda a sua vida vai desse coração proceder essa realidade da graça nos seus relacionamentos, inclusive na dimensão econômica. E por economia eu quero dizer como você lida com seus recursos limitados, com dinheiro, claro, mas para além do dinheiro, com seu tempo, com a sua beleza, com as suas amizades que são todas limitadas. Como que você lida com isso? Então, irmãos, quero fazer uma pergunta pros irmãos que eu faço a mim mesmo. Uma pessoa te olhando de fora e te acompanhando por um tempo e vendo como você administra os seus recursos, essa pessoa teria como explicar o seu comportamento econômico sem apelar pro fato que você é cristão? Uma Uma pessoa olhando como você, por exemplo, gerencia suas finanças, teria jeito de ela explicar os seus gastos, os seus investimentos, aquilo que você valoriza, o que você não valoriza, o que você paga, o que você deixa de pagar? Teria como ela explicar isso sem em algum momento ter que dizer: "Cara, mas isso é só porque você é crente". O que a Bíblia diz, irmãos, é que se você é crente, isso teria que acontecer. Uma pessoa olhando de fora, ela teria que falar assim: "Por que que você administra seus recursos assim? Eu nunca vi isso. É diferente, não é a lógica normal". Ou te perguntando de uma outra forma, reflita sobre isso. Se você não fosse cristão, o jeito como você administra os seus recursos seria diferente do jeito como você tem administrado? Pensa aí um pouquinho. Se você não fosse cristão, seria diferente o jeito como você atualmente administra seu dinheiro, seu tempo e todos seus outros recursos limitados, irmãos. Porque se a resposta for não, isso significa que Jesus provavelmente alcançou o seu coração, mas essa graça tá infrutífera. É o que Thago fala aí no texto. Ela não tem proveito nenhum. não tá gerando fruto no mundo e você continua escravizado de uma coisa que Jesus já te libertou. É óbvio, irmãos, que isso não é imediato, né? É óbvio que um não cristão, de repente eh decide seguir o caminho de Jesus e aí no dia seguinte ele já administra completamente diferente eh a su os seus recursos. Não necessariamente. Tem que ter uma diferença qualitativa ali, porque o Espírito Santo entrou na pessoa, ela é um novo ser. Mas ao longo do tempo, cada vez mais, as pessoas têm que crescer na graça e no conhecimento do Senhor. E isso tem que aparecer inclusive na dimensão econômica da vida dela. Então essa é uma outra pergunta importante. Se você se comparar com você há 5 anos atrás, o jeito como você lida com as suas posses hoje é mais crente, mais parecido com Jesus do que o jeito como se lva 5 anos? Essa é uma pergunta fundamental, porque às vezes alguém olhando de fora pode te achar super avarento e mesquinho, mas a sua esposa que te conhece pode falar: "Mas é porque você não viu como que ele era 5 anos atrás". E esse é um sinal do Espírito Santo, né? é que ele tá ali, você pode ser ruim demais ainda, mas ele tá operando você e mudando ao longo do tempo. Então isso é algo que tem que ter no nosso coração, irmãos, como crente. É o desejo de a cada ano, a cada dia, ser mais parecido com Jesus na nossa relação com os nossos recursos e que isso apareça ano após ano, que a gente vai ficando cada vez mais livre para ser generoso e misericordioso. E é isso que Thago introduz. Nesse, na primeira parte do trecho que a gente leu, se você olhar aí do oito ao 13, no oito, ele começa falando: "Porque essa é a lei real e vocês fazem bem se obedecê-la. Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Que que Thiago tá dizendo? Se eu tô escrevendo para crentes, se eu tô escrevendo para irmãos em Cristo, vocês estão no reino daquele que perdoou infinitas dívidas com misericórdia. E nesse reino, como naquela parábola de Jesus, qual é a lei? que você saia por aí distribuindo misericórdia, que você saia por aí cuidando do interesse do outro como do seu, porque Deus cuidou do seu interesse quando você queria matá-lo. Então é a reprodução. Tiago tá falando isso. Se você faz parte do reino de Deus, se você entrou nessa realidade, então essa é a lei. É, distribua misericórdia e amor, porque nunca vai ser maior do que o que você já recebeu. Pode ficar tranquilo. Mas Thaago contrasta com a outra lógica. Ele fala: "Não, mas você pode estar querendo viver pela lei, né?" É o que ele fala aí do 9 até o 11. Ele fala: "Por outro lado, você pode estar querendo viver pela lei." Que que é viver pela lei nessa linguagem de Thago? É não ter um horizonte que vai para além do justo. Você não consegue enxergar o ser altruísta. Você só consegue enxergar direitos e deveres. Só ficar no zero a zero, nunca perder, nunca sair no prejuízo, nunca sair em desvantagem. É sempre alguém tá me devendo alguma coisa, eu vou cobrar. E se eu tiver devendo alguma coisa a alguém, eu vou pagar para ninguém poder falar que me fez favor. Isso é viver pela lógica da justiça. É a lógica de tentar fechar o seu balanço contábil todo dia antes de colocar a cabeça no travesseiro. É um jeito, é o jeito que o mundo vive. Mas Thago fala: "Mas se você quiser viver desse jeito, você tá frito." Por quê? Thago diz: "Porque no fundo, no limite, ninguém é justo. E aí você vai est cobrando justiça do outro e tentando fazer justiça, sendo que na hora que você colocar sua cabecinha lá no travesseiro, a voz de Deus vai estar no seu ouvido dizendo: "Injusto, injusto." É isso que Thago fala. Ele fala: "Olha pro nosso sistema legal, no caso aqui do Império Romano, mas olha pro nosso sistema legal atual. Só porque alguém não cometeu um determinado tipo de crime, se essa pessoa cometer outro crime, ela não vai presa e ela pode falar: "Não, eu cometi esse, mas aquele não, então não quebrei a lei toda". É assim? Claro que não. Um homicida pode ter cumprido o código penal inteiro do Brasil, mas se ele cometeu homicídio, ele vai preso. E Thago projeta isso na nossa relação com Deus. Ele fala: "Quem estabeleceu o jeito como as coisas são? Deus. E foi ele que disse: "Não adulterarás". Ele também disse: "Não matarás". Então, se você não faz um, mas faz o outro, você tá transgredindo a vontade de Deus de qualquer jeito e diante dele você é injusto e vai ter uma dívida infinita que mereceria prisão perpétua. E aí você quer viver na relação com o próximo horizontal, prendendo o outro, colocando o outro na prisão e tentando pagar a sua conta e sair da prisão em todas as suas relações. Você já tem uma dívida impagável para com Deus. Se é essa a lógica que você quer viver, de esfregar na cara de Deus um dia que você fez tudo que precisava ser feito. Se é assim a sua relação vertical, na sua relação horizontal você tá frito, porque a conta nunca vai ficar kit, você nunca vai cumprir tudo que o outro merece. E isso sempre vai te deixar em dívida. Então o Thiago coloca: "Como que vocês querem viver? é de acordo com a lei real da misericórdia ou é de acordo com a lei da mera justiça? E ele fala no versículo 13 ou no 12: "Falai e procedei como quem há de ser julgado pela lei da liberdade". Ou seja, para quem tá livre dessa lógica contábil das relações. Por versículo 13, o juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia, como a gente viu na parábola. Mas a misericórdia triunfa sobre o juízo. Thago, lembra a gente o que que nos conquistou? Foi o fato de que quando Deus podia ser justo com a gente, ele foi misericordioso e a misericórdia dele triunfou sobre a nossa injustiça. Então, é nessa economia que você é convidado a viver de uma misericórdia que triunfa sobre a injustiça do próximo contra você. E você não fica cobrando danos no cartório, mas você absorve esses danos e entrega graça. E aí a misericórdia vence a intenção maligna daquele que te danificou. Então esse é o contexto aí que que Lucas, ó, que Thago coloca e que tem tudo a ver com o que a gente tá falando, uma outra economia, uma outra forma de funcionar no mundo diante da nossa limitação e da nossa finitude e da limitação e finitude do outro. Agora, irmãos, irmãos, ainda assim, eu tenho certeza que o que eu falei aí nesses minutos iniciais, é muito crente de carteirinha já sabe disso há muito tempo. Mas ainda assim o que me chama atenção na minha vida e na dos outros é que tanto que a graça recebida nem sempre se torna graça repartida, não é verdade? a gente olha ainda paraa realidade cristã da comunidade da igreja e para cada vida, pelo menos a não ser que você seja muito melhor do que eu, mas e você vê, cara, isso isso não circula tão bem assim. Então, o que eu queria focar agora é por que não o que que acontece entre a graça recebida e a graça repartida que pode bloquear essa segunda? Por que que mesmo crente que enxerga na cruz a graça de Jesus, muitas vezes tem uma vida que, por exemplo, quando você olha pro pra área financeira, é uma vida que parece que é um quarto fechado da alma para Jesus. Ali Jesus não entra. Eu tenho, eu tenho visto isso, irmãos. Isso tem me assustado. Conversando com cristãos, você conversa com cara sobre várias coisas, trabalho, vocação, igreja, família e tá tudo joia. chega no no financeiro, chega na relação econômica, parece você tá conversando com o não cristão. É o mesmo jeito de pensar. É, enfim, por quê, irmãos, irmãos, a gente a gente não apenas é convertido pela consciência de que o nosso débito foi pago e de que um crédito merecido foi colocado na nossa conta diante de Deus. Uma uma conversão mais profunda envolve a consciência de que para isso acontecer, acontecer, um preço muito alto foi pago no seu lugar. Não é que pro seu débito ser cancelado e pro crédito acontecer não custou nada para ninguém. Mas o que o que captura ainda mais o coração do que essa consciência da salvação é você entender que isso custou tudo. E quando eu falo tudo é verdadeiramente tudo, porque custou a vida do Deus encarnado. O preço, irmãos, dessa quitação de um micróbbio, que somos nós, foi a infinitude. A infinitude teve que se entregar para que uma partícula finita do universo, como a gente tivesse a conta saudada. saudada. Irmãos, isso é de novo uma obra que só o espírito pode fazer no nosso coração, gerar essa percepção, essa consciência para além só da proposição, né? Para além só da concordância cognitiva, mas fazer isso descer pro coração e você sentir o custo da salvação. Como a gente canta, eu nunca saberei o preço que foi pago pelos meus pecados ali na cruz. Sempre tem um engraçadinho que falava, foi o preço do sangue de Jesus, mas o ponto é quanto custa o sangue de Jesus? Quanto custou o sangue de Jesus? E quando a gente olha pra cruz, o que que a gente estava, gente? Nós éramos os soldados romanos querendo matar Deus. E aí a gente descobre que nesse nosso ato de tentar matar Deus, na verdade era Deus que estava se entregando à morte para nos salvar da morte. E aí essa consciência, irmãos, gera aquela noção de que o que é grátis pra gente, o que foi gratuito, que é graça, custou a vida da fonte da vida. E isso captura o coração. Isso é mais do que uma teoria para você concordar. Isso é algo que tem que te dar um murro no estômago, espiritualmente falando, te fazer sentir o peso da glória e da graça de Jesus. E aí a economia começa a andar mais. Paulo fala disso. Paulo fala: "Deus revela o seu amor gracioso para conosco nisto em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Paulo tá dizendo o seguinte, ele até usa essa expressão. Ele fala: "Talvez por um homem bom alguém até se anime a morrer, mas Deus mostra o seu amor por nós. Porque Cristo morreu por nós quando a gente estava tentando matá-lo para proteger a nossa vida. É aí que a graça aparece. É aí que a consciência da graça aparece. E por que, irmãos? E esse é o ponto crucial da pregação, porque é só se você olhar pra morte de Jesus, entender o valor que ela tem e perceber perceber que era para você tá ali e que, na verdade, se você está em Cristo, ali está a sua morte. Você morreu ali, já não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Você Você fica livre do maior medo de todo ser humano que leva ele a viver economicamente, tentando se proteger o tempo inteiro, que é o medo da morte. Por isso que eu sou fã do evangelho, irmãos. Por isso que eu sou mesmo da religião da ressurreição, porque ela atacou a raiz de tudo que faz da gente pecador, que é o medo de essa finitude pequenininha que nos foi dada ser perdida. E por causa disso, a gente tenta infinitamente proteger o pouco que a gente tem com o medo da guela da terra se abrir debaixo dos nossos pés e a gente ser engolido. Isso faz a gente pegar em armas e tentar construir todo um sistema de defesa para você não perder, para sua limitação não significar a sua derrota. Mas aí imagina que tem um anúncio, uma boa notícia de que você já foi derrotado, mas de que a vida infinita te espera do outro lado da cruz. O efeito psicológico e existencial mais profundo do evangelho é a libertação da do medo da morte, irmãos. Isso é a raiz. É a hora que você fala: "Então, calma, o infinito me absorveu". E aí você entrega aquele pouquinho que você tem sem medo de perder, porque você entende que tudo é seu e você é de Deus. Irmãos, a morte, obviamente, a gente já pensa lá no cemitério da paz, o seu sepulcro, né? Mas o poder do evangelho não é só pro seu último dia, irmãos. Não é só para te libertar do medo de você literalmente ter uma morte física e ser sepultado e acabar lá mais um dia ressuscitar. Obviamente Obviamente isso é a grande mensagem do evangelho, mas tem várias antecipações, porque a gente experimenta a vida e a morte em várias dimensões ao longo da nossa vida. Por exemplo, uma coisa que marca a nossa cultura é a morte, é o medo da morte estética. Todo mundo tem medo de ficar feio na nossa cultura. especial. É ou não é? não é? Você tem medo de ficar feio, de envelhecer, de olhar no espelho e sentir que você não é mais aquela beleza tonteante que um dia talvez você foi. É o medo da morte estética. A gente tem medo da morte social, por exemplo. É o medo de ficar sozinho, de perder os amigos, de só ter gente com quem você conversa trivialidade, ninguém te conhece profundamente. É um medo real. Quantas pessoas têm medo de ficarem idosos, por exemplo, e e ninguém ir visitar e você ficar perdido e sozinho? É a é a morte social. A gente tem vários medos, irmãos. Medo da morte, da inteligência, da capacidade cognitiva. Medo de ficar demente, por exemplo, de começar a esquecer as coisas, né? Tá começando a acontecer. [risadas] [risadas] Você fica assim: "Meu Deus, será que isso vai embora também? Será será que isso vai embora também? Será que tudo é embora? Será que a vida é uma torneira aberta e tá tá escorrendo? E é, irmãos, e é uma área que nos toca particularmente, que tem a ver com essa série, é o medo da morte econômica. Que que é a morte econômica, irmãos? No limite é o medo de ficar pobre, é o medo de ficar miserável, é o medo de Jesus amado. Essa dívida só tá acumulando juros compostos, juros sobre juros. Eu não sei como que eu vou pagar e tá indo tudo embora. O patrimônio da minha família já foi todo para quitar a dívida, ainda tô com dívida, minha renda não tá pagando. E aquele medo de chegar a um ponto em que você não tem recurso para viver dignamente. Esse é o limite. Mas do mesmo jeito que tem a morte física e tem várias antecipações dela, você tem o limite da morte econômica, que seria a miséria, né, essa pobreza. Mas talvez muitos chinos não tenham medo realmente de ficar pobre. Mas quantos de nós, irmãos, ainda não vivem aterrorizados pelo medo de perder uma renda, uma renda, de sofrer um dano, uma injustiça num processo legal e aí você ser injustiçado e pagar uma conta mais alta do que você acha que você deveria pagar? ou medo ou medo de numa negociação, por exemplo, ser passado para trás, numa sociedade sair prejudicado. Todos esses são medos do dano, do prejuízo, da falta, da desvantagem, né, de sair em desvantagem. O brasileiro, então, por ser muito desconfiado, ele é muito assim, né? Você já entra sempre desconfiado assim, o outro tá tentando ganhar alguma coisa em cima de mim, eu não posso perder, senão sou bobo. sou bobo. E você tem mais medo de ser bobo do que de ser crente. E eu falo isso, irmãos, não é levianamente, porque eu morro de medo. Quem me acompanha mais de perto sabe que um, dois meses atrás eu tive o risco de perder uma renda significativa. Parte do da minha renda é variável e eu dependo dela para pagar minhas contas. E uma parte dessa renda variável eu tive o risco de perder, irmãos. Eu fiquei sem dormir várias noites, tem dois filhos pequenos. pequenos. É real esse esse medo. É real o medo de perder. Então assim, eu poderia estar sentado, eu tô pregando pra gente, mas o que o evangelho diz é que a morte de Jesus ela tem recurso não só para te levantar no dia da ressurreição, ela tem recurso para cuidar de você no seu medo da morte econômica. econômica. Jesus cuida de você. Nunca vi um justo mendigar o pão. O Senhor não me abandonará na sepultura. Não permitirá que seu justo veja a corrupção. Se você crê na ressurreição, irmãos, isso significa crer na ressurreição em tudo na vida. Pode até ser que a vitória não virá desse lado da eternidade, mas como a sua vida foi esticada pro infinito, irmãos, você sabe que o seu redentor vive e por fim sobre essa terra se levantará. E isso, irmãos, é o poder da ressurreição, libertando o crente do medo da morte econômica para fazer com que ele seja generoso. Presta atenção, irmãos. Se uma pessoa não é livre da miséria, seja a miséria absoluta, seja qualquer antecipação dela, se uma pessoa não é liberta do medo da miséria, não tem jeito dessa pessoa ser misericordiosa. A palavra misericórdia significa colocar o coração córdeo, na miser, na miséria do outro. Se você tem medo da miséria, como que você vai querer participar do outro quando ele estiver na miséria? E é isso que Thago fala aí nos versículos 14 em diante. Ele vai contar um caso. Olha, não adianta você falar que Jesus transformou sua vida se isso não aparecer. As obras t a ver com isso. É se se essa crença na ressurreição não aparece no jeito como você se relaciona com o mundo, com as pessoas, de que que vale essa fé? De nada. E aí ele cita um caso, interessantemente, um caso econômico. Olha aí no versículo 15. Se um irmão ou uma irmã estiverem necessitados de roupa ou de comida, não adianta de nada. Você que diz que crê na ressurreição, se aquilo for te custar alguma coisa, ajudar aquela pessoa, e você não tá fazendo diferença nenhuma se você só dar um tapinha nas costas, falar assim: "Vai em paz e que Deus te abençoe". abençoe". Thago fala isso. Qual que é a diferença? Isso alguém que morre de medo de perder o que tem faz também. É só o crente que pode virar e falar assim: "Cara, eu não sei o que que vai acontecer comigo se eu te emprestar esse dinheiro ou te der esse dinheiro. Mas se Deus trouxe essa situação até mim, eu sou seu próximo e eu vou crer que Deus vai cuidar de mim. Eu vou participar da sua miséria, colocar meu coração na sua miséria. Aí com você, irmãos, Paulo descreve o mistério da obra de Jesus nesses termos econômicos. Segundo Coríntios 8:9, ele fala: "Porque vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, atenção, que sendo rico, se fez pobre para que por meio da sua pobreza fôssemos feitos ricos." Irmãos, Jesus não usurpou que o ser rico como pai era algo a que ele deveria se apegar. Antes ele esvaziou a sua conta. até a miséria. E tendo sido encontrado como miserável, ele foi fiel na identificação do seu coração com os miseráveis até a morte. Por isso mesmo, Deus o exaltou e lhe deu o nome que tá sobre todo nome para que ao nome de Jesus todo o joelho se dobre e agradeça pelo sacrifício eterno que ele fez. Sabe o que vem logo antes desse texto que todo mundo conhece? Filipenses 2? Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. E no versículo anterior, não façam nada por ambição egoísta ou vaidade, mas em tudo considere o outro superior a si mesmo, cuidando não apenas dos seus próprios interesses, mas dos interesses do outro. Se você foi alcançado por essa redenção econômica de Jesus, irmãos, Adam Smith não te explica. O fundador da economia moderna não te explica. explica. Porque a frase mais famosa dele no livro A Riqueza das Nações é: "A gente não apela pra benevolência do padeiro, do açogueiro, para que eles nos deem o nosso alimento. Não. A gente apela para o seu amor próprio e ninguém chega para alguém no restaurante e lhe diz da sua necessidade, mas você tem que dizer do que ele ganhará te servir num prato. Isso é a fundação da economia moderna. O o autointeresse é a base das relações. É assim que você descreve como as pessoas vivem. E realmente sem o Espírito Santo, é assim que você descreve como as pessoas vivem. Mas o que Paulo diz? Se há em Cristo alguma consolação, é assim que ele começa, Filipenses 2. Se você descobriu em Jesus uma janela por uma outra realidade que vai para além só dessa lógica, então considere os outros superiores a si mesmos e busque não apenas o seu interesse, mas também o dos próximos, tendo em você o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que embora sendo Deus, não usurpou que o ser igual a Deus era algo que ele devia se apegar. É outra economia, irmãos, que só é viabilizada pelo Espírito Santo. E qual é o limite dessa economia? Essa disposição. Atenção, onde que aparece esse esse caráter que Deus quer economicamente no cristão? Se a raiz que impede esse caráter é o medo da morte, onde que vai aparecer alguém que venceu isso? Atenção, é uma pessoa que tá disposta, se necessário, até a morrer, por um bem maior. Isso na tradição cristã, irmãos, é chamado da terceira virtude cardeal, a fortitude fortitude ou a fortaleza eh espiritual. mais contemporaneamente traduzido como coragem, mas eu prefiro fortitude, fortaleza. fortaleza. Se alguém venceu o medo da morte, se você não tem mais a tentação de nas suas relações sempre economizar para estar seguro de que se vier um risco que você não prevê, você pode ficar completamente limitado na sua capacidade ou morto economicamente, se você foi liberto disso, o que que você tá preparado a fazer se necessário morrer? Não é assim? Se o que fundamenta uma economia do alto interesse egoísta é a tentativa de preservar a pouca vida que você tem, o que fundamenta uma economia da graça é a disposição a se necessário, entregar a pouca vida que você tem por algo maior do que ela. E isso chama fortaleza. Fortaleza espiritual na tradição cristã. e que no cristão é um fruto do espírito. Muita gente chama isso hoje, sabe, de como? como? Bobeira ou a pessoa boba. Por quê? Porque hoje prudência, irmãos, que na tradição cristã é a primeira virtude cardeal que abre as portas pra justiça e pra fortaleza. Prudência hoje é a mesma coisa que covardia. Quem que a gente considera o esperto, ainda mais no Brasil, irmãos? Quem que a gente considera um inteligente? O prudente é aquele que conseguiu dar um jeito de não perder nada e ganhar o máximo possível, não é assim? É quem otimiza o benefício próprio sem nenhum custo. custo. É isso que a gente chama do prudente. É o que evitou a morte a todo custo e ainda assim conseguiu o que precisava. Irmãos, na visão cristã não é assim, irmãos. Na visão cristã, prudência é você enxergar as coisas como elas realmente são. E quando você enxerga as coisas como elas realmente são, você descobre que tem coisa que vale mais do que você manter sua própria vida. E por causa disso, você vive em justiça, que é a segunda virtude, buscando esse bem. E você tá disposto a sacrificar a sua vida, que é a terceira virtude, na busca por esse bem, se necessário. Então, irmãos, meu convite nessa manhã é pra gente ser bobo, se precisar. Não é para você ser bobo no sentido eh de você sair daqui e achar então que você tem que desfazer de tudo que você tem. Pode ser, né? A gente tem Francisco de Assis, tem Domingo de Guzmão, esses fundadores das ordens mendicantes. Esses caras são heróis da fé. Por quê? Porque eles deixaram que a própria vida fosse um escândalo. Eles eram como se fosse megafones estridentes, gritando pro mundo de que a economia era uma economia egoísta e contra o que a gente foi feito para ser ao fazerem votos de pobreza. Mas isso não significa que todo crente vai sair por aí fazendo voto de pobreza. Não é isso. O que a virtude da fortitude diz é se necessário, você está no lugar existencial de sacrificar a sua vida por um bem maior, se necessário. Você pode querer crescer em recursos de todo tipo, tá? Você pode querer crescer em inteligência, né? Fazer seu mestrado, fazer seu doutorado. Você pode querer crescer financeiramente, tentar entender mercado financeiro, investimento, né? Fazer bons investimentos. Você pode querer ter mais amigos, crescer socialmente. Obviamente pro cristão tudo isso é bom, irmão. Só tem medo da morte quem considera essas coisas boas. Quem já perdeu o sentido da vida não tem medo de morrer. Mas o cristão é o que tem o sentido da vida eterna. Então ele considera tudo isso bom. Só que ele não ama essas coisas em absoluto. Ele ama essas coisas relativamente. E se um valor maior se colocar no caminho, ele tá disposto a rasgar o diploma, a parar de aplicar o botox, a o que for, né? Inclusive quem tá aplicando botox muito tá ficando estranho, gente. Cuidado com isso aí. Mas é, irmãos, assim, qual é a questão? se necessário. Por isso que na tradição cristã o ápice, assim, a ocasião que traz à tona mais claramente a virtude da fortitude, da fortaleza, é o martírio. Não é que você tem que sair por aí querendo ser um márte. Inclusive, a igreja cristã primitiva eh condenava os cristãos que tinham um entusiasmo fácil pelo martírio. Na carta, por exemplo, de 150 depois de Cristo sobre a morte de São Policarpo, eh é citado um cristão chamado Quintos, que ficava animando a igreja a se entregar aos romanos para ser lançado no Coliseu. E ele ficava, não, porque é isso, a gente tem que ser Marte mesmo e tal, aquele entusiasmo empolgado juvenil. E um tanto de gente da igreja realmente foi entregue e morreu. Quando chegou a vez dele, ele negou a Cristo. Na hora que ele viu a carta diz na hora que ele viu as bestas, né, os leões, ele tremeu e negou a Cristo. Então, irmãos, quando eu falo que o martírio é a ocasião última, não é no sentido da gente buscar o martírio, mas é no sentido se você não tiver alternativa a não ser um martírio, você tá no lugar existencial de seguir o caminho de Jesus e fazer o que ele fez. Financeiramente significa que você pode sim buscar ter mais recursos. Inclusive, esse é importante. Imagina se o bom samaritano não tivesse recurso. Não tinha jeito dele ter pagado pela eh, né, o hotelzinho lá. do moço que tinha sido explorado na na estrada para Jericó. Então assim, você precisa ter capacidade inclusive para exercer misericórdia. Mas se chegar o ponto do martírio, se chegar o ponto de Jesus falar comigo, Jonathan, abandona sua carreira acadêmica, suas décadas de estudo e vai para onde eu tô te mandando, eu tenho que estar nesse lugar. Se o Espírito Santo tá operando profundamente no meu coração e eu não tô, irmãos, confesso, eu não tô, mas eu quero estar e eu quero que os irmãos estejam. estejam. Eu quero que a gente saia daqui com esse desejo de Senhor, me faz mais crente, Senhor. Deixa a graça entrar mais fundo no meu coração. coração. É por isso, irmãos, caminhando pro fim, é por isso que nos versículos seguintes aí Tiago vai citar dois exemplos. Quais são? Versículo 21 em diante. Abraão sacrificando Isaque e Raab estando disposto a correr risco de vida para proteger os espias. Não é interessante que Thago passe de uma coisa tão ordinária como dar sua roupa e comida para alguém e cita Abraão oferecendo Isaque? Mas é porque para Tiago, irmãos, Abraão oferecendo Isaque, é a experiência limítrofe de você dar algo pro outro. É, é isso esticado ao limite. Que que é isso esticado ao limite? Do mesmo jeito que você perde algo para que alguém receba gratuitamente, Abraão tinha que entregar o finito pequeno que ele recebeu para que o infinito da ressurreição aparecesse do outro lado. O autor de Hebreus diz isso, que ele foi porque ele cria que Deus era poderoso para ressuscitar Isaque dentre os mortos. Foi a fé na ressurreição que fez com que Abraão entregasse tudo que ele tinha. Irmãos, esse era o teste máximo. E aí, como o Tiago diz, Deus imputa justiça a Abraão. Por quê? Porque a fé foi confirmada pelas obras. Aquilo que foi operado no coração apareceu. Apareceu na entrega. Mesma coisa com Raab. Eu tive uma experiência uma vez que foi muito marcante, irmãos. estava num congresso assim cristão de louvor e adoração e tal, naquela época, né, dos congressos de louvor e adoração. E aí o o pastor que tava pregando era muito próximo, assim, muito meu amigo e muito crente, assim, uma referência para mim. E no meio da pregação ele falou assim, tinha gente de muitas cidades, né, era um congresso grande, ele falou: "Alguém aqui é de uma cidade pequenininha, pobre, e na sua igreja não tem nenhum teclado para você ministrar. o louvor. E aí uns três levantaram a mão, ele foi mais uns critérios assim, tipo, qual é a maior igreja, qual é a menor, qual a cidade mais pobre para tentar ver quem era o mais necessit estado, né? Aí um carinha ficou lá bem humilde assim, com a mão levantada. Aí ele virou e falou para um outro pastor, amigo nosso também, muito crente, que tava sentado assistindo, que eu também conheço pessoalmente. Então, eu sei que não era um teatro, tá, irmãos? Eu tenho certeza absoluta que não era um teatro. conheço muito bem os dois. dois. E ele virou para esse cara e falou assim: "Fulano, pega o seu teclado e dá para ele". E era teclado, teclado assim que amarra e tal, né? Pega o seu teclado e dá para ele. Eu lembro que eu gelei, eu falei: "Nos se der errado, né?" Aí o fulano foi lá, pegou o teclado e deu pro outro. Gente, aquilo comoveu a igreja, porque ele tava pregando Gênesis 22, a entrega de Isaque. Então, assim, foi uma pregação visível na frente de todo mundo. Ele gerou uma ocasião para que a obra do Espírito no coração daquele pastor aparecesse em fortitude, na disposição, se necessário, é entregar tudo por um bem maior. Ele ele deu um uma demonstração pública disso, só que não acabou. Aí, sabe o que que aconteceu? Ele virou e falou assim: "Agora fulano, o pastor, agora sobe aqui e vem tocar no meu teclado, porque agora ele é seu e o teclado dele era tipo assim, o melhor teclado do mundo." Gente, foi maravilhoso porque no fim das contas aquele que exigiu tava disposto a dar ainda mais do que o que ele pediu. Essa é a lógica do cristão, irmãos. é que qualquer coisa que Deus colocar no nosso caminho pra gente sacrificar por um bem maior, ainda não é nada em relação ao que ele sacrificou e está disposto a colocar no nosso caminho desse lado da ressurreição ou do outro. Então, irmãos, para concluir, não é para deixar bem claro, não é que a obra de Jesus nos livra do medo, ok? Se você continua amando essas coisas e é para amar porque elas são dádivas de Deus, o medo de perdê-las vai estar presente. Se você ama seus amigos, o medo de perder amigo vai est presente. Se você ama o conforto da sua casa, o medo de perder isso vai est presente. É para você amar, porque são dádivas de Deus. Mas o que a obra de Jesus pela ressurreição, por isso eu não preciso ter vergonha de ser crente. Você tem que anunciar que você crê na ressurreição de Jesus dentre os mortos. Porque o poder dessa ressurreição, o que ela faz é te libertar da escravidão do medo. O medo continua, mas ele não tem mais a última palavra. Se o Espírito Santo tá atuando no seu coração, tem hora que você vai ficar com noite sem dormir, irmãos, porque Deus vai colocar um bem maior no seu caminho que vai implicar um sacrifício. Mas o perfeito amor, à medida que ele vai se aperfeiçoando no seu coração, ele lança fora todo medo. Vamos orar, irmãos. Pai santo, obrigado, Senhor, porque a obra de Jesus é maravilhosa, Senhor. Cada vez que eu paro para contemplar, Senhor, o significado do que aconteceu na cruz do Calvário, Senhor, eu me surpreendo por uma profundidade que não tem fundo, Senhor. Não tem jeito de alcançar o fundo desse oceano da graça do Senhor. Pai, a obra de Jesus tem sentido para nossa morte, mas tem sentido para toda a vida, Senhor. Senhor. Ela ressuscita aquele que literalmente foi um mártir, mas ela sustenta aqueles que diariamente são mártires vivos em cada pequena decisão, Senhor, que tomam, em cada gesto que fazem, Senhor, com o desejo, ainda que amedrontado, Senhor, mas na dependência do Senhor e do seu amor, fazer circular o bem que o Senhor introduziu no mundo, Senhor. Por isso, Senhor, mais uma vez eu te peço, à medida que a gente se prepara paraa ceia, Senhor, e que a gente ora, Deus, mais uma vez eu te peço, Senhor, opera hoje, Deus, uma cirurgia espiritual no meu coração, no coração dos meus irmãos. Entra mais fundo, Senhor, para que não com entusiasmo fácil, mas resoluto e submisso, Senhor, a gente possa cantar tudo. Entregarei, Senhor, em nome de Jesus, Senhor.