Boa noite, Atitude Petrópolis. Boa noite Igreja Batista Atitude na nossa sede. Boa noite, Atitude Global, que já é quase Boa noite. Boa tarde para todas as nossas igrejas da América do Norte. Boa noite lá pro outro lado do Oceano Atlântico, nossas igrejas na África, nossas igrejas na Europa. E eu confesso que eu tenho um sonho de, na próxima conferência falar bom dia para as nossas igrejas asiáticas. Amém. Queridos, eu sou o pastor Juliano, pastor aqui da Igreja Batista Atitude em Petrópolis, na região serrana fluminense. E é um prazer enorme estar aqui e falar com vocês depois de um querido que é o pastor Ton. Mais que um pastor, um grande amigo, um grande homem de Deus que influencia muito a minha vida, a minha história. E o pastor Éton, ele faz parte de uma trinca de [música] homens de Deus que transformaram a minha trajetória e a minha caminhada. O primeiro deles é o pastor Caio lá de Tampa, que foi quem de fato me impulsionou a me submeter ao cuidado, que é do que nós estamos falando aqui. [música] O segundo homem de Deus é o pastor Ton, que com todo seu jeito peculiar que só ele tem, conseguiu arrancar os cadeados da minha vida e acessar os lugares que precisavam ser acessados para que eu pudesse me submeter ao processo de transformação. E o terceiro é o pastor Wallace, nosso eterno primeiro pastor de Petrópolis, meu primeiro discipulador, o homem de Deus, que me ensinou o que é viver uma vida de discipulado e caminhar debaixo desse processo que transforma vidas. [música] Queridos, eu queria falar com você, fechando esse bloco sobre discipulado que nós vivemos aqui. Alguns temas a gente já passou por eles, mas eu queria tentar amarrar contigo algo muito importante. A gente vive e fala muito uma visão de crescimento, uma visão de expansão. A gente fala muito sobre multiplicar e é usual e totalmente normal que a gente celebre os números, as multiplicações, quantas [música] células nós abrimos, quantas pessoas nós batizamos. Mas, queridos, a nossa preocupação precisa estar também com a porta dos fundos. Porque se nós estivermos muito preocupados em crescer e pouco preocupados em consolidar, os números que se ganham se perdem da mesma forma. O saldo é negativo. Para que o saldo seja positivo, o saldo do evangelho seja positivo, o cuidado precisa estar presente. E como que se cuida? através dessa ferramenta chamada discipulado, que cria alicerces, que cria pilares que fazem com que a gente consiga de fato se sustentar diante de um vendaval, diante de uma tempestade. E para amarrar isso aqui com vocês, nessa noite aqui do Brasil, eu queria falar sobre ética no discipulado, sobre um princípio que talvez a gente negligencie, mas que faz toda a diferença num discipulado efetivo. Ética é um conceito relativamente simples, é um conceito que não tem nuances, é um conceito que eu diria binário. Ou você tem, ou você não tem, ou você é, ou você não é ético. Você não tem estágios de ética, você não tem níveis de ética, você não vai evoluindo para se tornar uma pessoa mais ética. A única forma de você deixar de ser ético e se de de não ético e se transformar em alguém ético [música] é sendo transformado pelo poder do nosso Deus. E a ética é uma coisa que você não pratica em alguns momentos, em outros nãos. Vou te dar um exemplo. Se você tem um amigo que ele te pede, guarda a minha carteira e naquela carteira você sabe que tem cartões, tem dinheiro, tem uma série de coisas, eu te pergunto, ético você abrir essa carteira e você vasculhar e fiscalizar o que tem dentro ali daquele documento, daquele daquele recipiente ali, daquele local? Não ético. Se você vai à casa de uma pessoa como um convidado e ele é o dono e ele arruma do jeito dele, de repente não não te agradou muito, ético você sair ajustando e colocando as coisas no lugar daquela casa? Não é? [música] E nessa o pastor Juliano se segura, porque o meu toque às vezes vê um quarto, um quadro de lado assim, vê uma coisa meio torta, aí eu vou no banheiro e boto certinho assim direitinho para ficar tudo arrumadinho. Mas não é ético você interferir em algo que não é seu. Sabe por quê, queridos? Porque a ética ela se baseia num código, um código de conduta. Empresas lançam e publicam paraos seus funcionários código de conduta, a ética que orienta como você deve se comportar, quais são as premissas. E o crente tem o melhor dos códigos de conduta, que é a palavra de Deus. A palavra de Deus, ela é o nosso código de conduta ética. E eu queria fazer menção a algo que tá lá em Primeira Pedro 5:23, que nos leva a reflexão dessa noite. Diz assim: "Apacentai o rebanho de Deus que está entre vós, [música] tendo todo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, nem por nem por torpo e ganância, mas de ânimo, pronto, nem como tendo domínio e soberança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." rebanho." Queridos, um princípio primordial do discípulo que está inserido nesse versículo é que o rebanho do qual nós cuidamos não nos pertence. Nós temos o privilégio e a honra de cuidarmos e de circularmos de algo que não é nosso, de um rebanho que pertence a Deus. Entendam o princípio. Discipular é cuidar bem das pessoas, com respeito, sem interesses escusos, mas com sincero desejo de servir. E se existem então limites, cada vez que esses limites são extrapolados, nós caracterizamos alguns abusos. E é isso que eu queria que você levasse daqui nesses minutos. Seis abusos que podem acontecer numa relação de discipulado que extrapola os limites. O primeiro abuso é o abuso da superproteção. Ele parte do princípio de que o discipulador entende que cabe a ele ser aquele helicóptero que vai cuidar e proteger o seu discípulo de todos os males, que vai impedir que o discípulo bata a cara na parede, que vai impedir que o discípulo caia. É aquele pai, aquela mãe super protetora que não quer que o seu discípulo quebre a cara. O discipulador super protetor, ele pode parecer alguém que cuida muito bem, mas é alguém que está abusando do limite do cuidado, [música] está criando alguém imaturo, ele está formando alguém que brevemente irá se frustrar, se decepcionar e desistir da caminhada com Cristo. No outro extremo, a gente tem um segundo abuso que parte de discípulo, que é o o abuso da superdependência. é o discípulo que ele cria uma conexão e uma relação de dependência tal com o seu discipulador que ele não dá um passo sem que o seu discipulador diga algo para ele. Ele não consegue avançar numa decisão, numa escolha sem que seu discipulador diga se pode ou se não pode. Chega o ponto dele precisar acionar e ligar. E eu já tive relações de discipulado dessa forma, onde as ligações elas me incomodavam às vezes durante o ambiente profissional, dada a minha biocupacionalidade. E eu fiz uma regra e um combinado e eu respondo geralmente a ligação com mensagem dizendo é urgente e na maioria das vezes a resposta era não. Podemos falar depois. Então, parte também do discipulador, assim como não super proteger, colocar limites, impor limites, cortar o cordão umbilical e tratar com maturidade aquela pessoa que ele está fazendo o papel de cuidar para Deus. Um terceiro que parece igual, mas é diferente abuso numa relação de discipulado é quando o discipulador resolve ocupar o papel de Deus e se apropriar daquele discípulo, esquecendo-se que ele foi chamado para servir. E o discipulador começa a olhar para aquele discípulo com olhar de uma pessoa subserviente, com uma pessoa que está ali para atender as suas necessidades. Amados, não tem nada, nenhum problema o discípulo ajudar o seu discipulador, ir com ele até algum lugar, trazer um cafezinho pro seu discipulador, segurar o casaco do seu pulador, mas também não tem nenhum problema o discipulador dar um cafezinho pro discípulo, o discipulador carregar a bolsa do discípulo, o discipulador ajudar o discípulo no momento. E existem muitas relações que se deturpam e você cria um escravo, você cria um serviçal, você cria uma pessoa que está completamente submissa a um homem e não a Deus. E o melhor exemplo que temos vem lá de Jesus Cristo em Mateus 20 26 a 28. Diz assim o próprio Jesus: "Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo. E quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." O quarto abuso que a gente pode perceber nessa extrapolação de limites, já foi dito aqui, pastor Efraim já abordou, pastora Nádia também já passou por aí, o pastor Ton também. Essa relação de discipulado, ela não deve ser pautada e construída na busca de benefícios pessoais. Você não deve buscar discipular alguém ou criar uma relação, porque aquela pessoa é dona de uma empresa e pode empregar um parente seu. Aquela pessoa tem recursos financeiros e pode te ajudar quando você precisar. Aquela pessoa tem muitos seguidores, aquela pessoa influente, aquela pessoa pode te trazer algum benefício de caminhar com ela. Queridos, mexer com finanças na relação de discipulado é algo completamente vedado. Emprestar dinheiro, cuidado, porque se você perder a mão nisso, você acaba se sujeitando a uma relação de manipulação e uma relação que ela não tem mais saída. Então, finalizando esse quarto abuso, buscar benefícios pessoais é um cuidado que você deve ter para não acontecer no discipulado. E eu quero caminhar pro final aqui compartilhando com você dois importantes riscos que existem: abusos de discipulado. Um deles é você não entender que aquela pessoa está num processo de tratamento e passar pano em cima dos erros dele, tentar acobertar os erros daquela pessoa, tentar dizer: "Ah, não foi tão feio assim o que você fez. Ah, não foi tão ruim." E o abuso se caracteriza, sabe, pelo quê? atrapalhar o trabalho de Deus, atrapalhar o processo de formação de caráter de Deus daquela pessoa, atrapalhar aquilo que Deus está forjando e gerando naquela pessoa. Querido, eu e você, quando discipulamos alguém, temos que ter a cautela e o cuidado de não interferir naquilo que Deus está conduzindo. E há momentos, sim, que discípulo quebra a cara. E há momentos sim que discípulo é confrontado e o seu papel é reforçar o confronto, evidenciar o erro e evidenciar o pecado e demonstrar as consequências que ele sofre. Então, querido, nós devemos reforçar, endossar o processo de Deus na vida de um discípulo e não passar pano nos erros que eles fazem. E o último, querido, e talvez o principal eh risco que nós temos aqui e abuso de discipulado é quando nós nos consideramos suficientemente bons nos nossos conhecimentos, nas nossas habilidades e nas nossas experiências. E conduzimos uma relação de de discipulado abandonando o manual de ética, que é a Bíblia. O discipulado ele aponta para a palavra do Senhor. O discipulado ele traz o diálogo paraa palavra do Senhor. O discipulado ele não é uma sessão de terapia, ele não é uma sessão de coach, ele não é uma mentoria. Essas ferramentas elas têm o seu papel, a sua aplicação e o seu momento. Mas o discipulado se diferencia de todas elas, principalmente porque ele se trata de um aconselhamento que aponta para a Bíblia. E toda a importância disso se dá num momento onde nós nos vangloriamos dos nossos conhecimentos. Comigo foi assim, eu fiz assim, porque eu estudei assim. A nossa humanidade vem à tona quando alguém se coloca diante de nós de uma maneira frágil, quando alguém se coloca diante de nós de uma maneira vulnerável. E ali muitas vezes sem perceber você se coloca como alguém que tem respostas, quando na verdade o teu papel é apontar pro manual que contém todas as respostas chamado a palavra de Deus. Então, queridos, eu queria caminhar para um entendimento final contigo aqui nessa noite que tá lá em Romanos 12, versículo 2. Romanos 12:2 fala de algo essencial para mim e para você na nossa caminhada cristãs, na cristã. E não sejais conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Queridos, se existe um caminho, se existe uma ferramenta, se existe um instrumento que ele é capaz de transformar o nosso entendimento, é a palavra de Deus. E o discipulado que aponta pra palavra de Deus, ele colabora para que eu e você vivamos uma vida boa, agradável e perfeita. E aqui eu te falo algo muito importante. [música] Discipulador frequenta Escola Bíblica Atitude. Discipulador frequenta os cultos. Discipulador frequenta células. Discipulador participa da conferência de ponta a ponta. Discipulador se engaja na visão da sua igreja. Discipulador tem tempo a sós com Deus. Discipulador busca conhecimento e profundidade na palavra de Deus. Porque é esse o elemento que ele vai usar para efetivamente apontar algo na transformação, na vida de um discípulo. E eu deixo aqui esse confronto para você no final dessa minha palavra. Você tem sido um discipulador efetivo. Qual o seu indicador de efetividade? Quantos encontros você teve? Quantos cafés você tomou com essa pessoa? Quantos likes ele deu nas suas fotos? Quantos elogios você recebeu dessa pessoa? ou quantas vezes [música] você apontou um princípio da palavra de Deus que mudou a a rota, mudou a direção da vida daquela pessoa. Fica para mim e para você esse confronto. Busquemos mais o conhecimento da palavra de Deus, porque quanto mais dominarmos esse manual e soubermos encontrar as perguntas nele sem inteligência artificial, com uso do teu conhecimento, aí sim você vai [música] ser um despolador efetivo. Porque se você te quer usar o chat GPT ou qualquer outra ferramenta para dar resposta, isso teu discípulo faz sozinho. Ele precisa [música] que você saiba apontar, saiba evidenciar e mostrar para ele que dá sim para ser transformado. Eu fui, eu sou fruto disso, fruto de cuidado, fruto de discipulado. Obrigado, pastor Caio. Obrigado, pastor Ton. Muito obrigado, pastor Wallas. Obrigado, pastor Robson, pastor Josué, todos os pastores, homens e mulheres dessa igreja que t cuidado de mim. Obrigado minha esposa. Te amo profundamente por me discipular em casa. E você também seja fruto de um discipulado, honrando quem tem cuidado e cuida de você.